terça-feira, 16 de junho de 2026

DECISÕES QUE MOLDAM NOSSO DESTINO. (1ª Parte)


Texto:
Daniel 6:1-23
 
¹ Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino;
² e sobre eles, três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes sátrapas dessem conta, para que o rei não sofresse dano.
³ Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino.
⁴ Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa.
⁵ Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus.
⁶ Então, estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e lhe disseram: Ó rei Dario, vive eternamente!
⁷ Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei estabeleça um decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.
⁸ Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito e assina a escritura, para que não seja mudada, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar.
⁹ Por esta causa, o rei Dario assinou a escritura e o interdito.
¹⁰ Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer.
¹¹ Então, aqueles homens foram juntos, e, tendo achado a Daniel a orar e a suplicar, diante do seu Deus,
¹² se apresentaram ao rei, e, a respeito do interdito real, lhe disseram: Não assinaste um interdito que, por espaço de trinta dias, todo homem que fizesse petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei e disse: Esta palavra é certa, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar.
¹³ Então, responderam e disseram ao rei: Esse Daniel, que é dos exilados de Judá, não faz caso de ti, ó rei, nem do interdito que assinaste; antes, três vezes por dia, faz a sua oração.
¹⁴ Tendo o rei ouvido estas coisas, ficou muito penalizado e determinou consigo mesmo livrar a Daniel; e, até ao pôr do sol, se empenhou por salvá-lo.
¹⁵ Então, aqueles homens foram juntos ao rei e lhe disseram: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum interdito ou decreto que o rei sancione se pode mudar.
¹⁶ Então, o rei ordenou que trouxessem a Daniel e o lançassem na cova dos leões. Disse o rei a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que ele te livre.
¹⁷ Foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; selou-a o rei com o seu próprio anel e com o dos seus grandes, para que nada se mudasse a respeito de Daniel.
¹⁸ Então, o rei se dirigiu para o seu palácio, passou a noite em jejum e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono.
¹⁹ Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei e foi com pressa à cova dos leões.
²⁰ Chegando-se ele à cova, chamou por Daniel com voz triste; disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?
²¹ Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive eternamente!
²² O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum.
²³ Então, o rei se alegrou sobremaneira e mandou tirar a Daniel da cova; assim, foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.
Introdução: Eu gostaria de refletir nesta palavra sobre as DECISÕES QUE QUE MOLDAM O NOSSO DESTINO tendo como base as decisões que Daniel tomou que fizeram dele um homem no qual Deus podia contar e usar para os Seus propósitos.

Eu quero partir de três premissas sobre decisões que nos servirão como base sobre este assunto:

1ª Todos nós como cristãos, precisamos tomar decisões alinhadas com a vontade de Deus. Somente assim viveremos aquilo que Deus tem para nós.

Eu entendo irmãos que quanto entregamos a nossa vida a Cristo, já começamos um processo de viver uma nova vida que inclui abrir mão da nossa própria vontade para fazermos a vontade do Senhor!
 
2ª Em todas as áreas, nossas decisões vão ditar se estaremos desfrutando das promessas de Deus ou não.  Decisões erradas podem tirar você do caminho planejado por Deus para você e te privar de desfrutar das promessas de Deus.

Um exemplo claro disso era Sansão. O plano de Deus para a vida de Sansão era usá-lo como um juiz e guerreiro para libertar o povo de Israel do domínio dos filisteus. Quando o Espirito de Deus vinha sobre ele, ele se tornava o homem mais forte da Terra: imbatível, indestrutível, intocável, pois a graça, a misericórdia e o poder de Deus estavam sobre Sansão.

- Contudo, sabemos que POR ESCOLHER VIVER NO PECADO o Espírito do Senhor se retirou dele sendo grande a sua ruina. O plano de Deus em relação aos Filisteus até que se cumpriu, mas Sansão não desfrutou desta conquista.

3ª Decisões funcionam como uma semeadura: Cada escolha diária funciona, por menor que pareça como uma semente e direciona o teu futuro. (Gálatas 6:7,8)

⁷ Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.
⁸ Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.
 
Muitas pessoas acreditam que o destino já está traçado e que pouco podem fazer para mudá-lo, mas essa visão limita a capacidade de agir e de semear algo bom.

- O texto que acabamos de ler vemos o rei Dario constituindo sobre o seu reino 120 sátrapas (governador de uma província), três presidentes, sendo que um deles seria colocado em posição superior sobre todos os demais, se reportando diretamente ao rei.

A bíblia diz que Daniel estava entre estes líderes e sobrepujava a todos os demais porque nele, diz a Bíblia, havia um espírito excelente – vs. 3.

³ Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino.
 Este espírito excelente (que era a presença do Espírito de Deus) que havia em Daniel desde a sua juventude certamente o tornou mais sábio e capaz na administração do Império, que todos os outros líderes da Babilônia. Agora, Daniel está já com seus 85 anos de idade, mas como se percebe, ele ainda estava firme e produtivo porque as decisões que ela sempre tomou eram alinhadas ao propósito de Deus. Essas decisões moldaram o seu destino de uma forma extraordinária!

 A pergunta que eu quero deixar para a nossa reflexão nesta noite é:

- Quais as decisões que moldam também o nosso destino segundo os propósitos de Deus?
 
1. PRIMEIRA DECISÃO:
DANIEL ESCOLHEU CARÁTER ACIMA DO CONFORTO.
 
Desde a juventude até a sua velhice, Daniel desenvolveu uma reputação. Ele era conhecido por ser honrado e ético. Ele também era conhecido pela sua fidelidade a Deus e por ter uma vida de oração consistente.
 
Pessoas como Daniel chamam a atenção das pessoas e também de Satanás.
 
A inveja tomou conta de todos os presidentes e dos príncipes e juntos buscaram de todas as formas encontrarem uma forma de acusa-lo, uma brecha que pudessem denuncia-lo, mas a bíblia diz que até mesmo os inimigos de Daniel o encontraram digno de confiança (vs 4).
 
4 “Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa”.
 
Infelizmente, estamos vivendo em uma época em que é extremamente fácil de comprometer a nossa integridade. É fácil comprometer a nossa virtude, especialmente quando este tipo de comportamento se tornou a norma aceita na sociedade.
Por isso eu quero te motivar nesta noite a escolher ser uma pessoa de caráter acima de qualquer conforto. Às vezes queremos assumir uma postura confortável diante de pessoas e amigos porque não queremos desagradá-las, mas não tememos desagradar a Deus! O Senhor, porém, nos chama para nos posicionar pela pureza ética e moral!
 
Como Daniel, esteja disposto a ser diferente.
 
Ao contrário de muitos de seus contemporâneos, Daniel escolheu caráter acima do conforto. Ele teve a coragem de ser diferente.
 
 
2. SEGUNDA DECISÃO:
 
Entre outras coisas que aprendemos aqui é que Daniel tinha uma vida de oração disciplinada.
 
No v.10 lemos: “três vezes por dia ele ficava de joelhos e orava, dando graças ao seu Deus”.
 
A disciplina de Daniel se destaca também no Jejum que realizou. A primeira vez que Daniel realizou esse jejum, conforme o relato do livro de Daniel, foi na Babilônia. Ele fez esse jejum com os seus amigos Hananias, Misael e Azarias. Eles deixaram de comer a comida sofisticada do rei da Babilônia e se alimentaram somente de vegetais e beberam apenas água. Daniel pediu permissão aos seus superiores e fez um teste de 10 dias, para comprovar que a dieta não comprometeria a saúde deles (Daniel 1:12-15). O foco de Daniel estava em Deus.
 
O chamado "Jejum de Daniel de 21 Dias", é baseado no jejum que o profeta Daniel realizou durante o reinado de Ciro, rei da Pérsia (Daniel 10:1).Neste jejum que durou cerca de 3 semanas, Daniel não comeu carne, nem coisas saborosas e não bebeu vinho. Ele também não se perfumou durante esse tempo. Passou todos os 21 dias chorando e suplicando a Deus.
 
“Naquela ocasião eu, Daniel, passei três semanas chorando. Não comi nada saboroso; carne e vinho nem provei; e não usei nenhuma essência aromática, até se passarem as três semanas”. Daniel 10:2-3
 
A razão pela qual algumas pessoas tem sucesso enquanto outras falham tem pouco a ver com habilidades. A maioria dos nossos fracassos pode ser atribuída a uma falta de disciplina. É preciso disciplina, para poder sobressair. (disciplina de oração + Jejum = intimidade com Deus)
 
Algumas áreas onde a maioria de nós precisa de maior disciplina.
 
A. Primeiro, precisamos controlar nossa língua.
Embora muitos considerem fofoca menor pecado do que o assassinato, a fofoca pode matar amizades, perturbar uma família, dividir uma igreja, assassinar uma pessoa de caráter.
 
Alguém disse uma vez: “Grandes mentes discutem ideias, mentes médias discutem eventos, mentes pequenas discutem pessoas”. Todos nós devemos aprender a disciplinar nossa língua.
 
B. Precisamos de mais disciplina em nossa vida devocional.
Eu me pergunto:
 
(1) Será que temos o direito de reclamar sobre a ausência de oração em nossa igreja, quando há uma ausência de oração em nossa casa?
 
(2) O que adianta carregar a nossa Bíblia em público e negá-la na privacidade de nossas próprias vidas?
 
C. Precisamos de uma vida na igreja mais disciplinada.
 
Em mais de 30 anos servindo ao Senhor, eu aprendi como é importante a igreja para o meu crescimento e estabilidade espiritual. Na verdade, eu aprendi que eu preciso da igreja muito mais do que a igreja precisa de mim.
 
· Eu preciso estar congregando para que as minhas percepções da vida possam ser contestadas e confrontadas com a Palavra de Deus.  
· Eu preciso estar congregando em um ambiente que me oferece a oportunidade de aprender e utilizar meus dons espirituais.
· Eu preciso estar envolvido em uma igreja onde eu sou responsável por meus atos... um lugar onde eu possa receber sabedoria divina.
· Eu também preciso estar em comunhão com as pessoas que mantêm os mesmos valores que eu abraço.
. Eu preciso estar envolvido em uma igreja onde eu posso ser encorajado quando eu sinto vontade de desistir... um lugar onde os outros vão orar por mim quando eu estou muito desanimado de orar por mim mesmo.
 
Daniel se destacou porque ele escolheu a disciplina sobre a desordem.
 
3. TERCEIRA DECISÃO:
DANIEL ESCOLHEU A FIDELIDADE ACIMA DA FACILIDADE.
 
Uma nova lei havia sido emitida para pegar a Daniel em sua devoção a Deus.
 
5 Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus.
6 Então, estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e lhe disseram: Ó rei Dario, vive eternamente!
7 Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei estabeleça um decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.
8 Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito e assina a escritura, para que não seja mudada, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar.
9 Por esta causa, o rei Dario assinou a escritura e o interdito.
 
Ninguém tinha permissão para orar durante os próximos 30 dias e quem fosse pego fazendo isso seriam lançados na cova dos leões. Esta lei era nada mais do que uma cortina de fumaça que algumas pessoas estavam usando para pegar Daniel em apuros porque sabiam que Daniel nunca iria parar de orar.
 
O Versículo 10 diz: “Quando Daniel soube que o edital estava assinado, entrou em sua casa, no seu quarto em cima, onde estavam abertas as janelas que davam para o lado de Jerusalém; e três vezes no dia se punha de joelhos e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer” Daniel 6:10
 
Estou convencido de que Daniel não estava realmente interessado em tornar-se almoço de domingo dos leões. Mas quando confrontado com uma decisão, ele escolheu a fidelidade sobre a facilidade.
 
A primeira fidelidade de Daniel era para com Deus.
 
(1) A nossa fidelidade a Cristo é mais importante do que as nossas ambições?
 
(2) É Deus mais importante para você do que a aceitação dos seus amigos?
 
(3) É Cristo é mais precioso do que a busca do poder ou posses?
 
JESUS É MELHOR
 
Jesus é melhor, sim, que ouro e bens.
Jesus é melhor do que tudo que tens;
Melhor que riquezas e posições;
Melhor muito mais do que milhões
 
CORO:
Pode ser um rei com poder nas mãos,
Mas do mal escravo, sim.
Mil vezes prefiro o meu Jesus,
E servi-lo até o fim.
 
Quando confrontado com uma opção, Daniel escolheu ser fiel do que a própria vida. Daniel estava determinado a servir a Deus, independentemente das consequências.
 
Daniel foi lançado sim na cova dos leões! O rei estava triste com aquela situação e depois de uma noite sem dormir foi a cova dos leões:
 
20 Chegando-se ele à cova, chamou por Daniel com voz triste; disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?
21 Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive eternamente!
22 O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum.
23 Então, o rei se alegrou sobremaneira e mandou tirar a Daniel da cova; assim, foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.
 
Eu amo o versículo 23: “Então o rei muito se alegrou, e mandou tirar a Daniel da cova. Assim foi tirado Daniel da cova, e não se achou nele lesão alguma, porque ele havia confiado em seu Deus”. Daniel 6:23.
 
Conclusão: Na palavra de hoje aprendemos com Daniel que as decisões que moldam o nosso destino segundo os propósitos de Deus são: 1- A ESCOLHA DO CARÁTER ACIMA DO CONFORTO; 2- A ESCOLHA DA DISCIPLINA ACIMA DA DESORDEM; e 3- A ESCOLHA DA FIDELIDADE ACIMA DA FACILIDADE.
 
Acredito que estas decisões não nos tornarão apenas pessoas de sucesso no mundo secular, mas principalmente aos olhos de Deus.
 
Igreja Metodista em Catalão-GO
Pr. Gilberto Oliveira Rehder
 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

REQUISITOS PARA UM REAVIVAMENTO


Texto: Hebreus 12:4-14

 
⁴ Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue
⁵ e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado;
⁶ porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.
⁷ É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?
⁸ Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos.
⁹ Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos?
¹⁰ Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.
¹¹ Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.
¹² Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos;
¹³ e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado.
⁴ Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,
 
Introdução: Graça e Paz Povo do Coração Aquecido! Hoje é o encerramento da nossa Campanha Nacional de Jejum e oração cujo o propósito é o REAVIVAMENTO DA IGREJA METODISTA em todo Brasil. Neste período de busca e de jejum, refletimos inicialmente no livro de Neemias e depois no livro de Atos dos apóstolos.
 
Refletindo sobre o tema do reavivamento, entendi que os grandes avivamentos que ocorreram na história da igreja, nasceram em tempos de crise, declínio moral e frieza espiritual.
 
Assim ocorreu com o avivamento metodista. O avivamento metodista, liderado por John Wesley no século XVIII na Inglaterra, nasceu exatamente em meio a uma profunda crise espiritual, moral e social.
 
Naquela época, a Igreja Anglicana era uma igreja fria e indiferente. Quando João Wesley que era um pastor Anglicano teve a experiência do coração aquecido, Deus o usou para trazer um avivamento na Inglaterra que salvou milhares de vidas.
 
Então eu me pergunto: será que não precisamos novamente de uma nova experiência de um coração aquecido?   
 
Com certeza a Igreja Metodista no Brasil necessita hoje passar pelo reavivamento.
 
Um certo escritor evangélico, identificou 12 sinais da frieza espiritual:
 
1- Desinteresse por ler e estudar a Bíblia.
2- Ausência de momentos de oração individuais e nos cultos coletivos.
3- Ausência de comunhão com os irmãos, envolvimento em constante em contentas, etc..
4- Diminuição do desejo de servir a obra de Deus.
5- Abandono das responsabilidades na Igreja, falta de desejo de testemunhar de Jesus para outros.
6- Desejo de contaminar outros com palavras negativas, que produzem desânimo e geram conflitos.
7- Tendência de olhar para lideres, pastores e igreja com maus olhos, ou sempre de forma negativa.
8- Mente cauterizada, que é a situação onde queremos adaptar a palavra de Deus a nossos gostos pessoais e até aos nossos erros.
9- Viver em pecado, achando que tudo está bem.
10- Com o passar do tempo, falta de desejo de estar nos cultos.
 
Diante de tudo isso, tenha certeza de que o Senhor, não irá nos deixar neste estado. É por isso que ele permite que passemos por crises.
 
A crise ocorre por três motivos principais:
 
1- Conscientização da necessidade: A crise gera desconforto e evidencia o estado de frieza espiritual. Apenas uma terra seca clama por chuva.
 
2- Reconhecimento da falência humana: Quando as estruturas falham (políticas, sociais ou eclesiais) e os esforços humanos não bastam, o povo se volta inteiramente para a dependência divina.
 
3- Fervor na busca: O avivamento é sempre precedido por orações intensas. A aflição transforma o desejo superficial em um clamor contínuo e profundo.
 
Reavivamento não acontece sem antes passar pelo crivo da crise, isto é, da decisão de se separar daquilo que lhe tirou do foco inicial da igreja.
 
Portanto, a CRISE antecipa o arrependimento e arrependimento antecipa o AVIVAMENTO.
 
Se você ler atentamente esse texto de Hebreus verá que ele fala nobre a disciplina do Senhor sobre os seus filhos. Quando passamos pela disciplina do Senhor, ela mexe profundamente com nossas estruturas, causando um desconforto que chamamos de crise.
 
Essa crise gerada pelo processo disciplinar divino serve para nos moldar.
 
Hebreus 12:11 descreve exatamente isso: "Toda disciplina, com efeito, no momento não parece motivo de alegria, mas de tristeza; depois, porém, produz fruto pacífico de justiça aos que por ela têm sido exercitados".
 
É exatamente nesse momento de correção ou de aperto que somos forçados a olhar para dentro, abandonar velhos hábitos e alinhar nosso propósito ao que Deus espera de nós.
 
Este texto não fala especificamente de um reavivamento, mas, podemos aplica-lo a nós como filhos de Deus. É o desconforto que precede o reavivamento.
 
O Senhor não corrige seus filhos com o propósito de vê-los sofrer, mas com o propósito de aperfeiçoá-los em santidade como nos diz o verso 10.
 
“Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.” Hebreus 12:10
 
Se voltarmos um pouco mais no texto veremos que aqueles cristãos tinham alguns comportamentos que precisavam mesmo de correção divina. Eles tinham embaraços e pecados que os impedia de progredir espiritualmente como nos diz Hebreus 12:1.
 
Se não tiramos os embaraços e pecados de nossa vida, jamais chegaremos ao reavivamento! É por isso que precisamos da disciplina de Deus. 
 
A disciplina é o treinamento de Deus. Um sinônimo bíblico de disciplina é a promoção. Deus nos corrige nos promover, querendo nos empurrar para frente, para outro nível.
 
Diante da disciplina do Senhor podemos ficar muito desanimados e não aprender nada ou podemos aprender e sermos aperfeiçoados!
 
Diante daquilo que foi exposto desejo fazer uma pergunta:
 
Quais seriam os requisitos para um reavivamento?
 
1- O RESTABELECIMENTO DAS MÃOS ENFRAQUECIDAS. (vs. 12ª)
12 “Por isso, restabelecei as mãos descaídas..”
 
Outras versões bíblicas dizem: mãos cansadas, enfraquecidas.
 
Com as mãos abençoamos, oramos, curamos e fazemos o trabalho do Senhor.
 
Mãos simbolizam tudo o que fazemos para o Senhor
 
Moisés escreveu um lindo texto sobre as mãos no Salmo 90:7
 
“Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nossas mãos, sim, confirma a obra das nossas mãos” (Salmos 90.17).
 
“Que a graça do Senhor, nosso Deus, pouse sobre nós; faze prosperar as obras das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos!” Versão King James
 
Observe que o Senhor ordena que as mãos se restabeleçam (que se levante as mãos)
 
Isso significa que, um dia, a obra das mãos de um determinado cristão foi forte, mas, com o passar do tempo pode se enfraquecer ou ficar descaída, cansada.
 
Paulo, falando especificamente aos homens em 1 Timóteo 2:8 diz:
Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade.
 
Devemos levantar mãos santas para o Senhor, sem ira e sem inimizade.
 
 
2-RESTABELECIMENTO DOS JOELHOS TRÔPEGOS. (vs. 12b)
 
Outras versões: os joelhos desconjuntados, vacilantes, enfraquecidos
 
Os Joelhos nos falam de firmeza e força na oração.
 
Os joelhos são o equilíbrio e a sustentação do Corpo de Cristo.
 
- É vida de oração (intimidade com Deus, o recurso para todas as áreas).
 
- Joelho desconjuntado é alguém que já não ora há muito tempo.
 
- Joelho desconjuntado fala de uma pessoa que manca, que se arrasta ou que está propensa a cair.
 
A pessoa de joelhos trôpegos não sustenta sua Comunhão com Deus. E não sustenta também a Igreja em oração.
 
Assim como há terapia de fortalecimento dos joelhos, nós precisamos também exercitar os nossos joelhos espirituais.
 
“Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, “ Ef 3.14–17
 
Obviamente, Paulo não estava de joelhos no momento exato em que escrevia estas palavras. O que ele estava dizendo é que se quisermos ser fortalecidos com poder precisamos orar....
 
Não tenho dúvida de que a Igreja do primeiro século era uma comunidade de se punha de joelhos.
 
Com joelhos dobrados ficamos numa posição de fraqueza e dependência. Se você já ficou de joelhos percebeu esta realidade.
 
Os joelhos dobrados devem ser fruto de uma vida inclinada para fazer toda a vontade de Deus.
 
Charles Spurgeon um grande pregador Britânico do século: XIX, conhecido como: O príncipe dos pregadores, disse certa vez: Se formos fracos em nossa comunhão com Deus, seremos fracos em tudo.
 
 
3-A CONSTRUÇÃO DE CAMINHOS RETOS PARA OS PÉS. (vs. 13)
¹³ e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado.
 
A palavra “caminhos retos” significa exatamente- caminho estreito.
 
“Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela),porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela”. Mateus 7:13,14
 
O homem mais sábio do mundo, o rei Salomão, comentou sobre isso: “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele leva à morte” (Provérbios 16:25).
 
O caminho estreito é um caminho difícil de ser trilhado porque é um caminho de renúncia de nossa carne.
 
Em outras palavras, caminhar no caminho estreito significa que desistimos inteiramente de nossa própria vontade.
 
Há poucos que estão dispostos a realmente andar por este caminho, porque desistir de nossa própria vontade realmente nos causa sofrimento.
 
- Os pés falam da sua caminhada, do seu dia a dia. Do ordinário e não do extraordinário.
 
Eu não preciso ver anjos, ter visões extraordinárias ou sensações arrebatadoras para andar com Deus. Eu preciso é de constância na minha caminhada com o Senhor!
 
Eu preciso caminhar no ordinário! Entendem?
 
A palavra “ordinário”, segundo o dicionário Léxico, significa: habitual, normal, acontecimentos ordinários.
 
Lamentavelmente, muitos crentes viciados em grandeza, transformou o ordinário em algo indesejável, algo indigno de ser mencionado.
 
Esta forma de caminhar com Deus com retidão e simplicidade gera cura em nós e por meio de nós. É o por isso que finalzinho deste versículo 13 diz:
 
“para que não se extravie (se perca) o que é manco; antes, seja curado”.
 
 
4- A BUSCA PELA PAZ COM TODOS E A SANTIFICAÇÃO (Vs. 14)
14 Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,
 
A palavra segui nos traz a ideia aqui de alvo de direcionamento.
 
Quando o escritor escreve “segui a paz com todos” ele está dizendo literalmente “corram em direção à paz”, “persigam a paz”.
 
A expressão grega utilizada por ele implica no sentido de empenhar toda energia necessária para que esse alvo seja alcançado.
 
O conselho de seguir a paz com todos, muito nos faz lembrar o que disse Davi no Salmo 34.
 
Ele escreve: “Aparta-te do mal e pratica o que é bom. Procura a paz e esforça-te por alcançá-la” (Salmo 34:14).
 
Esse mesmo conselho também foi citado pelo apóstolo Pedro (1 Pedro 3:11).
 
Como esta atitude é importante queridos? Você já percebeu que muitos são os que se desviam do caminho por causa de pessoas? Por problemas de relacionamentos? Pela falta de perdão?
 
A mesma aplicação e intensidade que o autor expressou para exortar acerca da busca pela paz, ele também utilizou para falar sobre a necessidade da santidade.
 
A ordem é para seguir a paz com todos e a santificação! Isto significa que a busca pela paz é inseparável da busca pela santificação. Logo, devemos perseguir a paz tanto quanto devemos perseguir a santificação.
 
A santificação é um processo que ocorre durante toda a vida daquele que é filho(a) de Deus.
 
Nesse mundo ainda estamos sujeitos ao pecado, mas através da santificação nós vamos mortificando nossa carne e nos submetendo a vontade de Deus.

O objetivo é que possamos ser cada vez mais parecidos com Cristo por meio da obra do Espírito Santo em nosso coração.

“E ali haverá bom caminho, caminho que se chamará o Caminho Santo; o imundo não passará por ele, pois será somente para o seu povo; quem quer que por ele caminhe não errará, nem mesmo o louco.” Isaías 35:8

A santificação é um dos requisitos essenciais para Deus operar maravilhas em nosso meio.

 ⁵ “Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós.” Josué 3:5

CONCUSÃO:  Estes 4 requisitos para o reavivamento é o que Deus espera de nós. Se não restabelecermos as nossas mãos e joelhos. Se não andarmos no caminho estreito e ordinário; se não seguirmos a paz e a santificação, não viveremos este reavivamento.
 
Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO

sexta-feira, 3 de abril de 2026

A PROVISÃO DE DEUS NO TEMPO DA ADVERSIDADE (3ª Parte)

 

1 Reis 17:17-24
 17 Depois disto, adoeceu o filho da mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto, que ele morreu.
¹⁸ Então, disse ela a Elias: Que fiz eu, ó homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade e matares o meu filho?
¹⁹ Ele lhe disse: Dá-me o teu filho; tomou-o dos braços dela, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo se hospedava, e o deitou em sua cama;
²⁰ então, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, também até a esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho?
²¹ E, estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele.
²² O Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu.
²³ Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe, e lhe disse: Vê, teu filho vive.
²⁴ Então, a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade
 
Introdução: Graça e Paz irmãos! Nos dois domingos anteriores, falei sobre a PROVISÃO DE DEUS NO TEMPO DA ADVERSIDADE, através da experiência do profeta Elias que profetizou um período de Juízo de Deus sobre o reino do norte que tinha como objetivo confrontar a apostasia e o culto a Baal. Durante três anos e meio todos sofreriam com uma seca severa que abalaria toda a economia daquela região e trazendo fome.
 
No entanto, mesmo em meio a esta terrível adversidade, Deus manifesta a Sua Provisão ao profeta, não deixando que nada lhe falte. Do versículo 1 até o 16 aprendemos seis princípios sobre a provisão de Deus que Elias experimentou.
 
1- A PROVISÃO DE DEUS SEGUE A PRESCRIÇÃO DE DEUS
2- A PROVISÃO DE DEUS INCLUI A PROTEÇÃO DE DEUS.
3- A PROVISÃO DE DEUS É SEMPRE SUFICIENTE.
4- A PROVISÃO DE DEUS É TANTO NATURAL QUANTO SOBRENATURAL.
5- A PROVISÃO DE DEUS PODE SER TEMPORÁRIA PARA DETERMINADO TEMPO E LUGAR
6- A PROVISÃO DE DEUS NÃO É SÓ PARA VOCÊ, MAS ATRAVÉS DE VOCÊ.
 
Até aquele momento tanto o profeta quanto a viúva de Serepta testemunharam o poder de Deus trazendo uma provisão de Deus sobrenatural e diária. O milagre de provisão não foi um enchimento único e espetacular da panela e da botija, mas uma provisão diária e contínua. Dia após dia, havia o suficiente até que chovesse novamente.
Quando a provisão de Deus parecia estabelecida, uma tragédia ainda maior acontece: o filho da viúva adoece e morre. A crise muda de escassez para uma perda irreparável da vida.
 
Por meio deste acontecimento eu quero destacar aqui algumas lições para a nossa vida quando estamos diante da adversidade mais terrível que é a perda de alguém que amamos.
 
1- NÃO TEMOS TODAS AS RESPOSTAS PARA A NOSSA DOR, MAS PODEMOS CONFIAR NA SOBERANIA E NO AMOR DE DEUS.
 
¹⁷ Depois disto, adoeceu o filho da mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto, que ele morreu.
¹⁸ Então, disse ela a Elias: Que fiz eu, ó homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade e matares o meu filho?
 
Este acontecimento lança a viúva em um desespero ainda maior do que a fome. Ela então, confronta Elias com uma pergunta carregada de dor e culpa: “Que tenho eu contigo, homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade, e para matares meu filho?” (1 Reis 17:18).
 
Esta é uma reação humana natural à tragédia, buscando um culpado ou uma razão para a calamidade. Na verdade, aquela viúva não fazia parte do povo de Deus! Ela não conhecia desde então o Senhor! Na sua visão Elias tinha sido enviado em sua casa para puni-la por algum pecado que havia cometido.
 
Quando passamos por uma dor tão terrível de perder alguém também perguntamos:
 
- Por que Deus permitiu que isso acontecesse?
- Faz algum sentido prover sustento infinito para o menino e depois deixá-lo morrer logo em seguida?
- Deus não deveria recompensar a viúva por seu ato de fidelidade?
 
De longe, parecia uma piada de mau gosto, mas não era. Sabe porquê? Porque ninguém pode entender os caminhos e os pensamentos de Deus que são mais altos que os nossos.
 
Essa pergunta que a viúva tinha diante da perda de seu filho, me levou a lembrar de quando Jesus foi questionado pelos seus discípulos sobre um homem que nasceu cego em João 9:1-3.
¹ Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença.
² E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
³ Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus
 
A resposta de Jesus foi surpreendente! Ele mostrou que a cegueira do homem não era culpa de ninguém, mas uma oportunidade de Deus mostrar o seu poder! Depois Jesus cura o cego misturando a sua saliva com a terra e mandando-o a se lavar no tanque de Siloé.
 
Entenda algo tremendo aqui!! A crise da viúva chegou a um ponto que tudo parecia o fim, mas na verdade Deus estava preparando algo ainda maior pra ela. Talvez o mesmo Deus tem preparado pra você.
 
2- QUANDO NÃO SE SABE O QUE FAZER ENTRE NO SEU QUARTO E ORE.
¹⁹ Ele lhe disse: Dá-me o teu filho; tomou-o dos braços dela, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo se hospedava, e o deitou em sua cama;
²⁰ então, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, também até a esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho?
²¹ E, estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele.
²² O Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu.
 
Elias também não sábio o que fazer, então toma o menino e o leva para o quarto de cima onde ele morava. Ali, ele clama ao Senhor por três vezes, estendendo-se sobre o menino e suplicando pela sua vida. Creio que Elias orou como nunca havia orado antes.  A Bíblia diz que Elias estendeu-se (deitou-se) sobre o menino por três vezes e clamou ao Senhor para que sua alma voltasse a entrar nele.
 
- Talvez aquela seria a maneira de mostrar o quanto queria ver o menino vivo, a ponto de estender seu próprio fôlego de vida ao garoto.
 
A oração de Elias é uma expressão de sua fé e autoridade como profeta de Yahweh.
 
²¹ E, estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele.
²² O Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu.
 
Esta é a primeira ressurreição registrada na Bíblia, um evento que prefigura o poder de Deus sobre a morte.
 
A ressurreição do filho tem um impacto tão profundo na viúva que mudaria completamente a sua vida.
 
 
3- DEUS NÃO QUER QUE APENAS ACREDITEMOS NELE, MAS QUE O CONHEÇAMOS DE VERDADE.
²³ Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe, e lhe disse: Vê, teu filho vive.
²⁴ Então, a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é  
 
Para que conheçamos a Deus de verdade, muitas vezes Ele usa a nossa dor pra isso!
 
Isso me fez lembrar de Jó que depois de perder seus filhos e bens, no declarou:
 
“Antes eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora meus olhos te veem” Jó 42:5
 
A viúva de Serepta conhecia apenas sobre o Deus podia prover o pão, mas agora ela conhece o Deus que provê a vida!  A provisão de alimento havia lhe dado a revelação de um Deus de Provisão, mas na ressurreição do filho, ela teve a revelação do Deus da ressurreição; do Deus da vida!  E a última declaração daquela mulher são para mim tremenda! A viúva diz:“Agora sei que tu és homem de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.” (1 Reis 17:24).
 
Essas palavras revelam mais que gratidão. Elas revelam transformação.
 
Antes ela cria, mas agora ela sabe. “Agora sei...”
 
O sofrimento elevou a sua fé a um outro nível!
 
CONCLUSÃO:
 
Embora a ressurreição do filho da viúva tenha sido temporária, ela prefigura o poder de Cristo sobre a morte e a promessa da ressurreição final para os crentes.
 
A sua ressurreição foi única, singular porque Jesus deixou a morte diferentemente de qualquer outro que voltou a vida!
 
- Nenhum profeta interveio para ressuscitar a Jesus
- Nenhum corpo havia sido tão cruelmente dilacerado e cruelmente espancado como foi o corpo de Jesus.
- Todos os que ressuscitaram, experimentaram posteriormente a morte, mas Jesus não!
 
Ele conquistou a morte para que nós não morrêssemos eternamente!
 
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” João 11:25,26
 
Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO
 
 
 

terça-feira, 24 de março de 2026

A PROVISÃO DE DEUS NO TEMPO DA ADVERSIDADE (2ª Parte)


TEXTO: 1 Reis 17:1-16
¹ Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra.
² Veio-lhe a palavra do Senhor, dizendo:
³ Retira-te daqui, vai para o lado oriental e esconde-te junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão.
⁴ Beberás da torrente; e ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem.
⁵ Foi, pois, e fez segundo a palavra do Senhor; retirou-se e habitou junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão.
⁶ Os corvos lhe traziam pela manhã pão e carne, como também pão e carne ao anoitecer; e bebia da torrente.
⁷ Mas, passados dias, a torrente secou, porque não chovia sobre a terra.
⁸ Então, lhe veio a palavra do Senhor, dizendo:
⁹ Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida.
¹⁰ Então, ele se levantou e se foi a Sarepta; chegando à porta da cidade, estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, uma vasilha de água para eu beber.
¹¹ Indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me também um bocado de pão na tua mão.
¹² Porém ela respondeu: Tão certo como vive o Senhor, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho; comê-lo-emos e morreremos.
¹³ Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho.
¹⁴ Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra.
¹⁵ Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias.
¹⁶ Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias.
 
Introdução: Graça e Paz irmãos! Hoje vamos dar continuidade na segunda parte da ministração do domingo passado cujo o tema é A PROVISÃO DE DEUS NO TEMPO DA ADVERSIDADE, com base na experiência do profeta Elias que experimentou o cuidado de Deus por sua vida.
 
É importante lembrarmos que Elias foi o agente de Deus para confrontar a apostasia no reino do Norte. Ele confronta o Rei Acabe pelos seus pecados de idolatria e culto a Baal e profetiza como juízo de Deus um longo período de seca. (3 anos e seis meses)
 
Imaginem os danos na economia, na agricultura, toda a infraestrutura da nação se enfraqueceria, pois haveria fome, os animais morreriam, os alimentos seriam escassos, os preços iriam subir absurdamente, pessoas morreriam de fome.
Apesar de tudo nação não se arrependeu, não se voltou para Deus, preferiram a Baal do que a Deus, e o resultado da desobediência nós já conhecemos.
 
Por conta disso, Elias precisava sair de cena por um tempo. Deus escolhe então, as situações mais improváveis para trazer a Elias a sua provisão.
 
Em primeiro Lugar: Seguindo a orientação divina, ele refugia-se primeiramente próximo à fonte de Querite. (Querite significa lugar de corte, de molde). 
 
Ali, Elias estaria a sós onde seria moldado e sustentado por Deus!
 
Enquanto Elias bebia da fonte, DEUS enviava os corvos que lhe traziam no bico pão e carne pela manhã e ao anoitecer, até o dia em que a fonte secou.
 
Relembrando o que aprendemos no domingo passado, há alguns princípios sobre a provisão de Deus
 
O primeiro deles é: que A PROVISÃO DE DEUS SEGUE A PRESCRIÇÃO DE DEUS. Quando Deus prescreve ou nos ordena algo e nós seguimos essa prescrição, há uma provisão associada a isso.
 
O segundo princípio é: A PROVISÃO DE DEUS INCLUI A PROTEÇÃO DE DEUS. A proteção de Deus faz parte da Sua provisão. A provisão de Deus não se limita ao que Deus lhe dá; inclui também quando ele te leva ao seu esconderijo. Devemos aprender a valorizar a proteção de Deus nos momentos em que vivemos períodos de escassez. Seja grato pelas coisas das quais Deus o protege, assim como você é grato pelas coisas que Ele lhe dá.
 
O terceiro princípio é: A PROVISÃO DE DEUS É SEMPRE SUFICIENTE. Deus não levou Elias a um rio, mas a um riacho.
- Riachos são instáveis. Secam rapidamente, especialmente em tempos de seca.
- Corvos também não são confiáveis. Os Corvos são aves consideradas impuras pela lei mosaica, conhecidas por seu comportamento predatório e por não compartilharem alimento nem com os seus filhotes.
 
Tudo o que Elias tinha naquele momento era instável, imprevisível e passageiro, mas, mesmo assim, Deus o provia. Quando Deus provê, pode não ser sempre em excesso, mas é sempre em suficiência. Mesmo que Deus não lhe dê o que você deseja agora, Ele sempre proverá o que você precisa.
 
Precisamos aprender a viver a temporada do Suficiente. A nação de Israel viveu por 40 anos com o mínimo necessário. Deus Todo-Poderoso poderia ter-lhes dado tanto, que poderiam ter armazenado por anos, mas Ele escolheu conduzi-los por 40 anos, dando-lhes apenas o suficiente para cada dia.
 
Hoje vamos aprender mais alguns três princípios sobre a Provisão de Deus no tempo da adversidade.
 
4- A PROVISÃO DE DEUS É TANTO NATURAL QUANTO SOBRENATURAL.
 
Deus não substitui o natural pelo sobrenatural, mas ele acrescenta o sobrenatural ao nosso natural. O riacho era natural, mas, os corvos eram sobrenaturais.
 
Os corvos são necrófagos e nem sequer alimentam os seus próprios filhotes. No entanto, reparem onde Deus trouxe os corvos para Elias – foi junto ao riacho. O sobrenatural de Deus sempre se encontra com você no ponto em que você está no natural. Deus acrescenta corvos ao riacho.
 
O que geralmente acontece é que queremos que Deus nos dê o extraordinário sem nenhum envolvimento com o natural. O que isso significa?
- Significa que há algumas atitudes naturais que precisamos ter para que Deus mova o sobrenatural.
 
Atitudes como:
- Trabalhar diligentemente com ética
- Ter um estilo de vida saudável.
- Ser uma pessoa proativa e ter iniciativas.
 
Deus não vai mover um carro estacionado. O sobrenatural de Deus não substitui o nosso natural; ele o complementa.
 
Precisamos ser encorajados não apenas a trabalhar duro, mas também a crer com fervor.
O trabalho árduo lhe trará bênçãos, mas os milagres não acontecem simplesmente porque você trabalha duro.  "trabalhe como se tudo dependesse de você e ore como se tudo dependesse de Deus" Na terça-feira de oração nosso irmão Emerson Chiang falou uma frase que nos marcou: VOCÊ SÓ VIVERÁ AQUILO QUE VOCÊ CRÊ!
 
As pessoas que experimentam milagres em suas finanças por exemplo, não apenas trabalham duro, elas creem com fervor. Isso significa que elas fazem o seu melhor e então creem no sobrenatural de Deus em suas finanças.
 
Convide Deus para a sua situação, para as suas dívidas ou suas contas, porque Ele naturalmente realiza o sobrenatural.
 
 
5- A PROVISÃO DE DEUS PODE SER TEMPORÁRIA PARA DETERMINADO TEMPO E LUGAR.

Eclesiastes 3:1 afirma que "tudo tem o seu tempo determinado", indicando que a provisão divina é específica para cada estação — Há tempo de plantar, colher, lutar ou descansar.

Quando a provisão de Deus chega ao fim, é possível que seja hora de mudar de rumo. 
⁷ Mas, passados dias, a torrente secou, porque não chovia sobre a terra.
⁸ Então, lhe veio a palavra do Senhor, dizendo:
⁹ Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida.
 
Deus não deixa de ser o seu Provedor mesmo quando as provisões acabam.
 
Embora as provisões de Deus fossem naturais e sobrenaturais, o natural chegou ao fim e creio que os corvos também pararam de vir.
 
Você pode estar no centro da vontade de Deus e, ainda assim, seu riacho pode secar, mas, mesmo assim, Ele promete que continuará provendo para você por outros meios.
Um riacho seco não é um castigo, nem é causado por algum pecado que você tenha cometido. A Bíblia afirma que o riacho secou porque não havia chovido. Quando seu riacho secar, não saia cavando em busca de uma razão. Busque a direção de Deus e mude para a próxima fase que Ele reservou para você. Quando seu riacho secar, é hora de orar e mudar de rumo.
 
O Senhor então direcionou Elias para onde encontraria sua próxima provisão.
 
Às vezes, Deus não promete ressurreição em certos lugares, mas Ele vai lhe dar um redirecionamento.
 
Elias sob a direção o Senhor, foi redirecionado por Deus para Serepta para a casa de uma viúva para ser por ela alimentado.  Conforme a Palavra de Jesus muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva. (Lucas 4:25-26)
 
Serepta- Lugar de Fundição (Refinamento).  
 
É interessante notarmos irmãos que quando passamos por lutas e provas principalmente nas questões materiais, como Elias passou, somos moldados (Como em Querite) e refinados por Deus (Como em Serepta).
 
A pessoa designada para hospedá-lo não era nenhum dos ricos mercadores ou dos grandes homens de Israel ou Sidom, mas é ordenado a uma pobre viúva desamparada e solitária, que o sustente. Deus não segue a lógica humana. Aquela mulher não tinha um perfil adequado para acolher o Profeta.
 
- Ela não tinha um provedor (Seu Marido havia morrido)
- Não se sabe quanto tempo ela estava viúva.
- E também passava por necessidade.
 
Elias estava aprendendo a depender de Deus a cada dia para o seu sustento.
 
Elias poderia ter pensado: “Como esta mulher irá me sustentar, se não tem sequer para si”? - Mas ele não pensou assim, porque ele havia aprendido a confiar em Deus na sequidão!
 
Era pouco, mas ela possuía! Deus queria operar o milagre a partir do que a viúva tinha. – Lembra do natural e o do sobrenatural?
 
“A suficiência divina se revela na escassez humana. O pouco com Deus torna-se muito!”
 
Por isso, ele não questiona as ordens de Deus! Ele a obedece!
 
6- A PROVISÃO DE DEUS NÃO É SÓ PARA VOCÊ.
 
Quando Deus provê para você, é bom, mas quando ele provê através de você, é melhor ainda.
 
O riacho secou, e o Senhor enviou Elias a uma viúva em Sarepta, uma região de Sidom. Isso era importante porque era de lá que Jezabel era originária. Deus disse a Elias que havia mandado uma viúva a cuidar dele, mas aquela viúva parecia não saber disso.
Quando Elias lá chegou, ela estava juntando gravetos para fazer fogo e assar o último bolo que tinha para si e para o filho, para depois morrerem de fome. Então, creio que Elias percebeu que Deus não o enviara apenas para que ela o sustentasse, mas para que Deus pudesse prover para todos nós através dele.
 
Aprenda algo tremendo aqui: No ribeiro, apenas Elias foi alimentado. Na casa da viúva, uma família inteira foi alimentada.
 
Deus quer nos conduzir a um tempo em que não apenas nós seremos cuidados, mas teremos o suficiente para cuidar de nossos pais idosos, nossos filhos e até mesmo de pessoas de fora de nossa família. E não somente isso!
 
Deus provê para nós para que possamos também prover para a Sua obra.
 
Esse é um princípio bíblico da mordomia cristã e da generosidade, onde o fiel recebe de Deus não apenas para sua própria necessidade, mas para ser um canal de bênção e sustento no avanço do Evangelho.
 
Em 2 Coríntios 9:10,11 NVP o apóstolo Paulo
 
¹⁰ Pois é Deus quem supre a semente para o que semeia e depois o pão para seu alimento. Da mesma forma, ele proverá e multiplicará sua semente e produzirá por meio de vocês muitos frutos de justiça.
¹¹ Em tudo vocês serão enriquecidos a fim de que possam ser sempre generosos. E, quando levarmos sua oferta para aqueles que precisam dela, eles darão graças a Deus.
 
Aquela viúva pobre estava prestes a aprender este princípio de fé e generosidade. Mesmo sabendo da triste situação daquela viúva e seu filho Elias lhe dá as seguintes instruções:
 
(VS. 13ª) “E Elias lhe disse: Não temas; vai e faze conforme a tua palavra.” 
 
Se quisermos obedecer a Deus para ter a Sua Provisão em nossas vidas precisamos lançar fora o medo! Principalmente o medo de que aquilo que damos para Deus ou para as pessoas necessitadas venha nos vá faltar!
 
- Imaginem se a viúva se agarrasse àquele pouco de farinha e azeite, como sobreviveria nos próximos três anos? - Ela acabaria morrendo de fome e seu filho também!
 
- Não tenha medo!! Nenhuma semente que você planta no solo do reino de Deus o deixará de mãos vazias.
 
- Talvez você duvide: “Se eu plantar uma semente na casa de Deus, quem vai garantir que irei colhê-la?”. R: A Palavra de Deus!
 
Precisamos ter fé na Palavra de Deus! Há uma equação que precisamos aprender: OBEDIENCIA + FÉ = PROVISÃO
 
O Profeta disse à viúva:
 
14 - Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até ao dia em que o SENHOR dê chuva sobre a terra.
15 - E foi ela e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias.
 
Aquela viúva recebeu o Profeta Elias em sua casa por muitos dias. Não foi apenas um fim de semana. Na verdade, além da fé ela aprendeu o princípio da generosidade! Ela não deixou de dar porque estava passando necessidade.
 
“Não julgueis e não sereis julgados: não condeneis e não sereis condenados: perdoai e sereis perdoados: Daí e dar-se-vos-á, boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão: porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também” (Lc 6.37-38)
 
Jesus diz que seremos medidos de acordo com o critério que avaliamos outros:
 
1. Generosidade tem o poder de retornar em beneficio da nossa vida “dai, e dar-se-vos-á”. Gente generosa é avaliada pela generosidade, assim como pessoas mesquinhas e avarentas são avaliadas da mesma forma. Não é este o critério da Palavra? “dá e dar-se-vos-á?” Mesquinhez e avareza nos privam de bênçãos.
 
2. Generosidade nos livra da idolatria do dinheiro – Dar é um exercício que precisamos praticar; porque gente que dá, livra-se da obsessão escravizante do dinheiro.
 
Veja como é fácil gastar 150 reais num tênis, mas difícil dar a mesma quantia para a igreja.
 
” Se Cristo não é Senhor do seu dinheiro, então ele não é seu Senhor! O Senhor deixou bem claro que onde estiver o nosso tesouro, ali estará o nosso coração. Eu nunca vi um cristão maduro, que também não seja um servo generoso”.
 
3. Generosidade traz contentamento interior. Jesus afirmou que “mais bem aventurado é dar do que receber” (At 20.35).
 
“Muitas pessoas estão procurando encontrar alegria em ter mais, quando a verdadeira alegria deveria ser encontrada em dar mais”.
 
CONCLUSÃO:
 
A provisão divina pode ser material, emocional ou espiritual, e frequentemente chega por meio da obediência, do trabalho, da fé e da generosidade.
 
Isso me faz lembrar da promessa que Deus deu ao profeta Habacuque em um tempo de duras adversidades: “Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé”. Habacuque 2:4
Isto significa que o justo, perante Deus, é sustentado em um mundo difícil de se viver, por meio de sua fé.
 
 
Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO