terça-feira, 30 de junho de 2026

DECISÕES QUE MOLDAM NOSSO DESTINO. (3ª Parte)


Texto:
Gênesis 13:1-13 
1 Saiu, pois, Abrão do Egito para o Neguebe, ele e sua mulher e tudo o que tinha, e Ló com ele.
2 Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro.
3 Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai,
4 até ao lugar do altar, que outrora tinha feito; e aí Abrão invocou o nome do Senhor.
5 Ló, que ia com Abrão, também tinha rebanhos, gado e tendas.
6 E a terra não podia sustentá-los, para que habitassem juntos, porque eram muitos os seus bens; de sorte que não podiam habitar um na companhia do outro.
7 Houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló. Nesse tempo os cananeus e os ferezeus habitavam essa terra.
8 Disse Abrão a Ló: Não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados.
9 Acaso, não está diante de ti toda a terra? Peço-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda.
10 Levantou Ló os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem-regada (antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra), como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, como quem vai para Zoar.
11 Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu para o Oriente; separaram-se um do outro.
12 Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades da campina e ia armando as suas tendas até Sodoma.
13 Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor.
 
Introdução: Graça e Paz irmãos, hoje entramos em nossa terceira ministração sobre AS DECISÕES QUE MOLDAM O NOSSO DESTINO.
 
1ª Parte - Na primeira parte desta série nosso personagem principal foi o Profeta Daniel. Com ele aprendemos que suas decisões foram marcadas por seu Caráter, sua Disciplina e sua Fidelidade a Deus.
 
2ª Parte - Na segunda parte desta série nosso personagem principal foi Moisés. Com ele aprendemos que as suas decisões marcadas por renúncia, sofrimento e coragem.
 
Hoje eu quero falar de dois personagens; Abraão, conhecido como o Pai da Fé e o seu sobrinho Ló.
 
Abraão é mencionado pela primeira vez na Bíblia no capítulo onze do livro de Gênesis. E o seu chamado está registrado em Gênesis 12.
 
E Deus disse a Abrão: “Sai da tua casa, da tua parentela para a terra que te mostrarei” Gn 12:1
 
Hebreus 11:8 | ARA – Nos fala que Abraão obedeceu ao chamado de Deus pela fé, partindo de sua terra sem saber aonde ia.
 
⁸ Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia.
 
Ao partir de sua terra natal, Abraão levou consigo sua esposa Sara, seu sobrinho Ló e todos os bens que haviam adquirido em Harã. Ele tinha 75 anos de idade, quando partiu em direção à terra de Canaã, respondendo ao chamado divino.
A princípio, a ordem de Deus para Abraão incluía deixar a sua parentela. No entanto, a decisão de Abraão de levar o sobrinho consigo é vista na Bíblia como uma atitude de proteção e responsabilidade familiar, tendo em vista que o Pai de Ló havia morrido.  Após a chamada de Abraão e sua jornada para Canaã, ele se tornou um homem muito rico, possuindo rebanhos, servos e propriedades. Essa riqueza não era apenas um sinal de sucesso material, mas também um testemunho da fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas a Abraão. Ló, sobrinho de Abraão, também prosperou ao lado de seu tio. Ele acompanhou Abraão em sua jornada e, como resultado, também acumulou riquezas. A presença de Ló na vida de Abraão é significativa, pois ele se beneficiou da bênção que estava sobre seu tio. No entanto, a prosperidade de Ló também traz à tona questões sobre a natureza da riqueza e como ela pode afetar relacionamentos. À medida que os rebanhos de Abraão e Ló cresceram, surgiram conflitos entre os pastores de ambos. Essa situação destaca um aspecto importante da riqueza: A riqueza pode trazer bênçãos, mas, também pode gerar tensões e disputas.
 
O texto nos ensina que diante de um conflito que envolve dinheiro nem todos tomam decisões com sabedoria e que a avareza (o amor ao dinheiro) pode levar a desentendimentos entre aqueles que deveriam estar em harmonia. No entanto, Abraão toma uma sábia decisão para resolver a questão: Diante deste conflito, (versículo 8) Abrão disse a Ló: “Não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados”.
 
E no versículo 9 Abraão entende que a separação entre eles neste caso se tornou necessária para se preservar a paz.  Abrão, em vez de disputar privilégios, ofereceu a Ló a primeira escolha. Isso revela maturidade e sabedoria.
 
9 Acaso, não está diante de ti toda a terra? Peço-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda.
 
O que a atitude de Abrão ensina?
 
1- DECISÕES SÁBIAS SEMPRE LEVA EM CONTA A BUSCA PELA PAZ!
Abraão assume papel de pacificador e se separa do sobrinho.
 
Em 1 Pedro 3.11 temos uma importante advertência sobre essa decisão de buscar a Paz: “Busque a paz e empenhe-se por alcançá-la” [Não apenas deseje ter um relacionamento pacífico com os homens, antes, porém busque, persiga isto!]”.
 
Devemos entender que a paz com as pessoas em certos momentos, não é fácil e nem automática. Por isso a Palavra nos exorta a busca-la, e isso exigirá de nós muito esforço e empenho pessoal. Essa situação levou Abraão a perceber que a harmonia e a paz eram mais importantes do que a proximidade física.
A separação de Abraão e Ló também nos ensina que, às vezes, a melhor solução para um conflito pode ser a distância. Embora a separação possa ser difícil, ela pode ser necessária para preservar a paz e a integridade dos relacionamentos.
 
Essa atitude não apenas reflete a natureza altruísta de Abraão, mas também sua confiança em Deus para a sua provisão.
 
Ele escolheu abrir mão do direito de prioridade porque confiava no Deus da promessa.
 
No relato da separação entre Ló e Abrão, vemos dois modos de decidir. Abraão escolheu pela paz, pela aliança e pela confiança em Deus.
 
E qual foi a decisão de Ló? Ló viu uma terra fértil. Isso parecia uma decisão excelente e que precisava ser tomada na hora para não se perder uma “grande oportunidade”  
 
10 Levantou Ló os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem-regada (antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra), como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, como quem vai para Zoar.
11 Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu para o Oriente; separaram-se um do outro.
12 Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades da campina e ia armando as suas tendas até Sodoma.
13 Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor.
 
Aqui temos outra lição sobre decisões:
 
2- DECISÕES PRECIPITADAS NÃO LEVAM EM CONTA OS RISCOS.
 
O contraste entre a decisão de Abraão e de Ló é forte:
- Ló decide pela vantagem; Abrão decide pela paz.
- Ló age com base no que vê. Abrão age com base no que crê.
- A história não é apenas sobre geografia; é sobre caráter.
 
A- LÓ NÃO LEVOU EM CONTA O RISCO DE AGIR APRESSADAMENTE.
 
- O Que a Pressa Revela Sobre o Coração? Impulso, medo e autossuficiência
 
Quase nunca escolhemos apressadamente do nada. Por trás da pressa pode haver medo de perder, desejo de controlar ou impaciência com o tempo de Deus.
Quando o coração quer mandar antes de ouvir, a alma fica vulnerável. A pressa tenta encurtar o processo de discernimento, mas o processo existe justamente para proteger a vida de erros desnecessários.
As escolhas precipitadas costumam nascer desse mesmo impulso: “isso me parece bom agora”. Só que a aparência nem sempre revela o destino. Há caminhos que brilham no início e ferem no final.
- Provérbios 14.12 nos lembra que “há caminho que parece direito, mas termina em morte”. “Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado.” — Pv 19.2 (ARA)
 
B- LÓ NÃO LEVOU EM CONTA O RISCO DO GANHO IMEDIATO.
 
Ló viu uma terra fértil. Isso parecia excelente. Mas a narrativa mostra que a região escolhida o aproximou de Sodoma, um ambiente moralmente corrupto (Gn 13.12-13). A lição é clara: fertilidade econômica não substitui saúde espiritual.
 
Muitas decisões parecem boas porque resolvem um problema visível, mas criam outros mais profundos. Nem sempre o que aumenta conforto aumenta vida. Nem sempre o que amplia recursos fortalece a alma.
 
A decisão de Ló o colocou perto demais de um contexto corrosivo. A Bíblia não diz que ele acordou perverso de um dia para o outro. O processo foi gradual. Pequenas aproximações com um ambiente perverso, podem terminar em grandes concessões. Isso vale para amizades, hábitos, negócios e entretenimento. Nem todo lugar ou relação é igualmente seguro para a fé. A prudência também pergunta: “para onde essa escolha me leva, pouco a pouco?”
 
“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.” — Mt 7.24 (ARA)
 
A narrativa de Gênesis não termina na planície bonita. Ela avança para crises, perdas e destruição em Sodoma.
 
CONCLUSÃO:  Duas coisas fizeram parte da vida de Abraão em toda sua trajetória rumo à terra prometida: O Altar e a Tenda.
 
Por onde ele passava erguia um altar ao Senhor- significando uma conexão com o Senhor; uma vida de comunhão e adoração àquele que o chamou para um propósito.
 
- O Altar reflete a sede de Abraão se relacionar com este Deus que o chamou para andar com ele.  Mas ele erguia também uma tenda para habitar. A tenda testificava que ele não pertencia a este mundo, mas vivia uma vida de peregrino na terra.
 
- Tenda traz uma conotação de transitoriedade, de morada não fixa, de quem está de passagem por este mundo e tem plena consciência disso. Somos peregrinos. Em todas as nossas decisões precisamos ter a clareza de que ainda não estamos em casa. Como Abraão, também somos peregrinos nesta terra.
 
⁹ Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa;
¹⁰ porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador.
 
Hebreus 11:9,10 | ARA
Bíblia Online
 
Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO
 
 
 
 
 

DECISÕES QUE MOLDAM NOSSO DESTINO. (2ª Parte)




Texto
: Hebreus 11:23-27 | ARA
²³ Pela fé, Moisés, apenas nascido, foi ocultado por seus pais, durante três meses, porque viram que a criança era formosa; também não ficaram amedrontados pelo decreto do rei.
²⁴ Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,
²⁵ preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado;
²⁶ porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão.
²⁷ Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível.
 
Introdução: Essa é a segunda ministração da nossa série DECISÕES QUE MOLDAM O NOSSO DESTINO. Só para lembrarmos, na semana passada, partimos de três premissas sobre decisões que são a base deste assunto:
 
1ª Todos nós como cristãos, precisamos tomar decisões alinhadas com a vontade de Deus. A Vontade de Deus é expressa pelas Escrituras Sagradas.
 
2 Timóteo 3:16,17 | ARA
⁶ Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,
¹⁷ a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
 
Muitas pessoas procuram sinais extraordinários enquanto ignoram as orientações bíblicas já estabelecidas.  Se uma decisão contradiz os ensinamentos bíblicos, não pode ser a vontade de Deus. O Senhor não se contradiz. Ele nunca direciona alguém a agir contra Seus próprios princípios.
 
2ª Em todas as áreas, nossas decisões vão ditar se estaremos desfrutando das promessas de Deus ou não.  Decisões erradas podem tirar você do caminho planejado por Deus para você e te privar de desfrutar das promessas de Deus.
 
Salmo 81:13-16 | ARA
13 Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos!
14 Eu, de pronto, lhe abateria o inimigo e deitaria mão contra os seus adversários.
15 Os que aborrecem ao Senhor se lhe submeteriam, e isto duraria para sempre.
16 Eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel que escorre da rocha.
 
3ª Decisões funcionam como uma semeadura: Cada escolha diária funciona, por menor que pareça como uma semente e direciona o teu futuro.
 
Gálatas 6:7,8 | ARA
⁷ Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.
⁸ Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.
 
Na semana passada falamos sobre as três decisões de Daniel que moldaram o seu destino: São elas: 1- DANIEL ESCOLHEU CARÁTER ACIMA DO CONFORTO; 2- DANIEL ESCOLHEU A DISCIPLINA ACIMA DA DESORDEM e 3- DANIEL ESCOLHEU A FIDELIDADE ACIMA DA FACILIDADE.
 
Hoje vamos usar como referência a vida de Moisés. Vamos ler novamente o texto de Hebreus 11:23-27?
 
²³ Pela fé, Moisés, apenas nascido, foi ocultado por seus pais, durante três meses, porque viram que a criança era formosa; também não ficaram amedrontados pelo decreto do rei.
²⁴ Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,
²⁵ preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado;
²⁶ porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão.
²⁷ Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível.
 
Acredito que a maioria de nós já ouviu ou leu sobre a história de Moisés na bíblia. 
Moisés nasceu numa época em que os hebreus eram mantidos escravos no Egito; e sob o temor do crescimento do povo hebreu, o faraó ordenou que toda criança do sexo masculino deveria ser sacrificada. As parteiras hebreias não obedeceram a ordem de Faraó, então ele deu ordem a todo povo que jogassem os meninos no rio Nilo. (Êxodo 1:22) Todavia, os pais de Moisés desafiaram esse decreto e esconderam o menino. Mais tarde, eles o colocaram no rio dentro de um cesto de junco vedado com piche (Êxodo 2:3).
Quando a filha de Faraó foi ao rio se banhar, viu o cesto que flutuava e se afeiçoou ao menino. A irmã de Moisés que vigiava o cesto, Miriã, viu quando a princesa o pegou. Então rapidamente ela se ofereceu para arrumar alguém que pudesse criá-lo como ama. Nesse caso, a mulher escolhida foi sua própria mãe biológica.
Quando o menino alcançou certa idade, ele foi levado à filha de Faraó, e passou a viver na corte egípcia. Não se sabe muita coisa sobre como foi a vida de Moisés na corte egípcia. Tudo o que se sabe é que a partir de então, ele foi “instruído em toda a ciência dos egípcios” (Atos 7:22).
 
Voltando ao texto de Hebreus 11:23 diz a Palavra: ²³ Pela fé, Moisés, apenas nascido, foi ocultado por seus pais, durante três meses, porque viram que a criança era formosa; também não ficaram amedrontados pelo decreto do rei.
 
Perceba no texto que tanto a decisão dos Pais de Moisés de ocultá-lo, como mais tarde, do próprio Moisés, não foram tomadas pela razão ou pelas emoções, mas envolveu a fé.
 
A FÉ DEVE SE SOBREPOR À RAZÃO E A EMOÇÃO. Isso porque a fé inclui Deus e o coloca no comando da nossa história. Porém, a razão e a emoção, normalmente exclui o Senhor e nos coloca no controle, podendo gerar consequências terríveis, sobretudo quando envolve o plano que Deus tem pra nós.
 
Moisés mesmo quando crescido, antes de agir por fé, tomou uma decisão baseada nas suas emoções.
 
A Bíblia diz que Moisés passou a observar a forma como seus irmãos hebreus eram tratados pelos egípcios, testemunhando um homem ferindo um israelita, o que provocou uma indignação incontrolável, levando Moisés a matar o egípcio.Moisés tentou certificar-se que ninguém iria testemunhar o crime que estava prestes a cometer. A Palavra de Deus diz: “E olhou a um e a outro lado e, vendo que não havia ninguém ali, matou ao egípcio, e escondeu-o na areia” (Êxodo 2.12).
 
Quando Moisés cometeu aquele crime, acreditava estar fazendo o que era certo, o que era justo. Mas não é correto tentar solucionar um problema ignorando os mandamentos de Deus. O fato é que Moisés não orou antes de agir, não buscou uma orientação divina, mas se utilizou da sua própria força movido por suas emoções.
Moisés fugiu do Egito, deixando uma alta posição na sociedade, para ir habitar em Midiã. Porém, Deus queria dar a Moisés uma nova oportunidade para servi-lo, desta vez trabalhando como pastor de ovelhas no sol escaldante do deserto. Pois o deserto é o lugar onde Deus trabalha para nos preparar para sua grande obra. Ali no deserto Moisés foi treinado por Deus para tomar as decisões que honraria o nome do Senhor.
 
Mas o que eu quero destacar nesta palavra é a maneira como Moisés lidou com o seu passado, como ele deixou os tesouros do Egito para viver o propósito de Deus para ele. 
 
1-   MOISÉS RECUSOU SER CHAMADO FILHO DA FILHA DE FARAÓ
24 “Pela fé, Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha do faraó”
 
Assim como ocorreu com Moisés se quisermos vencer o nosso passado de traumas e pecados, devemos também ter uma recusa radical.
-"recusou". Isso literalmente significa "repudiar", “abandonar”
 
A questão da recusa de Moisés estava ligada à sua identidade. A sua identidade determina quem você é, o que envolve muitos aspectos da sua vida, como a forma de agir e gostos pessoais. Envolve características fisiológicas, psicológicas, valores éticos e morais, os quais nos tornam seres únicos. Na doutrina cristã, nossa identidade diz respeito aquilo que nos tornamos pela fé em Cristo Jesus!
 
“O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus”.     (Romanos 8.16).
 
Uma das piores coisas que Adão e Eva fizeram foi esquecer tudo o que eles eram em Deus! Nós precisamos todos os dias nos lembrar do que somes em Cristo! Filhos de Deus!!  Creio que Moisés deve ter pensado: “Quem sou eu realmente? Sou um escravo hebreu? Ou sou um membro da família real egípcia?
A recusa de Moisés era enorme, pois segundo alguns estudiosos, ele seria um provável substituto de Faraó no Egito, ainda que filho adotivo da filha de Faraó.
Sucesso é ser o que Deus me fez para ser. Ser o que Deus fez-me para ser, não tentar ser alguém que não sou.
 
2-   MOISÉS ESCOLHEU SER MALTRATADO COM O POVO DE DEUS
25 “preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a aproveitar os prazeres transitórios do pecado”.
Eu li uma frase do reverendo Hernandes Dias Lopes essa semana que reflete bem esta questão: A Frase é: A AMIZADE DO MUNDO É PIOR DO QUE A PERSEGUIÇÃO DO MUNDO.
A atitude de Moisés foi a de preferir ser perseguido pelos poderes do Egito junto com o povo de Deus, do que ser amigo e desfrutar dos prazeres transitórios do pecado.
Então refleti: O que tenho preferido? A amizade do mundo ou a perseguição do mundo?
 
“Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.”  Tiago 4:4
 
Sua motivação para a sua escolha está no verso 26: “Considerou melhor sofrer por causa do Cristo do que possuir os tesouros do Egito, pois tinha em vista sua grande recompensa”.
Moisés passou muitos anos da sua vida sendo estimulado a adquirir os valores da cultura egípcia. A visão de mundo a que estava acostumado oferecia acesso aos melhores desfrutes que sua era poderia oferecer. O poder que possuía era o “passaporte” para uma vida que invejaria os maiores bilionários de nossa época.
No entanto, entendeu que tudo aquilo era apenas uma ilusão. Ainda que tenha tido muitas possibilidades, compreendeu que aquela “alegria” seria pequena e passageira e que existia algo melhor.
3-   MOISÉS SAIU DO EGITO CORAJOSAMENTE SEM VACILAR
27a “Pela fé, saiu do Egito sem medo da ira do rei e prosseguiu sem vacilar, como quem vê aquele que é invisível”.
 
Na primeira parte deste versículo diz a Palavra: “Pela fé ele saiu do Egito sem medo da ira do rei”. 
A sua saída do Egito se tornou possível devido a sua coragem! Moisés foi escolhido por Deus para tirar os israelitas da terra do Egito. No início, ele estava hesitante em fazer isso, mas ele enfrentou seus medos!
Coragem segundo o dicionário significa, bravura; intrepidez ;moral forte perante o perigo ;ou ainda firmeza de espírito para enfrentar situação emocional ou moralmente difícil”.¹
 
Alguns motivos pelas quais precisou coragem para ele tirar o povo do Egito:
 
Moisés não aspirava liderar. Algumas pessoas são líderes naturais. Outros simplesmente querem liderar. Moisés não era assim. Quando Deus o chamou para liderar, ele tentou inventar desculpas para não ter que fazê-lo. Ele se via incapaz de enfrentar Faraó (Êxodo 3:11). Temia que os israelitas não o escutassem (Êxodo 4:1). Ele afirmou ser um orador pobre (Êxodo 4:10). Finalmente ele disse: " Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim.” Êxodo 4:13
 
O povo era difícil de se conduzir. Quando Faraó os perseguiu, eles disseram: "Foi porque não havia sepulcros no Egito que de lá nos tiraste para morrermos neste deserto? Por que nos fizeste isto, tirando-nos do Egito? Não é isto o que te dissemos no Egito: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto" (Êxodo 14:11-12) Em vários momentos da jornada rumo a terra prometida esse povo agiu assim.
 
Moisés teve de guiar o povo sem conforto, segurança e prosperidade. Moisés estava tirando-os da escravidão para um estado de liberdade e bênçãos de Deus. Isso pode parecer que não seria difícil convencer as pessoas a seguir para isso, mas foi. Sabe porquê?
 
As pessoas muitas vezes aceitam a opressão e a escravidão se essa lhes permite vantagens e prazeres pessoais. Foi o que aconteceu com os israelitas. Apesar de serem duramente oprimidos pelo Faraó, preferiram "servir os egípcios" (Êxodo 14: 2), se isso significava que eles podiam comer "pão em abundância" (Êxodo 16:3, Números 11:4-6).
 
O combustível para que Moises demonstrasse tanta coragem está na segunda parte deste versículo: O versículo ainda diz: 27b “e prosseguiu sem vacilar, como quem vê aquele que é invisível”. Chamo este versículo de “o combustível de Fé” Uma fé que nos faz prosseguir sem vacilar, como quem vê aquele que é invisível.
 
Você sabe como Moisés desenvolveu essa fé como quem vê aquele que é invisível? R: Moisés a desenvolveu no deserto.
 
Depois de uma experiência desastrosa de assassinato de um Egípcio relatada em Êxodo 2:15, Moisés vai para o deserto de Midiã. “Informado desse caso, procurou Faraó matar a Moisés; porém Moisés fugiu da presença de Faraó e se deteve na terra de Midiã; e assentou-se junto a um poço.” Êxodo 2:15
 
Ele ficou no deserto por quarenta anos. Distante das riquezas do Egito, seus companheiros eram ovelhas durante o dia, e estrelas à noite. Por fim, ele sobreviveu aos quarenta anos difíceis confiando em Deus.
Para que Moisés pudesse aprender essa lição valiosa foi necessário que passasse pela escola do deserto. Havia nele confiança demais em sua própria força, o que o desqualificava para servir aos propósitos do Senhor.
 
É ali no deserto de Midiã que Moisés tem a sua experiência com Deus!
 
“Uma fé que vê o invisível não se move pelas circunstâncias, mas pelas promessas de Deus.”
 
À semelhança de Moisés e do povo hebreu, Deus não se esqueceu de nós!
 
CONCLUSÃO: Não sei como você tem vivido neste tempo, se tem experimentado o propósito de Deus ou se tem estado preso ao seu passado. Mas uma coisa posso lhe afirmar com certeza, Deus nos dá sempre a oportunidade de vivermos o novo Dele. Se Deus perdoa e esquece de nosso passado e nos purifica com o precioso sangue de Jesus, porque ficar preso a ele? O teu passado você não pode mudar, mas o teu futuro é uma página em branco que Deus quer escrever! Avance para o futuro, deixando o passado!
 
 
Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 16 de junho de 2026

DECISÕES QUE MOLDAM NOSSO DESTINO. (1ª Parte)


Texto:
Daniel 6:1-23
 
¹ Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino;
² e sobre eles, três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes sátrapas dessem conta, para que o rei não sofresse dano.
³ Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino.
⁴ Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa.
⁵ Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus.
⁶ Então, estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e lhe disseram: Ó rei Dario, vive eternamente!
⁷ Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei estabeleça um decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.
⁸ Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito e assina a escritura, para que não seja mudada, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar.
⁹ Por esta causa, o rei Dario assinou a escritura e o interdito.
¹⁰ Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer.
¹¹ Então, aqueles homens foram juntos, e, tendo achado a Daniel a orar e a suplicar, diante do seu Deus,
¹² se apresentaram ao rei, e, a respeito do interdito real, lhe disseram: Não assinaste um interdito que, por espaço de trinta dias, todo homem que fizesse petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei e disse: Esta palavra é certa, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar.
¹³ Então, responderam e disseram ao rei: Esse Daniel, que é dos exilados de Judá, não faz caso de ti, ó rei, nem do interdito que assinaste; antes, três vezes por dia, faz a sua oração.
¹⁴ Tendo o rei ouvido estas coisas, ficou muito penalizado e determinou consigo mesmo livrar a Daniel; e, até ao pôr do sol, se empenhou por salvá-lo.
¹⁵ Então, aqueles homens foram juntos ao rei e lhe disseram: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum interdito ou decreto que o rei sancione se pode mudar.
¹⁶ Então, o rei ordenou que trouxessem a Daniel e o lançassem na cova dos leões. Disse o rei a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que ele te livre.
¹⁷ Foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; selou-a o rei com o seu próprio anel e com o dos seus grandes, para que nada se mudasse a respeito de Daniel.
¹⁸ Então, o rei se dirigiu para o seu palácio, passou a noite em jejum e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono.
¹⁹ Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei e foi com pressa à cova dos leões.
²⁰ Chegando-se ele à cova, chamou por Daniel com voz triste; disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?
²¹ Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive eternamente!
²² O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum.
²³ Então, o rei se alegrou sobremaneira e mandou tirar a Daniel da cova; assim, foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.
Introdução: Eu gostaria de refletir nesta palavra sobre as DECISÕES QUE QUE MOLDAM O NOSSO DESTINO tendo como base as decisões que Daniel tomou que fizeram dele um homem no qual Deus podia contar e usar para os Seus propósitos.

Eu quero partir de três premissas sobre decisões que nos servirão como base sobre este assunto:

1ª Todos nós como cristãos, precisamos tomar decisões alinhadas com a vontade de Deus. Somente assim viveremos aquilo que Deus tem para nós.

Eu entendo irmãos que quanto entregamos a nossa vida a Cristo, já começamos um processo de viver uma nova vida que inclui abrir mão da nossa própria vontade para fazermos a vontade do Senhor!
 
2ª Em todas as áreas, nossas decisões vão ditar se estaremos desfrutando das promessas de Deus ou não.  Decisões erradas podem tirar você do caminho planejado por Deus para você e te privar de desfrutar das promessas de Deus.

Um exemplo claro disso era Sansão. O plano de Deus para a vida de Sansão era usá-lo como um juiz e guerreiro para libertar o povo de Israel do domínio dos filisteus. Quando o Espirito de Deus vinha sobre ele, ele se tornava o homem mais forte da Terra: imbatível, indestrutível, intocável, pois a graça, a misericórdia e o poder de Deus estavam sobre Sansão.

- Contudo, sabemos que POR ESCOLHER VIVER NO PECADO o Espírito do Senhor se retirou dele sendo grande a sua ruina. O plano de Deus em relação aos Filisteus até que se cumpriu, mas Sansão não desfrutou desta conquista.

3ª Decisões funcionam como uma semeadura: Cada escolha diária funciona, por menor que pareça como uma semente e direciona o teu futuro. (Gálatas 6:7,8)

⁷ Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.
⁸ Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.
 
Muitas pessoas acreditam que o destino já está traçado e que pouco podem fazer para mudá-lo, mas essa visão limita a capacidade de agir e de semear algo bom.

- O texto que acabamos de ler vemos o rei Dario constituindo sobre o seu reino 120 sátrapas (governador de uma província), três presidentes, sendo que um deles seria colocado em posição superior sobre todos os demais, se reportando diretamente ao rei.

A bíblia diz que Daniel estava entre estes líderes e sobrepujava a todos os demais porque nele, diz a Bíblia, havia um espírito excelente – vs. 3.

³ Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino.
 Este espírito excelente (que era a presença do Espírito de Deus) que havia em Daniel desde a sua juventude certamente o tornou mais sábio e capaz na administração do Império, que todos os outros líderes da Babilônia. Agora, Daniel está já com seus 85 anos de idade, mas como se percebe, ele ainda estava firme e produtivo porque as decisões que ela sempre tomou eram alinhadas ao propósito de Deus. Essas decisões moldaram o seu destino de uma forma extraordinária!

 A pergunta que eu quero deixar para a nossa reflexão nesta noite é:

- Quais as decisões que moldam também o nosso destino segundo os propósitos de Deus?
 
1. PRIMEIRA DECISÃO:
DANIEL ESCOLHEU CARÁTER ACIMA DO CONFORTO.
 
Desde a juventude até a sua velhice, Daniel desenvolveu uma reputação. Ele era conhecido por ser honrado e ético. Ele também era conhecido pela sua fidelidade a Deus e por ter uma vida de oração consistente.
 
Pessoas como Daniel chamam a atenção das pessoas e também de Satanás.
 
A inveja tomou conta de todos os presidentes e dos príncipes e juntos buscaram de todas as formas encontrarem uma forma de acusa-lo, uma brecha que pudessem denuncia-lo, mas a bíblia diz que até mesmo os inimigos de Daniel o encontraram digno de confiança (vs 4).
 
4 “Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa”.
 
Infelizmente, estamos vivendo em uma época em que é extremamente fácil de comprometer a nossa integridade. É fácil comprometer a nossa virtude, especialmente quando este tipo de comportamento se tornou a norma aceita na sociedade.
Por isso eu quero te motivar nesta noite a escolher ser uma pessoa de caráter acima de qualquer conforto. Às vezes queremos assumir uma postura confortável diante de pessoas e amigos porque não queremos desagradá-las, mas não tememos desagradar a Deus! O Senhor, porém, nos chama para nos posicionar pela pureza ética e moral!
 
Como Daniel, esteja disposto a ser diferente.
 
Ao contrário de muitos de seus contemporâneos, Daniel escolheu caráter acima do conforto. Ele teve a coragem de ser diferente.
 
 
2. SEGUNDA DECISÃO:
 
Entre outras coisas que aprendemos aqui é que Daniel tinha uma vida de oração disciplinada.
 
No v.10 lemos: “três vezes por dia ele ficava de joelhos e orava, dando graças ao seu Deus”.
 
A disciplina de Daniel se destaca também no Jejum que realizou. A primeira vez que Daniel realizou esse jejum, conforme o relato do livro de Daniel, foi na Babilônia. Ele fez esse jejum com os seus amigos Hananias, Misael e Azarias. Eles deixaram de comer a comida sofisticada do rei da Babilônia e se alimentaram somente de vegetais e beberam apenas água. Daniel pediu permissão aos seus superiores e fez um teste de 10 dias, para comprovar que a dieta não comprometeria a saúde deles (Daniel 1:12-15). O foco de Daniel estava em Deus.
 
O chamado "Jejum de Daniel de 21 Dias", é baseado no jejum que o profeta Daniel realizou durante o reinado de Ciro, rei da Pérsia (Daniel 10:1).Neste jejum que durou cerca de 3 semanas, Daniel não comeu carne, nem coisas saborosas e não bebeu vinho. Ele também não se perfumou durante esse tempo. Passou todos os 21 dias chorando e suplicando a Deus.
 
“Naquela ocasião eu, Daniel, passei três semanas chorando. Não comi nada saboroso; carne e vinho nem provei; e não usei nenhuma essência aromática, até se passarem as três semanas”. Daniel 10:2-3
 
A razão pela qual algumas pessoas tem sucesso enquanto outras falham tem pouco a ver com habilidades. A maioria dos nossos fracassos pode ser atribuída a uma falta de disciplina. É preciso disciplina, para poder sobressair. (disciplina de oração + Jejum = intimidade com Deus)
 
Algumas áreas onde a maioria de nós precisa de maior disciplina.
 
A. Primeiro, precisamos controlar nossa língua.
Embora muitos considerem fofoca menor pecado do que o assassinato, a fofoca pode matar amizades, perturbar uma família, dividir uma igreja, assassinar uma pessoa de caráter.
 
Alguém disse uma vez: “Grandes mentes discutem ideias, mentes médias discutem eventos, mentes pequenas discutem pessoas”. Todos nós devemos aprender a disciplinar nossa língua.
 
B. Precisamos de mais disciplina em nossa vida devocional.
Eu me pergunto:
 
(1) Será que temos o direito de reclamar sobre a ausência de oração em nossa igreja, quando há uma ausência de oração em nossa casa?
 
(2) O que adianta carregar a nossa Bíblia em público e negá-la na privacidade de nossas próprias vidas?
 
C. Precisamos de uma vida na igreja mais disciplinada.
 
Em mais de 30 anos servindo ao Senhor, eu aprendi como é importante a igreja para o meu crescimento e estabilidade espiritual. Na verdade, eu aprendi que eu preciso da igreja muito mais do que a igreja precisa de mim.
 
· Eu preciso estar congregando para que as minhas percepções da vida possam ser contestadas e confrontadas com a Palavra de Deus.  
· Eu preciso estar congregando em um ambiente que me oferece a oportunidade de aprender e utilizar meus dons espirituais.
· Eu preciso estar envolvido em uma igreja onde eu sou responsável por meus atos... um lugar onde eu possa receber sabedoria divina.
· Eu também preciso estar em comunhão com as pessoas que mantêm os mesmos valores que eu abraço.
. Eu preciso estar envolvido em uma igreja onde eu posso ser encorajado quando eu sinto vontade de desistir... um lugar onde os outros vão orar por mim quando eu estou muito desanimado de orar por mim mesmo.
 
Daniel se destacou porque ele escolheu a disciplina sobre a desordem.
 
3. TERCEIRA DECISÃO:
DANIEL ESCOLHEU A FIDELIDADE ACIMA DA FACILIDADE.
 
Uma nova lei havia sido emitida para pegar a Daniel em sua devoção a Deus.
 
5 Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus.
6 Então, estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e lhe disseram: Ó rei Dario, vive eternamente!
7 Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei estabeleça um decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.
8 Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito e assina a escritura, para que não seja mudada, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar.
9 Por esta causa, o rei Dario assinou a escritura e o interdito.
 
Ninguém tinha permissão para orar durante os próximos 30 dias e quem fosse pego fazendo isso seriam lançados na cova dos leões. Esta lei era nada mais do que uma cortina de fumaça que algumas pessoas estavam usando para pegar Daniel em apuros porque sabiam que Daniel nunca iria parar de orar.
 
O Versículo 10 diz: “Quando Daniel soube que o edital estava assinado, entrou em sua casa, no seu quarto em cima, onde estavam abertas as janelas que davam para o lado de Jerusalém; e três vezes no dia se punha de joelhos e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer” Daniel 6:10
 
Estou convencido de que Daniel não estava realmente interessado em tornar-se almoço de domingo dos leões. Mas quando confrontado com uma decisão, ele escolheu a fidelidade sobre a facilidade.
 
A primeira fidelidade de Daniel era para com Deus.
 
(1) A nossa fidelidade a Cristo é mais importante do que as nossas ambições?
 
(2) É Deus mais importante para você do que a aceitação dos seus amigos?
 
(3) É Cristo é mais precioso do que a busca do poder ou posses?
 
JESUS É MELHOR
 
Jesus é melhor, sim, que ouro e bens.
Jesus é melhor do que tudo que tens;
Melhor que riquezas e posições;
Melhor muito mais do que milhões
 
CORO:
Pode ser um rei com poder nas mãos,
Mas do mal escravo, sim.
Mil vezes prefiro o meu Jesus,
E servi-lo até o fim.
 
Quando confrontado com uma opção, Daniel escolheu ser fiel do que a própria vida. Daniel estava determinado a servir a Deus, independentemente das consequências.
 
Daniel foi lançado sim na cova dos leões! O rei estava triste com aquela situação e depois de uma noite sem dormir foi a cova dos leões:
 
20 Chegando-se ele à cova, chamou por Daniel com voz triste; disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?
21 Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive eternamente!
22 O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum.
23 Então, o rei se alegrou sobremaneira e mandou tirar a Daniel da cova; assim, foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.
 
Eu amo o versículo 23: “Então o rei muito se alegrou, e mandou tirar a Daniel da cova. Assim foi tirado Daniel da cova, e não se achou nele lesão alguma, porque ele havia confiado em seu Deus”. Daniel 6:23.
 
Conclusão: Na palavra de hoje aprendemos com Daniel que as decisões que moldam o nosso destino segundo os propósitos de Deus são: 1- A ESCOLHA DO CARÁTER ACIMA DO CONFORTO; 2- A ESCOLHA DA DISCIPLINA ACIMA DA DESORDEM; e 3- A ESCOLHA DA FIDELIDADE ACIMA DA FACILIDADE.
 
Acredito que estas decisões não nos tornarão apenas pessoas de sucesso no mundo secular, mas principalmente aos olhos de Deus.
 
Igreja Metodista em Catalão-GO
Pr. Gilberto Oliveira Rehder
 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

REQUISITOS PARA UM REAVIVAMENTO


Texto: Hebreus 12:4-14

 
⁴ Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue
⁵ e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado;
⁶ porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.
⁷ É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?
⁸ Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos.
⁹ Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos?
¹⁰ Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.
¹¹ Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.
¹² Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos;
¹³ e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado.
⁴ Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,
 
Introdução: Graça e Paz Povo do Coração Aquecido! Hoje é o encerramento da nossa Campanha Nacional de Jejum e oração cujo o propósito é o REAVIVAMENTO DA IGREJA METODISTA em todo Brasil. Neste período de busca e de jejum, refletimos inicialmente no livro de Neemias e depois no livro de Atos dos apóstolos.
 
Refletindo sobre o tema do reavivamento, entendi que os grandes avivamentos que ocorreram na história da igreja, nasceram em tempos de crise, declínio moral e frieza espiritual.
 
Assim ocorreu com o avivamento metodista. O avivamento metodista, liderado por John Wesley no século XVIII na Inglaterra, nasceu exatamente em meio a uma profunda crise espiritual, moral e social.
 
Naquela época, a Igreja Anglicana era uma igreja fria e indiferente. Quando João Wesley que era um pastor Anglicano teve a experiência do coração aquecido, Deus o usou para trazer um avivamento na Inglaterra que salvou milhares de vidas.
 
Então eu me pergunto: será que não precisamos novamente de uma nova experiência de um coração aquecido?   
 
Com certeza a Igreja Metodista no Brasil necessita hoje passar pelo reavivamento.
 
Um certo escritor evangélico, identificou 12 sinais da frieza espiritual:
 
1- Desinteresse por ler e estudar a Bíblia.
2- Ausência de momentos de oração individuais e nos cultos coletivos.
3- Ausência de comunhão com os irmãos, envolvimento em constante em contentas, etc..
4- Diminuição do desejo de servir a obra de Deus.
5- Abandono das responsabilidades na Igreja, falta de desejo de testemunhar de Jesus para outros.
6- Desejo de contaminar outros com palavras negativas, que produzem desânimo e geram conflitos.
7- Tendência de olhar para lideres, pastores e igreja com maus olhos, ou sempre de forma negativa.
8- Mente cauterizada, que é a situação onde queremos adaptar a palavra de Deus a nossos gostos pessoais e até aos nossos erros.
9- Viver em pecado, achando que tudo está bem.
10- Com o passar do tempo, falta de desejo de estar nos cultos.
 
Diante de tudo isso, tenha certeza de que o Senhor, não irá nos deixar neste estado. É por isso que ele permite que passemos por crises.
 
A crise ocorre por três motivos principais:
 
1- Conscientização da necessidade: A crise gera desconforto e evidencia o estado de frieza espiritual. Apenas uma terra seca clama por chuva.
 
2- Reconhecimento da falência humana: Quando as estruturas falham (políticas, sociais ou eclesiais) e os esforços humanos não bastam, o povo se volta inteiramente para a dependência divina.
 
3- Fervor na busca: O avivamento é sempre precedido por orações intensas. A aflição transforma o desejo superficial em um clamor contínuo e profundo.
 
Reavivamento não acontece sem antes passar pelo crivo da crise, isto é, da decisão de se separar daquilo que lhe tirou do foco inicial da igreja.
 
Portanto, a CRISE antecipa o arrependimento e arrependimento antecipa o AVIVAMENTO.
 
Se você ler atentamente esse texto de Hebreus verá que ele fala nobre a disciplina do Senhor sobre os seus filhos. Quando passamos pela disciplina do Senhor, ela mexe profundamente com nossas estruturas, causando um desconforto que chamamos de crise.
 
Essa crise gerada pelo processo disciplinar divino serve para nos moldar.
 
Hebreus 12:11 descreve exatamente isso: "Toda disciplina, com efeito, no momento não parece motivo de alegria, mas de tristeza; depois, porém, produz fruto pacífico de justiça aos que por ela têm sido exercitados".
 
É exatamente nesse momento de correção ou de aperto que somos forçados a olhar para dentro, abandonar velhos hábitos e alinhar nosso propósito ao que Deus espera de nós.
 
Este texto não fala especificamente de um reavivamento, mas, podemos aplica-lo a nós como filhos de Deus. É o desconforto que precede o reavivamento.
 
O Senhor não corrige seus filhos com o propósito de vê-los sofrer, mas com o propósito de aperfeiçoá-los em santidade como nos diz o verso 10.
 
“Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.” Hebreus 12:10
 
Se voltarmos um pouco mais no texto veremos que aqueles cristãos tinham alguns comportamentos que precisavam mesmo de correção divina. Eles tinham embaraços e pecados que os impedia de progredir espiritualmente como nos diz Hebreus 12:1.
 
Se não tiramos os embaraços e pecados de nossa vida, jamais chegaremos ao reavivamento! É por isso que precisamos da disciplina de Deus. 
 
A disciplina é o treinamento de Deus. Um sinônimo bíblico de disciplina é a promoção. Deus nos corrige nos promover, querendo nos empurrar para frente, para outro nível.
 
Diante da disciplina do Senhor podemos ficar muito desanimados e não aprender nada ou podemos aprender e sermos aperfeiçoados!
 
Diante daquilo que foi exposto desejo fazer uma pergunta:
 
Quais seriam os requisitos para um reavivamento?
 
1- O RESTABELECIMENTO DAS MÃOS ENFRAQUECIDAS. (vs. 12ª)
12 “Por isso, restabelecei as mãos descaídas..”
 
Outras versões bíblicas dizem: mãos cansadas, enfraquecidas.
 
Com as mãos abençoamos, oramos, curamos e fazemos o trabalho do Senhor.
 
Mãos simbolizam tudo o que fazemos para o Senhor
 
Moisés escreveu um lindo texto sobre as mãos no Salmo 90:7
 
“Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nossas mãos, sim, confirma a obra das nossas mãos” (Salmos 90.17).
 
“Que a graça do Senhor, nosso Deus, pouse sobre nós; faze prosperar as obras das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos!” Versão King James
 
Observe que o Senhor ordena que as mãos se restabeleçam (que se levante as mãos)
 
Isso significa que, um dia, a obra das mãos de um determinado cristão foi forte, mas, com o passar do tempo pode se enfraquecer ou ficar descaída, cansada.
 
Paulo, falando especificamente aos homens em 1 Timóteo 2:8 diz:
Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade.
 
Devemos levantar mãos santas para o Senhor, sem ira e sem inimizade.
 
 
2-RESTABELECIMENTO DOS JOELHOS TRÔPEGOS. (vs. 12b)
 
Outras versões: os joelhos desconjuntados, vacilantes, enfraquecidos
 
Os Joelhos nos falam de firmeza e força na oração.
 
Os joelhos são o equilíbrio e a sustentação do Corpo de Cristo.
 
- É vida de oração (intimidade com Deus, o recurso para todas as áreas).
 
- Joelho desconjuntado é alguém que já não ora há muito tempo.
 
- Joelho desconjuntado fala de uma pessoa que manca, que se arrasta ou que está propensa a cair.
 
A pessoa de joelhos trôpegos não sustenta sua Comunhão com Deus. E não sustenta também a Igreja em oração.
 
Assim como há terapia de fortalecimento dos joelhos, nós precisamos também exercitar os nossos joelhos espirituais.
 
“Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, “ Ef 3.14–17
 
Obviamente, Paulo não estava de joelhos no momento exato em que escrevia estas palavras. O que ele estava dizendo é que se quisermos ser fortalecidos com poder precisamos orar....
 
Não tenho dúvida de que a Igreja do primeiro século era uma comunidade de se punha de joelhos.
 
Com joelhos dobrados ficamos numa posição de fraqueza e dependência. Se você já ficou de joelhos percebeu esta realidade.
 
Os joelhos dobrados devem ser fruto de uma vida inclinada para fazer toda a vontade de Deus.
 
Charles Spurgeon um grande pregador Britânico do século: XIX, conhecido como: O príncipe dos pregadores, disse certa vez: Se formos fracos em nossa comunhão com Deus, seremos fracos em tudo.
 
 
3-A CONSTRUÇÃO DE CAMINHOS RETOS PARA OS PÉS. (vs. 13)
¹³ e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado.
 
A palavra “caminhos retos” significa exatamente- caminho estreito.
 
“Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela),porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela”. Mateus 7:13,14
 
O homem mais sábio do mundo, o rei Salomão, comentou sobre isso: “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele leva à morte” (Provérbios 16:25).
 
O caminho estreito é um caminho difícil de ser trilhado porque é um caminho de renúncia de nossa carne.
 
Em outras palavras, caminhar no caminho estreito significa que desistimos inteiramente de nossa própria vontade.
 
Há poucos que estão dispostos a realmente andar por este caminho, porque desistir de nossa própria vontade realmente nos causa sofrimento.
 
- Os pés falam da sua caminhada, do seu dia a dia. Do ordinário e não do extraordinário.
 
Eu não preciso ver anjos, ter visões extraordinárias ou sensações arrebatadoras para andar com Deus. Eu preciso é de constância na minha caminhada com o Senhor!
 
Eu preciso caminhar no ordinário! Entendem?
 
A palavra “ordinário”, segundo o dicionário Léxico, significa: habitual, normal, acontecimentos ordinários.
 
Lamentavelmente, muitos crentes viciados em grandeza, transformou o ordinário em algo indesejável, algo indigno de ser mencionado.
 
Esta forma de caminhar com Deus com retidão e simplicidade gera cura em nós e por meio de nós. É o por isso que finalzinho deste versículo 13 diz:
 
“para que não se extravie (se perca) o que é manco; antes, seja curado”.
 
 
4- A BUSCA PELA PAZ COM TODOS E A SANTIFICAÇÃO (Vs. 14)
14 Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,
 
A palavra segui nos traz a ideia aqui de alvo de direcionamento.
 
Quando o escritor escreve “segui a paz com todos” ele está dizendo literalmente “corram em direção à paz”, “persigam a paz”.
 
A expressão grega utilizada por ele implica no sentido de empenhar toda energia necessária para que esse alvo seja alcançado.
 
O conselho de seguir a paz com todos, muito nos faz lembrar o que disse Davi no Salmo 34.
 
Ele escreve: “Aparta-te do mal e pratica o que é bom. Procura a paz e esforça-te por alcançá-la” (Salmo 34:14).
 
Esse mesmo conselho também foi citado pelo apóstolo Pedro (1 Pedro 3:11).
 
Como esta atitude é importante queridos? Você já percebeu que muitos são os que se desviam do caminho por causa de pessoas? Por problemas de relacionamentos? Pela falta de perdão?
 
A mesma aplicação e intensidade que o autor expressou para exortar acerca da busca pela paz, ele também utilizou para falar sobre a necessidade da santidade.
 
A ordem é para seguir a paz com todos e a santificação! Isto significa que a busca pela paz é inseparável da busca pela santificação. Logo, devemos perseguir a paz tanto quanto devemos perseguir a santificação.
 
A santificação é um processo que ocorre durante toda a vida daquele que é filho(a) de Deus.
 
Nesse mundo ainda estamos sujeitos ao pecado, mas através da santificação nós vamos mortificando nossa carne e nos submetendo a vontade de Deus.

O objetivo é que possamos ser cada vez mais parecidos com Cristo por meio da obra do Espírito Santo em nosso coração.

“E ali haverá bom caminho, caminho que se chamará o Caminho Santo; o imundo não passará por ele, pois será somente para o seu povo; quem quer que por ele caminhe não errará, nem mesmo o louco.” Isaías 35:8

A santificação é um dos requisitos essenciais para Deus operar maravilhas em nosso meio.

 ⁵ “Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós.” Josué 3:5

CONCUSÃO:  Estes 4 requisitos para o reavivamento é o que Deus espera de nós. Se não restabelecermos as nossas mãos e joelhos. Se não andarmos no caminho estreito e ordinário; se não seguirmos a paz e a santificação, não viveremos este reavivamento.
 
Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO