terça-feira, 6 de outubro de 2026

A IGREJA EM ALERTA MÁXIMO!

 



Texto: Lucas 21:34-36
 
³⁴ Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço.
³⁵ Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra.
³⁶ Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem.
 
Lucas 21:36 | ARA
 
Introdução: Graça e Paz irmãos! Eu quero compartilhar uma palavra que tem ardido em meu coração nestes dias para trazer a vocês. Eu sei que todos nós estamos preocupados com o rumo que o Brasil tem tomado e o que podemos vivenciar depois destas eleições. No entanto, creio que o Senhor quer nos trazer uma palavra de alerta máximo que não tem nada haver com o momento politico que vivemos.
 
O que é um alerta máximo? Um alerta máximo é o nível mais alto de aviso emitido por autoridades para sinalizar um perigo grave, imediato e iminente à vida, à segurança ou à ordem pública.
 
A defesa Civil por exemplo usa um tipo de disparado em celulares ou canais oficiais quando há risco iminente de desastres naturais severos, como temporais catastróficos, inundações ou deslizamentos de terra.
 
A Bíblia traz diversos avisos urgentes, mas o "alerta máximo" central das Escrituras se resume em uma ordem direta de Jesus e dos apóstolos para vigiarmos e orarmos diante da iminente volta do Senhor Jesus!
 
A palavra iminente traz consigo o sentido de que algo pode acontecer a qualquer momento. Não há mais nenhuma profecia que precisa ser cumprida para que o arrebatamento ocorra. 
 
Pessoalmente creio que Jesus ainda não veio buscar a Sua Igreja pela razão que o apóstolo Pedro apresentou em 2 Pedro 3.9 “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para conosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”.
 
Jesus usa aqui neste texto de Lucas 21:34-36 o termo ACAUTELAI-VOS.
 
Na Bíblia, "acautelai-vos" significa tomar cuidado, vigiar ou guardar-se contra algum perigo espiritual, engano ou ensinamento falso. A palavra vem do grego prosecho, que quer dizer voltar a atenção para algo e ficar em alerta máximo para se proteger. Jesus usava essa expressão para alertar seus discípulos sobre ameaças invisíveis, porém, reais à fé.
 
Jesus usou a expressão “acautelai-vos” em vários contextos para alertar aos seus discípulos sobre as ameaças invisíveis ou quase que imperceptíveis a sua fé.
 
a) Contra a hipocrisia: Em Lucas 12:1, Jesus diz para se acautelarem do "fermento dos fariseus", explicando que esse fermento é a hipocrisia (aparência de religiosidade sem transformação real).
 
b) Contra falsos profetas: Em Mateus 7:15, o alerta é para cuidar dos falsos mestres que parecem inofensivos por fora (como ovelhas), mas têm segundas intenções.
 
⁵ Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.
 
c) Contra a avareza: Em Lucas 12:15, Jesus avisa: "Acautelai-vos e guardai-vos da avareza" (o apego excessivo aos bens materiais).
 
¹⁵ Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.
 
d) Contra o engano: Em Mateus 24:4,5 o aviso é para não ser enganado por discursos falsos sobre o Cristo.
 
⁴ E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane.
⁵ Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.
 
Pesquisando sobre esse assunto, me deparei com um texto muito forte de Jesus, onde ele nos alerta sobre os escândalos. (Lucas 17:1-3)
 
¹ Disse Jesus a seus discípulos: É inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual eles vêm!
² Melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse atirado no mar, do que fazer tropeçar a um destes pequeninos.
3- Acautelai-vos....
 
Jesus enfatiza a responsabilidade pessoal. Você é o meio pelo qual o pecado pode passar ou parar. Você é o muro do seu lar.
 
Em nossos lares, somos o termômetro, o muro de proteção, os limites que Deus usa para o bem e segurança dos nossos filhos. Quando permitimos que hábitos ou condutas pecaminosas façam parte de nós, tornamo-nos como um daqueles que fazem tropeçar os pequeninos, e ai de nós se agirmos assim!
 
³² Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus,
 
1 Coríntios 10:32 | ARA
Ser uma pedra de tropeço significa agir, falar ou viver de maneira que induza outra pessoa ao erro, ao pecado ou ao desvio da fé.
 
Por isso é que estaremos no acampamento de nossa igreja, falando sobre o LEGADO!
 
NÃO PODEMOS IMPEDIR O AVANÇO DO MAL NO MUNDO, MAS PODEMOS IMPEDIR O AVANÇO DO MAL EM NÓS.
 
É disso que Jesus nos alerta em Lucas 21:34,35!!!
 
³⁴ Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço.
³⁵ Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra.
 
Jesus fala de um coração sobrecarregado com as consequências de alguns pecados. Não podemos nos esquecer que ele fala de “consequências”. Podemos escolher o nosso caminho e o pecado que vamos praticar, mas não podemos escolher as consequências de nossas ações. Você escolhe o que plantar, mas não dá pra escolher o que vai colher.
Paulo falando aos Gálatas sobre o tipo de colheita que queremos nos adverte:
 
⁷ Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.
⁸ Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.
 
Gálatas 6:7,8 | ARA
 
Jesus apresenta no texto três atitudes ligadas ao coração sobrecarregado das consequências de pecados que estão evidentes nestes últimos tempos.
 
 
1- UM CORAÇÃO SOBRECARREGADO DAS CONSEQUÊNCIAS DA ORGIA.
³⁴a “Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia...”
 
Na versão corrigida usa o termo "glutonaria", na NVI "libertinagem” e na NVT, usa o termo farra.
 
Na verdade, este texto traz a ideia de um EXCESSO de pecado ligado à ideia de prazer sem limites.
 
Os prazeres da carne tem sido uma busca frenética de muitos. E esses prazeres estão ligadas às festanças regada a todo tipo de sensualidade e imoralidade sexual. E infelizmente alguns que se dizem irmãos têm caído nesta cilada.
 
³ Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição;
⁴ que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra,
⁵ não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus;
⁶ e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador,
⁷ porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.
⁸ Dessarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo.
 
1 Tessalonicenses 4:3-8 | ARA
 
É de se esperar que alguém que não conhece ao Senhor, viva de forma indiferente e irresponsável, sem temor a Deus e sem obediência a Palavra de Deus; mas certamente não esperamos que os crentes vivam uma vida de pecado.
 
As consequências das orgias, ou libertinagens são desastrosas e vão desde o afastamento de Deus até uma vida de escravidão e destruição familiar.
 
“Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça (da iniquidade) todo aquele que professa o nome do Senhor”. 2 Timóteo 2:2
 
2- UM CORAÇÃO SOBRECARREGADO DAS CONSEQUÊNCIAS DA EMBRIAGUEZ.
³⁴b Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez... (bebedeiras)
 
Existem pessoas que dizem que se tem festa tem que ter cerveja; principalmente se tiver um churrasco. A bebida alcoólica está tão inserida na cultura brasileira, que até mesmo em festa de crianças ela está presente.
 
“Assim como na questão das imoralidades e orgias, a bebida alcoólica também traz consequências”
 
²⁹ Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos?
³⁰ Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada.
³¹ Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
³² Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco.
³³ Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades.
³⁴ Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro
³⁵ e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei?…
 
Provérbios 23:29-35a | ARA
 
Aquele que está embriagado não se domina mais, não se controla, mas é dominado pelo vinho. Só que a embriaguez pelo vinho levará a pessoa a um domínio totalmente destrutivo e dissoluto.
 
“O álcool é um ladrão de cérebros. Onde o álcool domina, o indivíduo perde o domínio próprio. Onde o álcool prevalece, a vida torna-se dissoluta. Um homem alcoolizado é uma tragédia. Torna-se inconsequente em seus atos e insensato em suas palavras”. 
 
 “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito,” Efésios 5:18
 
Em outras palavras Paulo estava dizendo: ”não deixem suas atitudes, reações e palavras serem ditadas pela embriaguez, mas que a vida de vocês seja controlada pelo Espírito Santo”.
 
Não precisamos de recursos artificiais como o vinho para desfrutarmos de alegria. Nossa alegria vem de Deus e não do vinho. Não precisamos do vinho para ter coragem, a nossa força vem do Espírito Santo, amém?
 
Embora a Bíblia ensine moderação ao beber, a abstinência também era considerada e recomendada, especialmente para aqueles que tinham um voto de consagração a Deus. Nós metodistas somos abstinentes ao álcool como bebida.
 
MODERAÇÃO É BOA, MAS A ABSTINÊNCIA É MELHOR!
“abstende-vos de toda forma de mal” 1 Tessalonicenses 5.22  
 
 
3- UM CORAÇÃO SOBRECARREGADO DAS CONSEQUÊNCIAS DAS PREOCUPAÇÕES DESTE MUNDO.
³⁴ Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez, das preocupações deste mundo.”
 
Creio que as preocupações deste mundo estão ligadas uma vida excessivamente ansiosa.
 
A palavra ansiedade vem de uma velha palavra anglo-saxônica que significa “estrangular” ou “sufocar”. É por isso que ela é tão prejudicial à saúde podendo causar úlceras, dor nas costas, enxaquecas e insônia.
 
Sabemos pela ciência que a ansiedade intensa libera hormônios como cortisol e adrenalina, que sobrecarregam o coração ao aumentar temporariamente os batimentos e a pressão arterial.
 
Ninguém pode levar sobre si um peso além da sua capacidade. Isso vai gerar muito desconforto e desânimo na caminhada da vida.
 
Por isso, Jesus disse: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt 11:28).
 
Pedro também nos ensina a lançar a nossa ansiedade sobre Jesus!
 
"Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. 1 Pedro 5.7
 
Além de afetar a nossa saúde, ansiedade nos rouba a paz e pode nos levar até mesmo a pecar pelos seguintes motivos:
 
(1) O ansioso tende a duvidar das promessas de Deus;
(2) O ansioso toma decisões precipitadas e age sem a direção de Deus;
(3) O ansioso não sabe esperar o tempo certo e a hora certa de agir;
(4) O ansioso pode ter a compulsão de gastar, comer e conquistar coisas desnecessárias e refugiar-se nestas coisas em busca de satisfação.
(5) O ansioso pode desespera-se a ponto de não ter mais fé;
(6) O ansioso tende a oprimir as pessoas a sua volta, obrigando-as a conseguir o quer; (7) O ansioso tem o famoso “pavio curto”; o nervosismo é a sua marca.
 
Além de todos esses comportamentos 1- ORGIAS 2- EMBRIAGUEZ 3- PRECUPAÇÕES são marcados por excessos eles se constituem um grande laço espiritual.
 
e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço.
 
³⁵ Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra.
 
³⁶ Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem.
 
Você sabe qual é a coisa mais importante para um Cristão quando Jesus voltar?
 
A COISA MAIS IMPORTANTE QUANDO JESUS VOLTAR É ESTARMOS EM PÉ NA PRESENÇA DO FILHO DO HOMEM!
 
CONCLUSÃO:
 
Quando houve os atentados às torres gêmeas, em New York, em 11/9/2001, perguntaram ao Pr. John MacArthur em um programa de TV: Qual era o significado dos aviões voando contra as torres e matando milhares de pessoas?
 
Ele então respondeu: A mensagem é que todo mundo vai morrer e você não tem controle de quando. Essa é a mensagem. Não morreu ninguém lá que não iria morrer um dia. Ninguém está no controle disso, é melhor que todos estejam prontos para comparecer perante o Senhor.
 
O Novo Testamento está repleto de advertências gerais aos crentes para que esperem ansiosamente pela vinda de Cristo, porque o arrebatamento é a primeira parte do Seu retorno. É o primeiro componente.
 
Existem três componentes para a volta de Jesus: Há a Sua reunião com a igreja, o seu retorno para reinar e o julgamento final no fim do reino, com a destruição do universo e a recriação de um novo céu e uma nova terra.
 
Jesus ressaltou que aquela geração deve estar alerta e vigiar.
 
Que nós como discípulos de Jesus estejamos atentos, vivendo o evangelho de Jesus! Que o Senhor nos encontre de pé em sua presença!
 
 
 
Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

SÉRIE: QUANDO A FÉ ENTRA EM CRISE. 4ª Parte


A Crise de Paulo- Quando se perde as forças à sombra da morte.
 
Texto:  2 Coríntios 1:8-11
 
⁸ Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida.
⁹ Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos;
¹⁰ o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos,
¹¹ ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos.
 
Introdução: Graça e Paz irmãos! Hoje é a nossa última ministração da Série “Quando a Fé entra em Crise”. Nos domingos anteriores falamos das crises que abalaram a fé de Jó, Jeremias e de João Batista; hoje eu quero falar sobre Paulo, quando ele perdeu suas forças à sombra da morte.
 
Poucos cristãos do primeiro século acumularam tanta experiência ministerial quanto Paulo. Ele já havia percorrido quase quinze mil quilômetros em viagens missionárias, onde havia plantado várias igrejas.
 
Em Atenas ele debatia com os filósofos gregos. E em Filipos, Jerusalém e Roma, Paulo enfrentou a prisão. O nível de tribulação que ele enfrentou para proclamar o evangelho e ao mesmo tempo orientar a igreja contra os falsos mestres, foi tão intensa que ele no versículo 8 ele diz que “...a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida”.
 
Nesse contexto, a expressão “acima das forças” não é figura de retórica. O verbo grego indica esmagamento, como peso que excede a resistência de uma viga.
 
Paralelamente, chegavam notícias de Corinto que misturavam divisões internas, pecados de imoralidade e questionamentos sobre a sua autoridade apostólica.
 
Enquanto lidava com a perseguição externa, Paulo precisava recompor a relação com uma igreja que ele mesmo fundara, mas que agora flertava com falsos mestres.
 
Além das tensões externas e internas, a sua saúde física também foi afetada. Ele menciona no versículo 9 ter uma “sentença de morte”, expressão que muitos comentaristas associam a enfermidade grave contraída na Ásia Menor.
 
Com toda essa bagagem de sofrimento, Paulo a reconheceu que suas próprias forças haviam acabado. Essa sucessão de eventos significa que a crise que enfrentou não resultou de um único golpe. Diante destes acontecimentos Paulo confessa ter perdido a esperança da própria vida.
 
Em síntese, a crise de Paulo é tão intensa com a combinação de três fatores:
(1) perseguição, (2) tensões doutrinárias e relacionais em Corinto, e (3) uma enfermidade debilitante.
 
Nenhum desses agentes, isoladamente, seria inédito para Paulo; juntos, porém, superaram tudo o que ele havia experimentado até então.
 
Quais as lições que podemos aprender com as crises de Paulo?
 
1- PRECISAMOS TER A CONSCIÊNCIA DE NOSSA VULNERABILIDADE.
⁸ Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida.
 
Paulo tinha consciência de sua própria vulnerabilidade. E essa consciência não podia simplesmente ser ignorada pela Igreja.
 
Reconhecer suas fraquezas e limitações não era um sinal de fracasso, mas sim o fundamento de sua força espiritual e de seu ministério.
 
Em vez de esconder suas fraquezas, Paulo as expunha e as abraçava, pois entendia que a fragilidade humana era o cenário perfeito para a manifestação do poder de Deus.
 
Em 2 Coríntios 4:7, ele usa uma metáfora poderosa para descrever a fragilidade humana dos apóstolos em contraste com a mensagem que carregavam: "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós."
 
Os vasos de barro na Antiguidade eram comuns, baratos e facilmente quebráveis. Paulo reconhecia que ele e seus companheiros eram frágeis e imperfeitos, mas que essa própria fragilidade garantia que toda a glória pelo sucesso da sua missão pertencesse a somente a Deus, e não a inteligência ou à força humana.
 
Esse nível de exposição é raro em documentos do mundo antigo, pois líderes geralmente buscavam manter aparência de autocontrole.
 
Em muitos contextos, vulnerabilidade é vista como fraqueza. Existe uma pressão constante para parecermos fortes, resolvidos e inabaláveis. Admitir limites, dores ou inseguranças pode parecer arriscado.
 
Por isso, muitos escondem o que sentem. Criam uma imagem de controle enquanto, por dentro, enfrentam lutas silenciosas. Esse esforço para sustentar uma aparência acaba gerando cansaço e isolamento.
 
Quando você admite suas fraquezas, abre espaço para a ação de Deus. A vulnerabilidade não te diminui, ela te conecta com a graça e o poder de Deus.
 
O relato mais marcante dessa conexão da fraqueza com a graça está em 2 Coríntios 12:7-10. Paulo menciona que, para não se ensoberbecer com a grandeza das revelações que recebeu, foi-lhe dado um "espinho na carne".
 
Embora a natureza exata desse espinho seja debatida (uma doença física, perseguição ou uma tentação constante), a resposta que ele recebeu de Deus moldou sua visão sobre a vulnerabilidade:
 
2 Coríntios 12:9 | ARA
 
⁹ Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.
 
Em resumo, a consciência que Paulo tinha de sua vulnerabilidade o protegia do orgulho, aprofundava sua empatia pelas outras pessoas e o mantinha em um estado de total dependência de Deus.
 
2- PRECISAMOS EXPERIMENTAR UMA DEPENDÊNCIA RADICAL DE DEUS.
⁹ Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos;
 
“Nós nos sentíamos como condenados à morte. Mas isso aconteceu para que aprendêssemos a confiar não em nós mesmos e sim em Deus, que ressuscita os mortos”.
(Nova Tradução na Linguagem de Hoje)
 
O próprio Paulo define o momento vivido como uma “sentença de morte”. A palavra traduzida como “sentença” significa uma resposta judicial ou veredicto. Ele tinha uma expectativa certa de que seria destruído.
 
Aquela expectativa real de morte desmontava completamente a sua autoconfiança.
 
O contraste entre não confiarmos em nós e confiarmos em Deus aponta para uma fé que depende de Deus, não de força própria.
 
A expressão em Deus, que ressuscita os mortos revela o fundamento da confiança: Deus é aquele que tem poder para dar vida, até mesmo onde a morte parece vencer.
 
Como Paulo, nós também precisamos aprender que a verdadeira força não nasce da perfeição, mas de uma dependência plena de Deus.
 
Depender de Deus significa que nenhuma decisão na vida será tomada sem oração e sem averiguar o que Palavra de Deus diz sobre o assunto.
 
2 Coríntios 3:4,5 | ARA
⁴ E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus;
⁵ não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus,
 
Em Filipenses 4:13 o apóstolo sintetiza sua total dependência afirmando: "Tudo posso naquele que me fortalece", mostrando que sua estabilidade emocional e espiritual não vinha das circunstâncias externas ou até mesmo de sua cultura apurada, mas do Senhor.
 
É bem possível que neste momento alguns estejam tristes pelo tamanho e pela gravidade de seus sofrimentos. Mas uma coisa é certa!
 
Deus prefere nos ver tristes, mas perto Dele, salvos por Ele, do que rindo, longe de sua presença e eternamente perdidos.
 
1 Pedro 1:6-9 | ARA
⁶ Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações,
⁷ para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;
⁸ a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória,
⁹ obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma.
 
 
3- PRECISAMOS RESGATAR AS MEMÓRIAS QUE NOS DÃO ESPERANÇA.
¹⁰ o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos,
 
Não apenas aquelas memórias de conquistas e bênçãos que recebemos, mas principalmente dos livramentos que recebemos de Deus!
 
Ao declarar que o Deus que ressuscita os mortos “nos livrou… livra… e ainda nos livrará” Paulo constrói uma perspectiva da esperança em três tempos verbais.
 
O passado confirma a fidelidade, o presente sustenta a caminhada, o futuro permanece aberto à intervenção de Deus.
 
Filipenses 1:6  “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”.
 
Paulo combateu o desespero em seu coração lembrando dos livramentos passados e registrando-os por escrito. Em momentos de pressão, a mente concentra-se no que falta e esquece o que Deus já fez.
 
Essa é uma prática de gratidão retrospectiva que nos ajuda a realinhar emoções à realidade da fidelidade divina.
 
Tente listar intervenções específicas que o Senhor já realizou em favor da sua família, carreira ou saúde.
 
4- PRECISAMOS VALORIZAR AS PESSOAS QUE DEUS USA PARA A NOSSA CONSOLAÇÃO.
¹¹ ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos.
 
O texto também ensina que Deus frequentemente envia ajuda por meio de pessoas que oram por nós e nos apoiam.
 
Creio também que essa ajuda se refere ao consolo que recebemos através de irmãos!
 
2 Coríntios 1:3,4 | ARA
 
³ Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!
⁴ É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.
 
Mais tarde Paulo em 2 Cor 7:5-7 , diz que o alívio que Paulo recebeu veio junto com a chegada de Tito.
 
2 Coríntios 7:5-7 | ARA
⁵ Porque, chegando nós à Macedônia, nenhum alívio tivemos; pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro.
⁶ Porém Deus, que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito;
⁷ e não somente com a sua chegada, mas também pelo conforto que recebeu de vós, referindo-nos a vossa saudade, o vosso pranto, o vosso zelo por mim, aumentando, assim, meu regozijo.
 
De forma semelhante, o Senhor pode responder às nossas súplicas com um telefonema inesperado, uma visita, um grupo de irmãos dispostos a ouvir sem julgar.
 
Repare que o apóstolo transforma a própria dor em ministério. Ele se vê consolado para consolar outros.
 
Talvez a causa do seu abatimento ainda não esteja resolvida, mas à medida que recebe consolo, você pode acolher quem vive uma adversidade parecida.
 
Há pessoas que esperam pelo consolo primeiro para consolar outros. Mas eu te digo que consolar é um ato de fé.
 
Em vez de esperar sair totalmente do vale para depois servir, aceite que o consolo de Deus flui mesmo em terrenos onde a aflição ainda não terminou por completo. Você descobrirá que a mão que o levanta é a mesma que capacita a levantar outros.
 
CONCLUSÃO:
 
Precisamos admitir que limitação não é fracasso espiritual; é ponto de partida para dependência mais honesta no Deus que ressuscita os mortos.  Ignorar sinais de exaustão só prolonga o ciclo de autossuficiência que Deus quer substituir por confiança prática na graça.
 
Provérbios 3:5-7 (NVI)
 
“Confie no SENHOR de todo o coração e não se apoie no seu próprio entendimento. Reconheça‑o em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema ao SENHOR e afaste‑se do mal”.

Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO

sábado, 5 de setembro de 2026

SÉRIE: QUANDO A FÉ ENTRA EM CRISE. 3ª Parte


A Crise de João Batista- Quando a Adversidade gera a Dúvida
 
Texto:  Mateus 11:1-6
 1 Ora, tendo acabado Jesus de dar estas instruções a seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles.
2 Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo, mandou por seus discípulos perguntar-lhe:
3 És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?
4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo:
5 os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho.
6 E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.
 
Introdução: Graça e Paz irmãos! Hoje é a nossa terceira ministração de nossa série: Quando a Fé entra em Crise.

Na primeira ministração aprendemos através de Jó que a fé pode entrar em crise, quando diante do sofrimento que enfrentamos, não temos respostas imediatas de Deus, parecendo que ele está em silêncio e por isso, indiferente à nossa dor. No entanto, aprendemos com Jó que não podemos perder a nossa conexão com Deus, devemos busca-lo ainda que na forma de lamentos e desabafos e que a sua cura de teve início no encontro com Deus, não na resposta às suas perguntas.

Na segunda ministração aprendemos através do Profeta Jeremias que a crise que enfrentou vinha de um esgotamento físico e emocional de quem carrega uma dura missão. Conhecido como o "profeta chorão", ele enfrentou basicamente três situações que minaram a sua fé: (1) rejeição, (2) solidão (3) e o peso de anunciar um juízo.
No entanto, ele supera esta crise porque a Palavra de Deus ardia como fogo em seu coração. E foi essa Palavra que o sustentou em sua missão. Deus fez o profeta saber que ele estava em no meio de uma corrida e por isso não podemos parar ou retroceder.
 Hoje vamos para o Novo testamento. E o personagem é João Batista.

 Quem era João Batista?

 - João Batista era primo de Jesus. Desde o ventre de sua mãe, era já era cheio do Espírito Santo (Lucas 1:15-17)

 - João Batista foi enviado por Deus para preparar o caminho do Senhor! “E ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão de pecados; como está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas.” Lucas 3:3 e 4.
 - E quando batizou a Jesus e viu o Espírito Santo descer sobre Ele e ouviu a voz de Deus Pai dizendo: “Este é o meu filho amado em quem me comprazo”

É importante que entendamos amados! João Batista era de origem sacerdotal (cf. Lc 1), mas, nunca exerceu as suas funções (supõe-se mesmo que João opunha-se ao comportamento dos sacerdotes oficiais, visto que vivia afastado do Templo); João Batista também, não foi educado nas escolas dos rabis. A Escola de João Batista foi o deserto. Foi ali que ele se preparou para exercer a sua missão! E a sua mensagem era dura como também era a do profeta Elias. Ele pregava a verdade e apresentava ao povo os mandamentos de Deus, sem jamais temer os homens e sem jamais temer a opinião popular.
Em suas exortações, João Batista repreendeu o tetrarca Herodes Antipas por todas as maldades que havia feito e por causa do seu novo casamento com Herodias, denunciando esta união como ilegítima. Ele disse ao tetrarca:
 
“Não te é lícito ter a mulher de teu irmão.” Marcos 6:18.
 
A acusação de João Batista irritou especialmente a Herodias, que influenciou Herodes Antipas a colocar o mensageiro de Deus na prisão.
Foi no contexto de sua prisão, que João Batista apesar de saber tudo a respeito de Jesus tem uma crise de fé. A dúvida surge em seu coração em meio a adversidade!
Afinal, o que acontecera com o Messias poderoso que ele proclamara? Por que o silêncio de Cristo naquele momento tão crítico?
 
- Possivelmente, João ainda nutria uma expectativa de que o Messias estabeleceria um reino físico, mais imediato, que o libertaria das mãos de Herodes.
- A realidade, porém, mostrou o contrário: Jesus não apareceu para tirá-lo da prisão. Conforme os comentaristas, João Batista ficou preso antes de ser decapitado por um ano. Em meio a essa frustração, João experimentou a dúvida.
 
Provérbios 13:12 | ARA
 
¹² A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida.
 
Isso nos ensina que, por mais fervorosa que seja a nossa fé em momentos de fortes adversidades, podem nos levar a questionamentos profundos.
A dúvida toma conta de seus sentimentos e ele envia alguns de seus discípulos para perguntar a Jesus se Ele era realmente o Messias ou se deveriam esperar outro...
 
Talvez perguntemos: Como João poderia fazer essa pergunta? Já que ele tinha ouvido as histórias de ambos os nascimentos miraculosos e tinha testemunhado sinais divinos quando batizou Jesus?
O senso de ser abandonado na prisão lhe trouxe dúvida emocional. Ele sabia da evidência. Mas a vida não estava saindo como ele esperava.
Além disso, deveria haver um sentimento de injustiça muito forte em seu coração porque João estava na prisão, enquanto que o ímpio rei Herodes continuava a reinar livremente.
 
João Batista ficou em crise quanto àquilo que ele mesmo havia crido e anunciado sobre Jesus ser o Cristo.
 
E com base neste episódio de João Batista vamos aprender algumas lições quando as adversidades também nos levam a duvidar de Deus e seus propósitos em nossa vida!
 
1- QUANDO SURGIREM DÚVIDAS, BUSQUEMOS AS NOSSAS RESPOSTAS EM JESUS! (Mateus 11:2,3)
 
2 Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo, mandou por seus discípulos perguntar-lhe:
3 És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?
 
O texto de Mateus nos mostra que as obras que Cristo estava fazendo ecoou na prisão onde João Batista estava. E isso o incomodou muito.
 
Afinal, o que acontecera com o Messias poderoso que ele proclamara? Por que o silêncio de Cristo naquele momento tão crítico?
 
- Como já vimos anteriormente, João ainda nutria uma expectativa de que o Messias estabeleceria um reino físico, mais imediato, que o libertaria das mãos de Herodes.
 
Expectativas frustradas geram dúvidas, mas a dúvida que João tinha era honesta. A sua dúvida não vinha de incredulidade, mas de um entendimento que precisava ser corrigido. João Batista buscou a resposta para a sua fé em crise em Jesus. Ele não tinha como falar pessoalmente ao Senhor, por isto enviou seus discípulos.
Eu acho isto lindo, irmãos: apesar de toda a crise, João não buscou em outras fontes a resposta de seu questionamento. Ele buscou na fonte certa!
 
Queridos irmãos, esta é exatamente a atitude que nunca podemos abandonar.A resposta para as nossas crises não está nas filosofias humanas, não está na política, não está no conhecimento de laboratórios científicos! A resposta é JESUS!
 
1- AOS QUE ESTÃO SEM DIREÇÃO, JESUS É O CAMINHO! (Jo 14:6) “Eu sou o caminho a verdade e a vida”
 
2- AOS QUE ESTÃO NA ESCURIDÃO DA FEITIÇARIA, JESUS É A LUZ DO MUNDO. “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”. (João 8:12)
 
3- AOS QUE ESTÃO INSEGUROS, JESUS É A ROCHA! Este Jesus é "a pedra que vocês, construtores, rejeitaram, e que se tornou a pedra angular”. Atos 4:11
4- AOS QUE ESTÃO SOLITÁRIOS, JESUS É O MELHOR AMIGO! “Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer”. (Jo 15:15)
 
5- AOS QUE ESTÃO DESGARRADOS, JESUS É O BOM PASTOR! “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas”. (Jo 10:11)
 
6- AOS QUE ESTÃO FAMINTOS DE ALMA, JESUS É O PÃO DA VIDA! (Jo 6:35) E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome..”
 
7- AOS QUE ESTÃO EM GUERRAS, JESUS É O PRÍNCIPE DA PAZ! ” Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. João 14:27
 
8- AOS QUE TÊM MEDO DA MORTE, JESUS É A RESSURREIÇÃO E A VIDA! “Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?” João 11:25,2
 
2- QUANDO SURGIREM DÚVIDAS, PRECISAMOS CORRIGIR AS NOSSAS CONVICÇÕES ESPIRITUAIS. (Mateus 11:4-6)
 
4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo:
5 os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho.
6 E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.
 
- João Batista ficou tão abatido com a sua situação que ele começou a duvidar da identidade de Jesus como o Messias prometido! Porque ele estava convicto de que Messias iria deter os poderosos romanos pela força.
Existem determinadas convicções espirituais que trazemos em nosso íntimo que não correspondem com aquilo que a Palavra de Deus nos ensina!
Muitas destas convicções são provenientes de nossa religiosidade, da filosofia humana ou de uma interpretação bíblica errada.
Na mente de João Batista, Jesus deveria libertar os judeus do jugo romano. Mas no Plano de Deus, Jesus veio para libertar não apenas o judeu, mas a todos os que creem Nele do jugo do pecado.
Embora Deus não tenha obrigação nenhuma de nos explicar ou de nos dar todas as respostas, João Batista teve uma resposta!
 
4 “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo:”
5 “os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho”.
 
Ao listar curas, libertações e evangelização dos pobres, Jesus mostra a João, que o Reino já opera mesmo quando sistemas opressores continuam ativos.
 
E João entende que os milagres extraordinários que Jesus estava realizando era o cumprimento das profecias do Antigo Testamento! O Reino tão anunciado por João Batista havia se tornado uma realidade concreta.
João Batista foi reconduzido à sua certeza inicial de que Jesus, e nenhum outro, era o Messias prometido!
 
Agora ele podia viver nesta convicção! de que Jesus era o Messias e que a Palavra de Deus se cumpre sempre!
Diante dessa convicção, todos os outros assuntos perderam sua importância, e João conseguiu colocar todas as questões pessoais em segundo plano. Prisão ou palácio, riqueza ou pobreza, agora apenas uma coisa contava: somente Jesus!
 
Jesus fecha esta resposta a João Batista com uma Palavra interessante!
 
“E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço”.
“E, abençoado é aquele que não se escandaliza por minha causa”
NTLH "e felizes são aqueles que não abandonam a sua fé em mim!"
 
CONCLUSÃO:
 
Você já ficou em dúvida ou até decepcionado com Jesus? Já sentiu que ele não correspondeu àquilo que você procurava?
 
Se você quer ser eternamente feliz e abençoado não permita que a revolta tome conta de seu coração e venha minar a tua fé.
 
 
Pr. Gilberto Oliveira Reher
Igreja Metodista Catalão-GO