
Nesta "guerra" dos relacionamentos muitos estão
vivendo na "Síndrome de Procusto". Na mitologia grega, Procusto era
um gigante que convidava as pessoas para passar a noite em sua cama de ferro.
Mas, havia uma armadilha nesta sua hospitalidade: ele insistia que os visitantes
coubessem com perfeição na sua cama. Se eram muito baixos, ele os esticava; se
eram muito altos, ele cortava suas pernas. Em se tratando de relacionamentos,
existem aqueles que a semelhança do Procusto querem "enquadrar" as
pessoas de qualquer jeito à sua maneira de pensar, esperando com frequência que os outros vivam segundo os seus padrões e se
ajustem aos seus desejos pessoais. A verdade é que grande parte de nossos
conflitos acontecem porque tentamos impor nossa vontade aos outros ou quando
tentamos controlá-los.
Neste caso, devemos aprender a conviver com as diferenças, respeitando a individualidade e
as decisões de cada um. Por isso destaco a frase celebre de João Wesley: "Quanto
a todas as opiniões que não danificam as raízes do cristianismo, nós pensamos e
deixamos pensar".
Se percebermos que a pessoa que amamos está errada e tomando
uma decisão perigosa devemos alertá-la, mas jamais impor a ela uma decisão. Na
realidade devemos permitir que o Espírito Santo faça o seu papel de convencer a
pessoa do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8).
Creio que através do novo nascimento em Cristo temos a
possibilidade de mudar e termos relacionamentos saudáveis e abençoados. No
entanto essa mudança não é mágica e nem instantânea. É preciso nos submeter
diariamente à Palavra de Deus na dependência do Espírito Santo para termos um
estilo de vida diferente do que estávamos acostumados; precisamos desaprender
muitas coisas para aprender outras e abandonar alguns hábitos para formar
outros.
Nesta pastoral, temos o desafio de buscarmos o ideal de relacionamentos
saudáveis e edificantes. Com certeza essa é a vontade de Deus para o seu povo!.
Em Cristo e Por Cristo!
Pr. Gilberto O. Rehder