segunda-feira, 7 de setembro de 2020

DEPENDÊNCIA OU MORTE!



“De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio”.
Salmo 62:7
 
“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. João 15:5
 
Introdução: Graça e paz irmãos! Eu quero compartilhar uma palavra cujo tema é: Dependência ou Morte.
 
Talvez você até pergunte: Não está errado este tema? Não é Independência ou morte?
 
Se você se refere ao grito da independência dado por Dom Pedro 1 quando proclamou no dia 7 de setembro de 1822 a independência do Brasil de Portugal realmente o tema seria Independência ou morte!
 
Mas hoje eu quero refletir com você sobre a nossa DEPENDÊNCIA DE DEUS! Este deve ser o grito dos filhos de Deus! Dependência o morte!
 
No Salmo 62, Davi declarou a sua total dependência de Deus em um contexto de grande oposição e perseguição que enfrentava. Ele havia concluído que não poderia superar esta situação sem a ajuda de Deus! Então ele bradou!
 
“De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio”. Salmo 62:7
 
Você já aprendeu também a depender de Deus em todas as circunstâncias da vida?
 
DEPENDÊNCIA, segundo o dicionário Aurélio, é subordinação, sujeição. Quando nós falamos que dependemos de uma pessoa, quer dizer que precisamos daquela pessoa para realizar algo.
 
Jesus declarava abertamente aos seus discípulos a sua total dependência do Pai.
 
 “Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz”. João 5:19
 
“Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo. O meu juízo é justo, porque não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou”. João 5:30
Da mesma forma como ele dependia do Pai, ele quer que aprendamos a depender dele também!
 
“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. João 15:5
 
Creio que Jesus dependia do Pai exatamente para nos ensinar a depender Dele.
 
Nos dias atuais todas as pessoas buscam sua independência, seja ela financeira ou não.
 
Esposas estão buscando sua independência em relação ao marido, filhos querem independência dos pais, e por ai segue essa busca. É claro que este tipo de independência é até importante e boa; porém,  o mais triste em tudo isso é que o ser humano tem buscado sua independência de Deus. Muitos insistem em viver fora dos cuidados do Senhor.
 
Estar na dependência de Deus é a melhor coisa que um homem pode fazer. Quando você aprende a depender de Deus em tudo, muitos milagres você experimenta!
 
No mundo em que vivemos, vemos gente dependendo de muitas coisas, mas não dependendo de Deus; gente se apegando com coisas que são passageiras, mas não querem se apegar com Deus! 
 
Quando acontece isso com um filho de Deus, Ele permite que passemos por uma provação, para nos ensinar a depender dele.
 
- Na parábola do filho pródigo há uma questão que considero relevante nesta reflexão.
 
- Porque o Pai não insistiu para o filho ficar? Porque o Pai não foi buscar o seu filho que estava perdido e passando por necessidade?
 
Resposta: Creio que era para ensina-lo que longe do Pai, não há possibilidade de ser feliz! A verdadeira felicidade é viver na dependência do Pai!
 
Eu quero trazer nesta noite, alguns benefícios que a dependência de Deus nos traz.
 
1 - QUANDO VOCÊ VIVE NA DEPENDÊNCIA DE DEUS, ELE NÃO TE DEIXA DESAMPARADO. ( Salmo 37:25)
 
“Fui moço e agora sou velho, mas nunca vi um justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão”. Salmos 37:25
 
Davi não é mais um jovem pastor, mas um rei veterano. À medida que caminha rumo à velhice, sua percepção espiritual fica mais aguçada e seu testemunho é eloquente.
 
Dois testemunhos são dados por Davi neste texto.
 
1º O JUSTO É AMPARADO POR DEUS. Davi abre os arquivos do passado e não encontra sequer um exemplo que pudesse enfraquecer a confiança do justo.
 
O justo que depende de Deus passa por lutas e tribulações, mas não por desamparo.
 
O justo enfrenta caminhada difícil, mas tem a promessa de uma chegada certa.
 
2º A DESCENDÊNCIA DO JUSTO É PRÓSPERA. Davi nunca viu a descendência do justo mendigando o pão.
 
Se há alguma coisa que precisamos ensinar aos nossos filhos é a dependência de Deus! Ensine a teus filhos a orar, buscar a Deus, ler a bíblia e a obedecer!
 
Na casa do justo há prosperidade e riqueza (Sl 112.3). O justo, além de ter para si, ainda “distribui e dá aos pobres” (Sl 112.9).
 
Sua descendência não mendiga o pão, mas dá pão aos que têm fome.
 
Aqueles que honram a Deus e dependem Dele são prósperos, pois trabalham com dignidade, vivem com disciplina, economizam com consciência e investem com sabedoria.
 
No coração do justo há altruísmo e generosidade. Nas mãos do justo há ricos atos de bondade. No caminho do justo há recompensas eternas.
 
 
 2 - QUANDO VOCÊ VIVE NA DEPENDÊNCIA DE DEUS, VOCÊ TEM DIREÇÃO. (Êxodo 13:21,22)
 
21 O SENHOR ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.
 
22 Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite.
 
Esta é uma das narrativas bíblicas mais impressionantes descreve a caminhada dos milhões de judeus pelo deserto.
 
Quando se está em um deserto muitos perdem o senso de direção.
 
-Como saber para onde ir estando em um deserto?
 
A Bíblia afirma que Deus os guiava. O Senhor ia adiante deles durante o dia, numa coluna de nuvem, para guiá-los pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para alumiá-los, a fim de que caminhassem de dia e de noite.
 
A nuvem é um símbolo da presença de Deus. A ordem era clara: a nuvem se movia, o povo tinha que se mover também, a nuvem parava, o povo tem que parar também.
 
Aquela geração aprendeu a ser dirigida pela nuvem da glória do Senhor. Nós precisamos ser dirigidos também pela núvem!
 
Ser dirigido pela nuvem exigiria abrir mão de coisas, pessoas, situações.
 
Quando estamos fora da direção criamos problemas para nós, para nossa família, para nossa igreja e etc.
 
Foi exatamente isso que aconteceu com o Profeta Jonas quando tomou uma direção oposta à vontade de Deus para a sua vida.
 
Jonas desobedeceu a direção de Deus e criou confusão por onde passou. Com isso ele perdeu a alegria de viver pedindo para si mesmo a morte; por isso Deus preparou pra ele um grande peixe que o engoliu e depois um verme que feriu a planta que lhe fazia uma sombra.
 
Muitas vezes Deus nos dá uma direção clara, mas seguimos o nosso caminho porque somos teimosos demais para depender Dele.
 
“Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos. Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti. O ímpio tem muitas dores, mas àquele que confia no Senhor a misericórdia o cercará” (Salmos 32.8-10)
 
Você tem orado antes de tomar qualquer decisão? Você tem se submetido à vontade de Deus?
Se nós orássemos antes, para ouvir de Deus, nós não precisaríamos orar depois para Deus consertar as coisas que a gente fez errado.
 
3 - QUANDO VOCÊ VIVE NA DEPENDÊNCIA DE DEUS, VOCÊ APRENDE A VIVER PELA FÉ.
“Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé”. Habacuque 2.4
 
Quem é que pode viver pela fé?
 
a- Só pode viver pela fé os que não abrem mão da sua fidelidade a Deus!
 
É aqui em Habacuque que vemos a primeira menção do conceito de viver pela fé.
 
A palavra fé neste texto é traduzida como fidelidade a Deus é a atitude daquele que crê e obedece a Deus. Quando temos fé em Deus, agimos com fidelidade. Os atos de fidelidade são a demonstração de nossa fé.
 
Os dependentes de Deus aprendem que a sua fidelidade a Deus é inegociável!
 
b- Só pode viver pela fé quem coloca as promessas da palavra de Deus acima das circunstâncias.
 
A Bíblia diz em Hebreus 11:1 que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem”.
 
II Coríntios 4:18 - Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas".
 
As enfermidades, as dificuldades financeiras, as crises familiares, e todo tipo de adversidade, são circunstâncias visíveis e sujeitas a mudança.  Mas as promessas de Deus são eternas e não mudam.
 
Ter fé é quando você passa por uma situação feia, mas ainda assim, você crê que a vitória virá. É quando as soluções humanas acabam, mas mesmo assim você crê que a vitória vem!  
 
CONCLUSÃO: A Bíblia diz que não cai uma folha da árvore sem que Deus permita. Talvez você esteja passando por uma provação, por uma luta, e às vezes, pode ser que Deus esteja te ensinando a depender dele.
 
Dependa dele, confie nele, pois ele é poderoso para resolver o teu problema.
 
Que nós possamos cada dia mais à depender dele e estar fazendo a vontade dele aqui na Terra. Nenhum problema é grande demais para a intervenção de Deus e nenhuma pessoa é pequena demais para a receber a atenção de Deus.
 
Eu amo a estória a respeito de uma garotinha de seis anos que disse que sua história favorita da Bíblia era aquela sobre quando Jesus transformou a água em vinho durante a festa de casamento.
 
A professora perguntou: “O que você aprendeu com esta história?” A menina respondeu: - "Aprendi que quando você está se casando, é uma boa ideia ter Jesus presente!”
 
SEMPRE, EM QUALQUER LUGAR, PARA QUALQUER COISA: DEPENDA DE DEUS!
 
Vamos dar o nosso brado de vitória? DEPENDÊNCIA OU MORTE!
 
 
 
Pr. Gilberto Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

LEMBRANÇAS QUE NOS DÃO ESPERANÇA

 


Lamentações 3:18-26

18 Então, disse eu: já pereceu a minha glória, como também a minha esperança no Senhor.

19 Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do veneno.

20 Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim.

21 Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.

22 As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;

23 renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.

24 A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.

25 Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca.

26 Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso, em silêncio.

 

Introdução: Durante algumas semanas temos refletido sobre o tema da esperança.Na primeira semana falamos sobre a ESPERANÇA ALÉM DO SOFRIMENTO trazendo um enfoque sobre o nosso futuro glorioso em Cristo.

 Esta esperança tem um sentido escatológico; ou seja, com a volta do Senhor Jesus o sofrimento terá um fim para todos os filhos de Deus.

Quando estivermos com o Senhor não sentiremos mais dor ou sofrimento, não haverá mais a morte, tristezas e nem a presença do pecado em nós. Além disso não seremos mais atacados ou tentados pelo maligno. Glória a Deus.

 Na segunda semana falamos sobre a ESPERANÇA PARA O NOSSO HOJE.

Não precisamos ir para o céu ou esperarmos a volta de Jesus para termos esperança. Hoje mesmo precisamos entender que se Jesus está no barco da nossa vida estamos seguros. Embora a fragilidade do nosso barco seja real, o poder de Jesus também é! Ele acalmará tanto a tempestade que está do lado de fora como de dentro de nós e nos levará a salvos até o porto.

 Hoje eu quero falar de um aspecto prático da esperança.

 Como podemos ativá-la em nossa vida? Como podemos de fato sair de um desespero congelante para uma esperança contagiante?

 

Antes de respondermos a estas perguntas é importante que você saiba que vários homens de Deus, profetas do Senhor enfrentaram em suas vidas momentos de desespero. O profeta Jeremias é um deles.

No período em que Israel esteve no cativeiro babilônico pelas transgressões que havia cometido, o profeta Jeremias escreveu o livro de Lamentações, a fim de tentar expressar a angústia e sofrimento que seu povo passava naquele tempo.

No capítulo três de lamentações, nos primeiros versículos, podemos ver que quanto mais o profeta se lembrava de toda a dor que havia passado e estava passando, ele esmorecia, e ficava mais entristecido.

A sua mente continuamente estava permeada de pensamentos de dor. O versículo 20 confirma isto: “Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim”.  

 Esta atitude quase o fez perder totalmente a sua esperança.

Mas então, no verso seguinte, o profeta percebe que deveria pensar naquilo que poderia dar-lhe esperança (v.21).

 21 “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”.

Aqui então respondemos àquela pergunta inicial. Como podemos ativar a esperança em nossa vida?

Só podemos ativar a esperança em nossa vida através dos pensamentos que escolhemos. É possível escolhermos no que pensar!

 “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. Filipenses 4:8

Podemos decidir pensar no que nos traz alento e esperança, ou encher a nossa mente de memórias que só nos causam amargura e tristeza. Muitas vezes focamos a nossa mente em experiências dolorosas tanto do passado como do presente.

 Se focarmos a nossa mente nas pessoas que nos feriram, nas perdas que tivemos ou nos sonhos que foram frustrados vamos ficando cada dia mais sem esperança.

E cada vez que pensamos nestas coisas iremos reviver a mesma dor, a mesma tristeza a mesma raiva e a mesma frustração! Percebendo isso, Jeremias desvia o seu pensamento de sua dor e de sua angustia e o canaliza para aquilo que pode lhe dar esperança.

Por isso eu quero trazer deste texto, pelo menos três lembranças que nos dão esperança.

 

1- AS MISERICÓRDIAS DO SENHOR.

22 As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;

23 renovam-se cada manhã...

Quando eu penso nas misericórdias do Senhor por mim meu coração fica cheio de esperança.

A misericórdia de Deus é um atributo moral, referindo-se à bondade, ao amor e ao perdão de Deus.

A misericórdia tem uma ideia de "ter o coração na miséria" de onde deriva a palavra "misericórdia", que tem a semelhança da palavra compaixão, significando sofrer com o outro, sentir a dor do próximo. Deus sentiu a miséria humana causada pelo pecado e enviou seu Filho para nos salvar.

Misericórdia seria uma declaração da bondade de Deus, refletindo o Seu amor para com os miseráveis.

a) Pela misericórdia de Deus reconhecemos que Deus é Bom.

É por isso que Jeremias declara no versículo vinte e cinco a bondade de Deus!

25 “Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca.”

b) Pela misericórdia de Deus reconhecemos que somos amados por Ele.

“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos,” Efésios 2:4,5

 c) É por conta da misericórdia do Senhor que somos perdoados por Deus.

 

“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Pv 28:13).

“Por isso, o Senhor espera, para ter misericórdia de vós, e se detém, para se compadecer de vós, porque o Senhor é Deus de justiça; bem-aventurados todos os que nele esperam.” Isaías 30:18

O profeta Jeremias nos mostra neste texto três características da misericórdia de Deus.

1) São a causa de não sermos consumidos.

Somos como aquela sarça ardente, pegando fogo, mas que ao mesmo tempo, não somos consumidos.

2) Não têm fim.

Elas jamais se esgotam. Deus é uma fonte inesgotável de misericórdias. (plural) É por este motivo que ele é chamado de: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação” - 2 Coríntios 1:3.

 3) Renovam-se a cada manhã.

“Cada manhã”, nos mostra que o amor de Deus se manifesta na aurora de cada novo dia. Isso nos ensina que Deus trabalha visando a transformação do nosso caráter, do nosso coração e não desejando a nossa destruição. Que mensagem linda!

 Do mesmo modo que cada novo dia traz o sol de novo, podemos olhar para os céus e sentir a esperança de um novo dia no ar (pois a vida continua), assim também o grande amor de Deus renova a sua misericórdia a cada nascer do sol.

 Cada novo dia põe fim à noite anterior e começa a vida outra vez!

 2- A FIDELIDADE DE DEUS

Vs. 3b “...Grande é a tua fidelidade”.

 A fidelidade é também um dos atributos de Deus que tem enorme satisfação em revelar-se a seu povo como Deus fiel!

 “Saberás, pois, que o Senhor, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos;” Deuteronômio 7:9

A fidelidade de Deus carrega em si a ideia do compromisso inabalável de Deus em manter, na relação com o Seu povo, tudo quanto se encontra escrito na Sua Palavra.

“Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” Números 23:19

Entenda algo importante aqui, amados! A infidelidade é uma das características que se sobressai nestes dias maus.

Quem nunca sofreu nas mãos de pessoas infiéis? O próprio povo de Deus estava sofrendo no cativeiro por conta de sua infidelidade.

 Porém a Palavra de Deus diz em 2 Tm 2:13

“se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo”. 2 Timóteo 2:13

“A fidelidade de Deus é uma verdade prática para o cristão. É travesseiro para a cabeça cansada, estímulo ao coração que desfalece e apoio para os joelhos fracos”.

Sua fidelidade nunca falhará. A fidelidade de Deus, juntamente com sua imensa misericórdia é nossa esperança eterna.

“Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel”. Hebreus 10:23

A fidelidade de Deus dá sustentação ao cumprimento de suas promessas em nossas vidas!!

“O teu reino é o de todos os séculos, e o teu domínio subsiste por todas as gerações. O Senhor é fiel em todas as suas palavras e santo em todas as suas obras.” Salmos 145:13

 3- A SALVAÇÃO.

26 “Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso, em silêncio”.

Precisamos lembrar sempre que a coisa mais preciosa que Deus nos tem dado é a nossa salvação.

O autor de Hebreus no cap 2 verso 3 nos diz: “Como escaparemos se negligenciarmos tão grande salvação?”

Não podemos negligenciar a nossa salvação! Não podemos nos esquecer jamais do que Cristo fez por nós na cruz do Calvário!

 Pela Palavra de Deus nós aprendemos que a Salvação de Deus alcança o nosso passado, presente e futuro!

 a) NO PASSADO: FOMOS SALVOS DA PENALIDADE DO PECADO.

Quando falamos de sermos salvos da penalidade do pecado estamos falando de JUSTIFICAÇÃO.

“Justificados pela fé, temos paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo” – Romanos 5:1.

“Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” – Romanos 3:24.

Gratuitamente, pela sua graça, descreve a salvação como presente, e não como algo merecido por alguém pelas suas boas obras.

Romanos 6:23 afirma que “o (DOM GRATUITO DE DEUS) presente de Deus é a vida eterna por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor”.

A graça é de graça. “Pela graça dois salvos por meio da fé. Isto não vem de vós, é presente de Deus. Não vem das obras...” – Efésios 2:8-9.

As obras vêm depois da salvação, assim como os frutos vem depois da árvore. As obras acompanham a salvação, assim como a sombra acompanha o corpo.

b) NO PRESENTE: SOMOS SALVOS DO PODER DO PECADO.

A palavra que define a salvação do poder (ou domínio) do pecado é a palavra SANTIFICAÇÃO.

“Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação, e que vos separeis de toda a imoralidade, porque Deus não vos chamou para a imundície, mas para a santificação” – I Tessalonicenses 4:3 e 7.

“Como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” I Pedro 1:15.

Santificação, santidade ou santo, tem dois sentidos bíblicos: separado e dedicado, separado do mal e dedicado ao bem. Isso acontece na conversão, em que o ser humano se separa do pecado e dedica a sua vida ao Deus Santo.

- Santos não são aqueles que já morreram, são pessoas de carne e osso como eu e você, que se separaram do pecado e passaram a viver a nova vida, como descrita em II Coríntios 5.17 “Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura...” 

c) NO FUTURO- SEREMOS SALVOS DA PRESENÇA DO PECADO.

Creio que quando Jeremias fala da aguardar a Salvação do Senhor e isso em silêncio ele se refere ao fim do sofrimento do Povo de Deus no cativeiro.

Mas esta palavra se aplica perfeitamente aqui. Pois também seremos salvos do cativeiro do pecado, da corrupção e da morte.

A palavra que define a salvação da presença do pecado é a palavra GLORIFICAÇÃO.

O Termo "glorificação" é quando Deus remove por completo o pecado da vida dos santos (isto é, todos os que são salvos) no estado eterno.

O dia da glorificação do crente, será um dia de grande vitória porque naquele dia o último inimigo, a morte, será destruída.

Quando nosso corpo for levantado dentre os mortos, então nossa redenção estará completa.

1 Cor. 15:50,55

50 Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.

51 Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos,

52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

53 Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.

54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.

55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?

De acordo com Filipenses 3:20-21, a nossa pátria está nos céus, e quando o nosso Salvador retornar, Ele vai transformar os nossos corpos de humilhação para serem iguais "ao corpo da sua glória." ALELUIA!!!

20 Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,

21 o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.

 

CONCLUSÃO:

Vocês se lembram da pergunta inicial? Como podemos ativar a esperança em nossa vida?

Vamos lembrar-nos das verdades da Palavra de Deus que irão nos encher de esperança!

É isso que devemos fazer hoje, amanhã e continuar fazendo todos os dias de nossa vida até Jesus Voltar.

 

 

Igreja Metodista Catalão-GO

Pr. Gilberto Oliveira Rehder

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

APRENDENDO A ORAR COM O PROFETA JONAS.


Texto: Jonas 2:1-10

1 Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao SENHOR, seu Deus,
2 e disse: Na minha angústia, clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do abismo, gritei, e tu me ouviste a voz.
3 Pois me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas passaram por cima de mim.
4 Então, eu disse: lançado estou de diante dos teus olhos; tornarei, porventura, a ver o teu santo templo?
5 As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou; e as algas se enrolaram na minha cabeça.
6 Desci até aos fundamentos dos montes, desci até à terra, cujos ferrolhos se correram sobre mim, para sempre; contudo, fizeste subir da sepultura a minha vida, ó SENHOR, meu Deus!
7 Quando, dentro de mim, desfalecia a minha alma, eu me lembrei do SENHOR; e subiu a ti a minha oração, no teu santo templo.
8 Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso.
9 Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao SENHOR pertence a salvação!
10 Falou, pois, o SENHOR ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra.
 
Introdução: Graça e Paz irmãs e irmãos! Encerraremos hoje a ministração de nossa série: Aprendendo a Orar com quem Orava. E o nosso personagem de hoje é o Profeta Jonas.
 
Quando olhamos para a vida deste profeta ficamos um tanto surpresos com a sua postura de desobediência a Deus.
 
No capítulo 1 Deus mandou Jonas pregar contra os pecados da cidade de Nínive, chamando-os ao arrependimento, no entanto, ele tentou fugir e embarcou em um navio que seguia para Társis, direção oposta à cidade a qual o Senhor havia mandado ir.
 
A atitude de desobediência que tomou, foi motivada por não concordar com Deus que mediante a possibilidade do arrependimento dos Ninivitas, lhes concederia o perdão. E de fato o que o Profeta não queria aconteceu!
 
A prova disso está em 3:10 e 4:1-3
 
“Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez”. Jonas 3:10
 
1 Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado.
2 E orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal.
3 Peço-te, pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver.
Jonas 4:1-3  
 
Perceba que antes de sua desobediência Jonas também orou: “Ah! Senhor! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis...”
 
Com certeza aquela oração de Jonas não estava correta e nem mudou o coração de Deus que é misericordioso e bom!
 
Por causa dessa desobediência, Deus mandou uma enorme tempestade e a situação dentro da embarcação ficou tão desesperadora que o próprio Jonas pediu para que fosse atirado ao mar, pois sabia que aquela tormenta havia começado por causa dele.    
 
O mesmo Jonas que tentou fugir da presença de Deus, agora, está encurralado pela soberania de Deus e se entrega a ela.
 
Engolido por um grande peixe, Jonas agora se aproxima de Deus em oração. Daí surge uma bela oração que serve de modelo para nós.
 
Ao lermos o texto de Jonas 2:1-10, desta podemos aprender alguns princípios da oração que transforma crises em bênçãos.
 
1- A ORAÇÃO DEVE SER SEMPRE DIRECIONADA AO VERDADEIRO DEUS
1 Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao SENHOR, seu Deus,
 
Parece estranho dizer isto, mas há muitos orando para tudo, menos para o verdadeiro Deus. Jonas orou ao Senhor, seu Deus!
 
Jonas orou ao Senhor. Senhor é a tradução do nome pessoal de Deus, cuja pronuncia se perdeu na história, pois os homens tinham medo de toma-lo em vão e quebrar o mandamento.
 
No navio, os marinheiros oravam a muitos deuses. Jonas ora agora ao Deus verdadeiro.
 
Se você quer Deus ouça tuas orações, peça em Nome de Jesus!
 
“E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”. João 14:13-14
 
Porque Jesus? Ele é a revelação do próprio Deus!
 
“Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” 1 João 5:20 
 
 
2- A ORAÇÃO DEVE SER INTENSA COMO UM CLAMOR.
2 e disse: Na minha angústia, clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do abismo, gritei, e tu me ouviste a voz.
 
Para que a oração mude a nossa vida, ela precisa ter intensidade. Não pode ser uma oração superficial, como aquelas que muitos de nós fazemos antes de comer ou dormir, só por desencargo de consciência.
 
Perceba que Jonas clamou ao Senhor. "Clamor" significa implorar com insistência em tom elevado de voz.
 
É orar com muita intensidade e certeza de que Deus está ouvindo.
 
“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” Jeremias 33:3
 
Eu imagino que o peixe não deve ter gostado de ter um homem gritando dentro do seu estômago, mas Jonas não estava nem aí. Ele queria ser salvo e liberto daquela prisão de qualquer maneira!
 
A oração que tem poder é uma oração que vem do fundo do coração.
 
Jonas não estava dentro de um templo, ele estava num local inapropriado  por causa de desobediência, mas ainda assim, sua oração subiu aos céus! (v.7).
 
3- A ORAÇÃO NÃO DEPENDE DO LUGAR EM QUE ESTAMOS.
3 Pois me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas passaram por cima de mim.
 
Deus ouve nossas orações onde quer que estejamos. Nosso texto diz que Jonas estava lá dentro do peixe.
 
Os originais falam “nas entranhas”, ou nos “intestinos”. Isto prova que não há lugar especial para orar.
 
Todo lugar pode e deve ser lugar de oração. Oramos com a mente, e às vezes falando. Somente precisamos orar, falar com Deus.
 
É por isso que a bíblia nos estimula a orar em todo tempo!
 
Paulo escrevendo sobre a armadura de Deus inclui a oração incessante como uma grande arma espiritual.
 
 “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.” Efésios 6:18  
 
4- A ORAÇÃO EXIGE DE NÓS RECONHECIMENTO.
4 Então, eu disse: lançado estou de diante dos teus olhos; tornarei, porventura, a ver o teu santo templo?
5 As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou; e as algas se enrolaram na minha cabeça.
6 Desci até aos fundamentos dos montes, desci até à terra, cujos ferrolhos se correram sobre mim, para sempre; contudo, fizeste subir da sepultura a minha vida, ó SENHOR, meu Deus!
7 Quando, dentro de mim, desfalecia a minha alma, eu me lembrei do SENHOR; e subiu a ti a minha oração, no teu santo templo.
8 Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso.
 
a- Jonas reconheceu que precisava voltar seu coração para Deus: " Então, eu disse: lançado estou de diante dos teus olhos; tornarei, porventura, a ver o teu santo templo? (v.4)
 
b- Jonas reconheceu que estava preso e que não conseguia sair daquela situação sozinho: " As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou; e as algas se enrolaram na minha cabeça." (v.5)
 
c- Jonas reconheceu que antes ele estava morto e que agora somente Deus poderia lhe dar a vida:Desci até aos fundamentos dos montes, desci até à terra, cujos ferrolhos se correram sobre mim, para sempre; contudo, fizeste subir da sepultura a minha vida, ó SENHOR, meu Deus!
 
d- Jonas reconheceu que ele necessitava da misericórdia de Deus como todos os pagãos que se entregavam a uma idolatria inútil. (vs. 7 e 8)
 
7 Quando, dentro de mim, desfalecia a minha alma, eu me lembrei do SENHOR; e subiu a ti a minha oração, no teu santo templo.
8 Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso.
 
O que Deus precisa fazer para você reconhecer que é preciso buscá-Lo e obedecê-Lo? Volte seu coração hoje para Deus através de uma oração sincera!
 
 
5- A ORAÇÃO REQUER DE NÓS UMA NOVA POSTURA.
9 Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao SENHOR pertence a salvação!
10 Falou, pois, o SENHOR ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra.
 
Nós vimos que Jonas se angustiou, se viu preso, distante, porém, chegou um momento em que ele parou de se lamentar: Ele disse:
 
9 Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao SENHOR pertence a salvação!
 
Jonas colocou a sua fé em ação! Ele teve agora uma nova postura!
 
Ele começou a agradecer a Deus por tudo e decidiu obedecê-Lo. Isso nos ensina que a oração que tem poder é aquela que transforma as nossas atitudes!
 
CONCLUSÃO:
 
A mudança na vida de Jonas foi tão grande que ele não quis apenas sair da barriga do peixe, ou seja, sair do problema. Ele quis mudar de vida e se aproximar de Deus! Ele quis agora fazer a vontade de Deus! Sabemos no entanto que não foi fácil pra ele, pois teria ainda muito que ser tratado por Deus em seu próprio orgulho até render-se totalmente. 
 
 
 
Igreja Metodista Catalão-GO
Pr. Gilberto Oliveira Rehder

terça-feira, 1 de setembro de 2020

APRENDENDO A ORAR COM O PROFETA DANIEL

 


Textos: Daniel 2:17-23 ; Daniel 6:10; Daniel 9:1-4

 
17 Então, Daniel foi para casa e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros,
18 para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem com o resto dos sábios da Babilônia.
19 Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu.
20 Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder;
21 é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes.
22 Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.
23 A ti, ó Deus de meus pais, eu te rendo graças e te louvo, porque me deste sabedoria e poder; e, agora, me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este caso do rei.
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(Daniel 6:10) “ Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer”.
 
-----------------------------------------------------------------------------------(Daniel 9:1-4)
1- No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus,
2 no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.
3 Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza.
4 Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos;
 
Introdução: Graça e paz irmãos e irmãs, o nosso personagem de hoje é o profeta Daniel.
 
Daniel tinha uma vida de oração ativa que o impulsionou durante toda a existência e ele a manteve por toda a sua vida. Ele começou quando ainda era adolescente, e não fraquejou nem mesmo quando já estava em idade avançada.
 
No fim das contas, Daniel marcou a sua geração e também a história porque orava.
 
Trazendo um pouco do seu contexto histórico, O livro de Daniel começa no ano de 605 a.C. quando a Babilônia conquistou Jerusalém e levou para o exílio Daniel, seus três amigos e outros judeus. O livro cobre os 70 anos do cativeiro babilônico.
 
É importante que saibamos que Daniel não nasceu no cativeiro. Ele foi levado para a Babilônia possivelmente com quatorze ou quinze anos de idade.
 
Eu creio que ele cultivava uma vida de oração mesmo antes de ser levado para Babilônia e mesmo tendo sofrido todo tipo de pressões no cativeiro para forçá-lo abandonar a sua fé e assimilar a cultura ímpia da Babilônia diz a o texto em Daniel 1:8, que ele ”resolveu firmemente não se contaminar com as finas iguarias do rei”.
 
Daniel permaneceu firme durante os 70 anos de cativeiro. Foi provado, mas nunca sucumbiu ao pecado. Algumas vezes, preferiu a morte a pecar contra Deus, e Deus o honrou.
 
Deus sempre honra aqueles que têm uma postura firme diante da sociedade; pessoas que não negam o Senhor diante das ofertas deste mundo!
 
A Babilônia, com sua magnifica grandeza caiu, mas, Daniel permaneceu de pé. Daniel foi maior do que o próprio império babilônico.
 
Eu creio que o segredo de sua vitória, sua firmeza e integridade se deu ao fato de que ele era um homem de oração.
 
Há três momentos específicos que eu quero destacar nesta noite que nos mostram este fato:
 
1º MOMENTO:
POR OCASIÃO DO SONHO DE NABUCODONOSOR. (Daniel cap. 2).
 
1 No segundo ano do reinado de Nabucodonosor, teve este um sonho; o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono.
2 Então, o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus, para que declarassem ao rei quais lhe foram os sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei.
3 Disse-lhes o rei: Tive um sonho, e para sabê-lo está perturbado o meu espírito.
4 Os caldeus disseram ao rei em aramaico: Ó rei, vive eternamente! Dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação.
5 Respondeu o rei e disse aos caldeus: Uma coisa é certa: se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas monturo;
 
No segundo ano do reinado de Nabucodonosor, o rei teve o sonho da grande estátua (Dn 2.1). Ninguém conseguiu saber o que ele sonhou e nem explica-lo, de forma que ele decidiu matar todos os magos e feiticeiros.
 
Como o primeiro ano do reinado não era contado, o segundo ano de Nabucodonosor correspondia ao terceiro ano da permanência de Daniel na Babilônia.
 
Daniel e seus amigos seriam incluídos neste decreto porque eram tidos como sábios do reino.
 
Todos os magos e feiticeiros estavam “desesperados” de medo, mas Daniel chamou os seus amigos para orarem dentro de um mesmo propósito.
 
17 Então, Daniel foi para casa e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros,
18 para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem com o resto dos sábios da Babilônia.
19 Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu.
20 Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder;
 
A primeira lição que aprendemos com Daniel nesta ocasião é a de que precisamos ter amigos ou irmãos que orem com a gente nos momentos chaves de nossa vida!
 
O desafio era impossível humanamente falando, mas Daniel receberia a revelação daquele sonho porque eles oraram fervorosamente!
 
Existe poder na oração em concordância.
 
“Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu. Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles”. Mt 18.18-20
 
A oração de concordância nos dá a dimensão de unidade, de se ter um só coração e um só propósito. Quando isso acontece, as orações são respondidas. A igreja recebe poder para ligar e desligar.
 
Quando oramos juntos, somos “contagiados” pela necessidade de oração; o amor pelos irmãos cresce e a unidade é intensificada; a fé é fortalecida e o poder espiritual se multiplica..
 
A palavra concordar, symphoneo no grego, significa soar juntos, fazer sinfonia. É como em uma orquestra, cada um toca um instrumento, todos entram no momento exato e o som é harmonioso. Quando concordamos em unidade estamos fazendo sinfonia, as nossas orações são respondidas e fazem o braço de Deus se mover.
 
Ao orar junto com outros irmãos, você aumenta seu “poder de fogo” contra o inimigo, pois no reino de Deus, quando dois ou três se reúnem em nome de Jesus, o efeito não é de soma, mas de multiplicação. É sinérgico
 
Nós concordamos que vivemos momentos críticos em nossa nação.
Também concordamos que precisamos de um grande mover de Deus e que ele tem liberdade para operar em nós e no nosso meio. Aleluia!
 
A segunda lição que aprendemos com Daniel nesta ocasião é que devemos priorizar a oração de gratidão e louvor ao nosso Deus!
 
Muitas vezes empenhamos muito tempo e esforço para interceder por algum motivo, mas tiramos pouco tempo para agradecer.
 
Com Daniel era bem diferente. Antes de correr ao rei e lhe apresentar a revelação, ele primeiro agradeceu ao Senhor. Ele não deixou o louvor para mais tarde. Na vida de Daniel, Deus sempre estava em primeiro lugar e somente depois vinha o rei babilônico.
 
19 Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu.
20 Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder;
 
 
2º MOMENTO:
POR OCASIÃO DE UM DECRETO DO REI DARIO. (Daniel cap. 6).  
 
1 Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino;
2 e sobre eles, três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes sátrapas dessem conta, para que o rei não sofresse dano.
3 Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino.
4 Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa.
5 Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus.
6 Então, estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e lhe disseram: Ó rei Dario, vive eternamente!
7 Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei estabeleça um decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.
8 Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito e assina a escritura, para que não seja mudada, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar.
9 Por esta causa, o rei Dario assinou a escritura e o interdito.
 
A primeira lição que aprendemos com Daniel nesta ocasião é que precisamos ter regularidade na oração.
 
Daniel não permitia que nada atrapalhasse a regularidade de seu tempo de oração.
 
Em Daniel 6 lemos que os altos funcionários inimigos dos judeus tentaram preparar uma armadilha para Daniel e impedi-lo de orar e tirar-lhe a vida (v.7).
 
Deus estava exaltando-o e neste momento Daniel era um dos presidentes do rei. Isso gerava inveja!
 
Nós também precisamos ter consciência de que o inimigo de Deus fará de tudo para nos afastar da oração. Mas Daniel reagiu a isso com mais oração:
 
“Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer” (v. 10).
 
“Deseje ser uma pessoa de oração, na quantidade (no tempo) e na qualidade (no conteúdo: magnificação, gratidão, confissão, atenção), em função do prazer que dá conhecer mais e melhor a Deus, não em função do que Ele pode dar. Se oração é apenas um momento em que uma lista de pedidos é lida, ela jamais será parte de uma vida”. Israel Belo de Azevedo
 
 
 
3º MOMENTO:
POR OCASIÃO DO FINAL DO CATIVEIRO (Daniel cap. 9).
1 No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus,
2 no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.
3 Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza.
4 Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos;
 
Daniel leu nos livros que o cativeiro do povo duraria setenta anos, mas ele se pôs na brecha da oração em favor do povo.
 
Essa oração de Daniel é uma das mais importantes da Bíblia. Temos aqui várias lições:
 
A primeira lição nesta ocasião é que Daniel orava para entender a Palavra de Deus, e estudava a Palavra de Deus para orar.
 
2 no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.
 
A falta de discernimento espiritual
 
Quando compreendeu o que eram os setenta anos de cativeiro de que Jeremias tinha falado, começou imediatamente a orar e a jejuar. Com isso, ele mesmo foi profundamente afetado.
 
3 Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza.
4 Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei...
 
Daniel compreendeu que a dureza de coração do povo e o transbordamento de suas transgressões eram tão grandes que foram estes os motivos de serem levados cativos por todos aqueles anos no cativeiro.
 
Daniel discerniu que aquele momento era agora para interceder por um genuíno arrependimento para que a promessa do fim do cativeiro fosse finalmente cumprida!
 
Ele poderia simplesmente fazer o que muitos de nós fazemos; cruzar os braços. Ele poderia também dizer: “Deus cumprirá a sua promessa mesmo, porque orar?” Mas Daniel orou e recebeu a resposta! Aleluia!
 
23 “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão”.
 
CONCLUSÃO: “Deus nada faz a não ser em resposta a oração.” Com esta frase, John Wesley sintetizou a parceria de Deus com o homem.
 
Embora Deus seja suficiente para fazer todas as coisas, ele preferiu trabalhar com o homem na construção de seu Reino.
 
Quero te desafiar hoje a buscar com intensidade a ter uma vida de oração!
 
Para isso precisamos estabelecer alguns propósitos:
 
1- Se proponha a reservar todos os dias, um tempo pessoal para orar e meditar na Palavra de Deus! Não permita que nada e ninguém te roubem este tempo com Deus!
 
2- Tenha amigos (as) de oração para se reunir nos momentos importantes de sua vida para orar e buscar a direção e ação de Deus.
 
3- Ore intercedendo pelo Brasil! A solução para as nossas crises passam pelo altar da oração! Só a intervenção de Deus pode mudar a nossa sorte!
 
 
Igreja Metodista Catalão-GO
Pr. Gilberto Oliveira Rehder