sexta-feira, 13 de julho de 2018

VIDA FINANCEIRA ABENÇOADA ( 1ª Parte)



TEXTO: Provérbios 10.22: “A bênção do Senhor enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto”. 

INTRODUÇÃO:

O texto que acabamos de ler fala de maneira bem clara que a Bênção do Senhor enriquece! Embora a prosperidade material seja a ênfase do Antigo Testamento como consequência da obediência a Deus, creio que riqueza do ponto de vista do Novo Testamento significa acima de tudo ser salvo e transformado em Cristo Jesus!

Quando o homem aceita Jesus, como seu Salvador e Senhor, e, permanece Nele, recebe como herança, todas as riquezas do reino de Deus.

“Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio..” Lucas 22:29

Nenhum tesouro desse mundo, seja: dinheiro, fama, prestígio ou sabedoria humana, pode ser comparado à grandeza do reino dos céus do qual somos participantes.  

Enriquecer materialmente não é errado, desde que o coração não se prenda a isso (Salmos 62.10). Contudo, deve haver em nós um anseio de enriquecermos espiritualmente, em Deus. E o anseio por tal riqueza espiritual deve ser maior do que o anseio pelas riquezas terrenas.

A verdadeira riqueza é “ser rico para Deus”.

O dinheiro faz parte da nossa vida. É algo bom e necessário, mas não pode ser o centro da nossa vida: “O dinheiro é um ótimo servo, porém um péssimo patrão”.

Colocar a vida financeira à frente de tudo gera muitas dores. Se, em sua busca por prosperidade financeira, você perder o seu temor por Deus e encher-se de ansiedade e inquietação, estará fazendo um péssimo negócio.
Essa riqueza estará roubando sua vida com Deus e a paz do seu coração.

“É melhor ter pouco com o temor do SENHOR do que grande riqueza com inquietação”. (Provérbios 15.16)

Porém, o dinheiro nas mãos de quem teme a Deus, será uma grande bênção.  

Por isso há promessas claras para quem anda na vontade de Deus e isso envolve sim, também a vida financeira. O Salmo 1.3 diz do homem que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos: “e tudo o que ele faz será bem sucedido”.

Mas, é importante esclarecer algumas questões sobre as bênçãos financeiras:

1º) Bênção financeira e sucesso financeiro são coisas completamente diferentes.

- Sucesso financeiro, qualquer um pode ter, mas a bênção financeira é aquilo que vem da mão de Deus na medida certa para cada filho(a) de Deus.

Pode ser muito ou pode ser menos, por que eu entendo que quando Deus abençoa nossas finanças, Ele pensa numa medida que não venha nos tirar os olhos da herança eterna.

A igreja de Lodicéia era uma igreja rica, abastada, seus membros não tinham falta de nada, porém Jesus disse que eles espiritualmente eram: infelizes, sim, miseráveis, pobres, cegos e nus.  (Apoc.3:17)

2º) A medida com a qual Deus abençoa financeiramente também depende do plano que Ele tem para cada um.

Às vezes Deus abençoa grandemente alguém, porque Ele sabe que essa pessoa irá abençoar outros e investir liberalmente no Reino. Nem todos conseguem servir a Deus na riqueza! Na prosperidade, se tornam presunçosos, altivos, indiferentes, avarentos se esquecem de Deus. Por isso creio que a riqueza material não é para todos os que são filhos de Deus!

3º) Precisamos compreender também que bênção financeira não pode ser vista como algo produzido de forma mágica, como algumas correntes da teologia da prosperidade estão pregando.

Há muitas coisas envolvidas nesse assunto. Deus estabeleceu na Sua Palavra vários princípios para uma vida financeira saudável.

Se seguirmos esses princípios com certeza Deus nos fará prosperar na medida certa que Ele tem para cada um de nós.

Então queremos destacar DEZ PRINCÍPIOS que certamente nos ajudarão a sermos bem sucedidos e abençoados. Hoje veremos os três primeiros princípios! 

1 – T R A B A L H O
O trabalho é ordem e bênção, e é o modo correto pelo qual devemos obter nosso sustento.

Gn. 2.15: “Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar”.

Jo. 5.17: “Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”.

A Bíblia é bem clara em mostrar que Deus não abençoa ao ocioso, ao preguiçoso, àquele que não tem disposição e ânimo para trabalhar.

“O que trabalha com mão remissa empobrece, mas a mão dos diligentes vem a enriquecer-se”. (Provérbios 10:4)

 “As mãos preguiçosas empobrecem o homem, porém as mãos diligentes lhe trazem riqueza” (Provérbios 10.4)

2 Tes. 3.10: “Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma”.

(Um testemunho contado pelo Pr. Luciano Subirá)

Rosméri, uma querida irmã de Guarapuava, Paraná, contou-me que, quando se converteu, ela começou a orar fervorosamente para que o Senhor fizesse com que ela ganhasse na Loteria. Mesmo sem ter conseguido nada a princípio, ela foi insistindo, não só no jogo, mas nas orações “para poder ganhar”. Numa certa ocasião, estando já desanimada e cansada de tanto orar, porém sem ver nada acontecer, ela desabafou com Deus, dizendo que Ele não ouvia as suas orações. Então, ela teve uma visão que a marcou muito.

 Ela se viu diante de uma grande cachoeira, bem linda. Também viu o Senhor Jesus na parte de baixo, onde as águas caíam; então ela viu que Ele começou a escalar as pedras daquela cachoeira. Quando Ele chegou lá em cima, ela, sem entender, perguntou: “Jesus, por que o Senhor escalou as pedras? Num piscar de olhos o Senhor poderia estar aí em cima! O Senhor é Deus! Por que subir?” Aí então, Ele olhou para ela, de uma forma muito amorosa e paciente, e respondeu-lhe: “Subir com o seu próprio esforço é mais gratificante. Experimente!”

2 – D I L I G Ê N C I A
Diligência significa ter cuidado, atenção ou dedicação para realizar uma tarefa. Os antônimos da Diligência é são: desleixo, desatenção e negligência.

Colossenses 3:22-24
22 Servos, obedecei em tudo ao vosso senhor segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão-somente agradar homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor.
23 Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens,
24 cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo;

Pv. 22.29: “Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não entre a plebe.

Pv. 13.4: “O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta”.

Pv. 18.9: “Quem é negligente na sua obra já é irmão do desperdiçador”.

Pv. 21.5: “Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva, à pobreza”.


3– P L A N E J A M E N T O.
Organize com cuidado a vida, de maneira a aproveitar ao máximo os recursos que tens.

Pv. 21.5: “Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva, à pobreza”.

Em Provérbios 6:6-8 está escrito: "Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento."

E existe uma frase que diz: "A melhor hora para economizar é quando você tem dinheiro no bolso."

Os sonhos de Faraó que José interpretou: De acordo com o sonho que Deus deu a Faraó, haveria sete anos de fartura no Egito, seguidos por sete anos de fome. José orientou os egípcios a poupar.

1- José guardou um quinto, ou seja, 20% da produção do sete anos de fartura.

2- Os 20% foram suficientes para alimentar os egípcios nos sete anos de escassez.

Duas coisas são importantes incluir em nosso planejamento financeiro:

1- Previdência- Previdência é o ato de prever, com o objetivo de evitar previamente determinadas situações ou transtornos que sejam indesejados para o indivíduo.

2- Economizar- Tem muita gente que acha que o cristão não deve economizar, pois, ao fazer isso, demonstra que não está confiando em Deus para suprir suas necessidades no futuro.

No entanto, não é isso que vemos na Bíblia, pois ela mostra que devemos ser bons administradores do nosso dinheiro.

O bom administrador enxerga o futuro de um modo realista. Ele sabe que tudo pode mudar lá na frente, para pior ou para melhor.

Por isso, é sábio planejar o futuro com a intenção de suprir as necessidades da família, do próprio negócio ou outras coisas. Existem muitas razões porque devemos economizar, e uma delas é explicada por Jesus em Lucas 14:28-30.

"Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’" (Lucas 14:28-30).

O Bom administrador não desperdiça e nem gasta inutilmente os seus recursos.

Após o milagre da multiplicação Jesus mandou que se recolhessem as sobras para que nada fosse desperdiçado, imagine se José não economizasse no tempo das vacas gordas, seus irmãos pereceriam e os judeus deixando de existir, como Jesus viria ao mundo??? Viu como é bom  economizar!!!


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO


segunda-feira, 9 de julho de 2018

PRESERVANDO A FÉ EM TEMPOS DIFÍCEIS



Texto: Miquéias 7:1-9
1 Ai de mim! Porque estou como quando são colhidas as frutas do verão, como os rabiscos da vindima: não há cacho de uvas para chupar, nem figos temporãos que a minha alma deseja.
2 Pereceu da terra o piedoso, e não há entre os homens um que seja reto; todos espreitam para derramarem sangue; cada um caça a seu irmão com rede.
3 As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente; o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, o grande fala dos maus desejos de sua alma, e, assim, todos eles juntamente urdem a trama.
4 O melhor deles é como um espinheiro; o mais reto é pior do que uma sebe de espinhos. É chegado o dia anunciado por tuas sentinelas, o dia do teu castigo; aí está a confusão deles.
5 Não creiais no amigo, nem confieis no companheiro. Guarda a porta de tua boca àquela que reclina sobre o teu peito.
6 Porque o filho despreza o pai, a filha se levanta contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os da sua própria casa.
7 Eu, porém, olharei para o SENHOR e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá.

Introdução: Não é novidade sabermos que estamos vivendo tempos difíceis onde a nossa fé a cada dia que passa tem sido confrontada por pessoas que não tem nenhum temor a Deus e que não estão nem aí com os valores do Reino de Deus. Preservar a fé em um ambiente assim, se torna um grande desafio para os filhos de Deus!

O texto que acabamos de ler, nos fala de um Profeta que enfrentou problemas semelhantes ao que enfrentamos hoje.

Seu nome Miquéias significa: "QUEM É SEMELHANTE A JAVÉ?"

Antes de comentarmos este texto é importante sabermos que o Profeta Miquéias profetizou durante cerca de 40 anos, por ocasião dos reinados de Jotão (739-731 a. c.), Acaz (731-715 a. c.) e Ezequias (715-686 a. c.).

Foi contemporâneo de Amós, Oséias e Isaías.

Era um homem do campo e de origem muito simples, sendo que nem o nome de seu pai é mencionado.

O profeta Miquéias descreve uma época de grande corrupção em todos os níveis da sociedade. Os que estavam no poder eram corruptos e estavam comprometidos apenas em levar vantagens pessoais. Os fundamentos da moral haviam sido destruídos.

A. Os homens de autoridade venderam a justiça, e sem nenhuma vergonha. Eles estavam abertos ao suborno.

1. O príncipe pede recompensa
2. O juiz aceita suborno
3. Os nobres falam abertamente de seus desejos de maldade

B- Aqueles que professavam ser religiosos; a Bíblia diz: "O melhor deles é como um espinheiro" que infectava tudo o que tocava.

Os profetas e sacerdotes estavam corrompidos, eram néscios, egoístas, imorais, ambiciosos e a natureza de suas mensagens era determinada pela quantia que recebiam.

Além disso, a adivinhação, bruxaria, superstição e idolatria prevaleciam.

C. Nos círculos sociais a fé Também não era encontrada.

b. O amigo não era confiável
5 Não creiais no amigo, nem confieis no companheiro. Guarda a porta de tua boca àquela que reclina sobre o teu peito.

c. As famílias estavam em guerra.
6 Porque o filho despreza o pai, a filha se levanta contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os da sua própria casa.

Esta é uma descrição dos últimos dias semelhante ao que Paulo escreveu a Timóteo.
 
Se você ler 2 Timóteo 3:1-4 verá que esses versículos descrevem o tempo em que estamos vivendo agora.

1 Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis,
2 pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,
3 desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem,
4 traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus,

Leia o jornal ou assista ao noticiário da noite. Você verá que políticos que têm dinheiro suficiente, ou conhece as pessoas certas nos lugares certos e que parecem se livrar de qualquer coisa.

Nós nos perguntamos, onde está a justiça para ser encontrada?
 
Você pode ter certeza que as ações e as vidas desses homens são vistas pelo próprio Deus. Chegará o dia da visitação.

“A falsa testemunha não ficará impune; e o que profere mentiras perecerá.” Provérbios 19:9
 
Quando chegou o momento que Miqueias não conseguia encontrar ajuda no seu companheiro, ou em sua própria família a sua fé se voltou para Deus.
 
Três atitudes que levaram a fé de Miquéias se fortalecer em tempos difíceis.

1. Miqueias disse, "Eu, porém olharei para o Senhor" v. 7a
Este texto nos mostra que Miqueias tem um profundo relacionamento com Deus.

Em uma nação que estava voltada para si, para seu prazer, para o seu próprio umbigo, nem pensando em buscar a direção de Deus, em ter um foco definido, Miquéias faz diferente e tem um foco, ele decide manter-se focado em Deus! Esse é o significado de olhar para o Senhor!!!

Lembro-me aqui de outro fato bíblico, registrado em Números 13.

Dez, dos doze espias enviados por Moisés à terra prometida voltaram com um relatório completamente fracassado, dizendo que as cidades eram fortificadas demais, que eles eram como gafanhotos, que haviam gigantes lá… estes homens perderam o foco. Ao invés de olharem para Deus, olharam para os gigantes, olharam para as fortificações. O resultado nós já conhecemos.

Quando mantemos o foco em Deus, nós tiramos os olhos das nossas vontades e passamos a viver pela vontade de Deus.

- Tiramos os olhos do nosso eu, do nosso querer, das nossas fraquezas e passamos a depender mais de Deus, passamos a querer o que Ele quer para nós, a lutar pela força dele.

- Não oramos para mudar a vontade de Deus, mas para que Deus nos mova em direção à sua vontade.

Que os nossos olhos, em todo o tempo, permaneçam olhando para Jesus, “o autor e consumador da fé” (Hebreus 12:2)

Precisamos ser o remanescente fiel que olha firmemente para o Senhor.


2. Miquéias disse: " e esperarei no Deus da minha salvação " v. 7b
Ele fixa seu olhar de esperança no Soberano Pai.

Esperar! Essa é uma palavra conhecida e vivenciada diariamente por todos nós, em um tempo em que a espera significa atraso, perda de tempo..

Mas esperar no sentido empregado pelo profeta deriva da palavra esperança e nos remete ao verbo esperançar.

Esperar no Senhor é o segredo de todo aquele que quer agir segundo o coração de Deus. Precisamos descansar e aprender a depender do Senhor. Precisamos compreender quando é o momento de agir, de esperar pelo Senhor e deixá-lo falar, convencer e transformar as vidas.

Ter esperança é crer que no momento apropriado que Deus sabe qual é, o mal será vencido e transformado em bem. Ter esperança é confiar no Deus que concretiza o esperado. A esperança dá coragem para continuar a lutar e a enfrentar os problemas da vida.

Há um ditado muito comum que diz que “a esperança é a última que morre”. Não é assim na vida cristã. A nossa esperança, a verdadeira esperança, esperança que não se desespera mesmo em meio a crise, esta esperança não morre. Nossa esperança não se baseia numa possibilidade, mas numa certeza. A vida cristã é baseada em certezas, não em possibilidades.

Nossa esperança é a esperança de que, quando estamos com Deus, sempre existe a certeza de um novo dia, seja aqui, na terra, livres das crises, ou do lado de lá, na eternidade, gozando dos privilégios que lá teremos.

"Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças"

3. Miquéias disse: " o meu Deus me ouvirá " v. 7c
Miqueias tem uma certeza em seu coração: o seu Deus o ouvirá. Esta é a linguagem da fé e da comunhão com Deus.

A. Quando a minha fé é fraca, "Deus ouve o meu clamor”.
B. Quando as minhas necessidades são grandes, "Deus ouve o meu clamor”.
C. Quando estou sozinho, “Deus ouve o meu clamor”.

O relato de Marcos 4:35-41 nos mostra que Jesus e os discípulos estavam navegando. Jesus começou a dormir, e de repente, sobreveio grande tempestade. Os discípulos ficaram desesperados e quando viram que Jesus dormia se desesperaram mais ainda e acordaram ao Messias dizendo: “Não te importa que pereçamos?”. Imediatamente Jesus desperta e repreende a tempestade, acalmando o tempo. E logo em seguida pergunta aos discípulos: “Por que não tendes fé?”.

O melhor jeito de lidar com as crises é tendo convicção de que, mesmo sabendo que lá fora ruge a tempestade, está tudo bem porque Jesus está junto no barco.
 
Jeremias 33: 3 - "Clama a mim, e eu te responderei, e te mostrarei coisas grandes e ocultas, que não sabes".

CONCLUSÃO:

Olhar, esperar e clamar ao Senhor são atitudes simples, mas que depende de uma autêntica fé! De uma fé que mesmo em tempos difíceis não abandona o barco. “É melhor estamos na tempestade com Cristo, do que na calma do mar que o diabo nos oferece”  


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO

sábado, 7 de julho de 2018

O GRANDE DIFERENCIAL DOS DISCÍPULOS DE CRISTO!



TEXTO: 1 CORÍNTIOS 13.1-13
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
4 O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,
5 não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;
6 não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;
9 porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.
10 Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.
12 Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.

INTRODUÇÃO: Eu quero começar a Palavra nesta noite falando de uma frase que li e que tem me levado a refletir profundamente sobre o que vos faz diferentes como Igreja:

“Se formos uma igreja que tem como objetivo principal amar e cuidar de pessoas acreditamos que assim estaremos amando e servindo a Deus”.  

Este deve ser o grande diferencial dos discípulos de Cristo, o amor!

Jesus disse: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. (João 13.35)

O que nos faz diferentes das pessoas que não conhecem a Cristo, não é a nossa aparência e nem tão pouco os dons que possuímos, mas o amor!

Ainda que esse texto seja conhecido, viver o amor é um verdadeiro desafio para os cristãos. 

A palavra original do texto, ágape tem muito mais um sentido “experimental” do que “sentimental.”

O amor ágape originalmente significa: “dar-se voluntariamente.”

Sentimentos nem sempre nos levam a tomadas de atitudes, mas a obediência sim.

Quais as lições que podemos aprender deste texto?

I- APRENDEMOS QUE O AMOR É MAIS IMPORTANTE DO QUE CONHECIMENTO.
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.

Existe neste texto explicitamente a ideia do conhecimento humano.

“Falar línguas dos homens” e “Conhecer todos os mistérios e toda a ciência” sugere exatamente a relevância do conhecimento.

O conhecimento humano na época do Novo Testamento era praticamente o maior bem que alguém poderia ter.

Daí surgirem movimentos como o gnosticismo que tentou fazer do conhecimento uma espécie de religião.

Paulo deixa claro que o amor supera o conhecimento.

Conhecimento sem amor é apenas informação, apenas razão, apenas cultura individual.

Quantos há assim: conhecem muito, mas não amam.

Podem até conhecer a bíblia. Podem até saber versos bíblicos ou doutrinas, mas não tem o amor que é capaz de transformar o conhecimento em serviço ao próximo e bom relacionamento com a família e as pessoas ao seu redor.

John Piper faz um comentário interessante sobre 1 Cor. 8:1:

Paulo disse: “O saber ensoberbece, mas o amor edifica”. O conhecimento é suscetível ao orgulho porque é o resultado de obter, e não de dar. O conhecimento é uma possessão. É algo que conquistamos. Por isso, nos inclinamos a orgulhar-nos do conhecimento. Por outro lado, o amor é o ato de dar, e não de obter. O amor não é uma aquisição. Ele nos move para fora. Ele compartilha. Ele pensa visando aos interesses dos outros. Edifica a fé de outros, e não o ego daquele que ama”.

II- APRENDEMOS QUE O AMOR É MAIS IMPORTANTE DO QUE A ESPIRITUALIDADE.

2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.

Paulo cita neste texto dois dons extremamente importantes na espiritualidade dos discípulos: O dom de Profetizar e a Fé para remover montanhas.

Nos dois casos existe um apelo ao exterior. Ao que as pessoas podem ver. As pessoas são atraídas por estes dons.

A fé era o tema religioso mais importante dos judeus. A profecia era uma discussão muito séria na Igreja de Corinto.

Porém, há tanta gente espiritual que não ama. Gente que profetiza e que tem fé, mas que não é capaz de amar e perdoar. Pessoas que agem com ódio e rancor apesar de sentar em um banco de Igreja. São frias e ferem as outras sem pensar. São maliciosas. São maldosas em seu julgamento.

Espiritualidade não substitui amor.


III- APRENDEMOS QUE O AMOR É MAIS IMPORTANTE DO QUE OBRAS.
3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

O texto também fala em “distribuir todos os meus bens entre os pobres” e “entregar o meu próprio corpo para ser queimado.”

Isso é uma iniciativa muito grande. É um sacrifício pessoal elevadíssimo. Poderíamos dizer até que é uma prova de altruísmo.

Na época do novo testamento a caridade era muitíssimo utilizado. Dar esmolas era algo muito bem visto e sofrer por outra pessoa também. Paulo rechaça essa ideia mostrando que apenas a caridade não é o suficiente.

Apenas o gesto não é suficiente: é necessário que haja uma motivação correta para fazer a caridade.

Muitos hoje são capazes de “dar”, mas não movidos pelo amor. Assim é com os espíritas que fazem obras de caridade pensando em termos espirituais de auto-ajuda. Tudo o que damos deve ser por puro amor, sem interesse algum de receber algo em troca.

“Podemos dar sem amar, mas não se pode amar sem dar”. (Amy Carmichael)

O gesto por si nem sempre representa um coração amoroso. Devemos ter motivações nobres, no caso, o amor.

III- APRENDEMOS QUE O AMOR É O CAMINHO PARA A MATURIDADE.

Sabem queridos, existe um tempo em nossas vidas que está tudo certo agirmos como criança, mas precisamos entender que há um tempo em que esta fase de “meninos e meninas” deve passar em nossas vidas.

11 “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino”.

Paulo diz: “Mas logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino”.

Gostei quando ele disse, “mas logo”, ou seja, Paulo entendeu rapidamente que na nova fase, de adulto, não caberia mais alguns comportamentos, e rapidamente acabou com as atitudes de menino.

Neste vamos temos algumas características de meninice espiritual:

1ª O FALAR COMO MENINO.
Conhecemos uma pessoa madura pela maneira como ela se comunica com as pessoas.

Tiago 3:2 diz: “Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.”

Um menino não se preocupa com a sua forma de falar. Todos nós temos que tomar cuidado com o que falamos, pois a vida e a morte estão em nosso falar (veja Prov. 18:21). Que seja então o nosso falar um manancial de benções e não de maldição.

“Maturidade espiritual é quando você aprende a calar, a se afastar, a não se agredir e não agredir.” (Lindalva)

2ª O SENTIR COMO MENINO.
Conhecemos uma pessoa madura pela maneira como ela lida com os seus sentimentos.

Creio que a instabilidade emocional é um sentimento muito presente em crianças. As pessoas com instabilidade emocional se estressam e reagem de forma explosiva e precipitada.

Na psicologia, a instabilidade emocional é uma característica da personalidade, e quem sofre com ela muda constantemente seu estado de ânimo sem causa aparente ou razoável.

O instável não tolera as frustrações, ou seja, se algo não sair como a pessoa quer, ela solta uma série de respostas emocionais e comportamentais muito intensas e extremas, como a raiva, a agressividade, seja consigo mesma ou com os demais…

Fé não é sentimento. É certeza, convicção. Por meio dela, nosso espírito tem acesso a Deus e ao mundo espiritual.

Observemos a firmeza da fé nas palavras do apóstolo: “Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus…” (Rm. 8.28). Paulo não disse: sentimos ou vemos, mas sabemos. É algo claro, concreto e inabalável. Se Deus disse algo, nós sabemos que isso é realidade. Não dependemos de sentir ou ver alguma coisa.

Quando Jó estava mergulhado em sua tribulação, ele disse: “Eu sei que o meu Redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra.” (Jó 19.25.) Se Jó fosse depender de seus sentidos e sentimentos, estaria perdido.

3ª O PENSAR COMO CRIANÇA.
Conhecemos uma pessoa madura pela maneira que ela lida com os seus pensamentos.

Uma pessoa imatura é como uma criança que não desenvolveu em sua mente um discernimento ou uma percepção clara do que é certo e errado.

“Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos”. ( 1 Co. 14.20)

NVI “Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos.” 1 Cor. 14:20

CONCLUSÃO:

12 Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.

Corinto era conhecido pelos seus espelhos produzidos com metal polido. Ainda que fossem capazes de refletir a imagem de quem olhava para eles, o que viam não era a expressão exata da realidade.

Nesse tempo, enquanto aguardamos o retorno de Cristo, tudo o que vivemos, sabemos ou sentimos é parcial.

O conhecimento pleno se dará quando o Salvador voltar. Contudo, o crescimento no amor tornará nossa compreensão cada vez maior, até que chegue o tempo, no reino de glória que o Senhor trará, em que conheceremos na mesma proporção em que somos conhecidos.  

13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO

sexta-feira, 6 de julho de 2018

O VALOR DO SILÊNCIO (3ª Parte)



“Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”. Tiago 1:19

Hoje vamos refletir sobre o valor do silêncio em nossos relacionamentos. Quando silenciamos nós temos a capacidade de aprender e motivar os outros a repartir o coração, por isso, ouvir é uma arte.

Na verdade, o silêncio é o equilíbrio dos diálogos. Uma pessoa sábia não interrompe quando outra pessoa está falando. Quantas vezes nós fizemos isto? Escutamos, mas não ouvimos de fato. Antes mesmo de o outro terminar de falar já articulamos a nossa réplica.

Aprender a silenciar no tempo certo é sinal de prudência, de sabedoria. Tiago já nos ensina: “O homem seja pronto para ouvir (silêncio), tardio para falar e tardio para se irar” (1.19).

Tenho percebido que na maioria das vezes invertemos totalmente esta ordem. Somos prontos para falar e irar e em último caso, ouvimos. Em razão disso a Palavra nos adverte: “No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente”. Prov 10:19

O silêncio sugere um tipo de comunicação eficiente que é a não verbal. Comunicamos com os olhos, a face e com as mãos. “A alegria do coração ilumina todo o rosto, mas a tristeza da alma abate todo o corpo”. Prov. 15:13

Como uma forma de comunicação temos que tomar o cuidado de não usar o silêncio de forma negativa, como aquele famoso “gelo” que damos a alguém que nos magoou. Usar o silêncio como uma forma de desprezar o outro não é a melhor atitude a ser tomada.

Use o silêncio de maneira positiva. Ele nos ajudará a não banalizar a palavra, nem tão pouco a ferir as pessoas com as famosas “alfinetadas”.

A palavra pode ser mal-usada, mascarada e empregada para a dissimulação. É por isso que os sábios sempre ensinaram que só devemos falar alguma coisa quando as nossas palavras forem mais valiosas que o nosso silêncio.

PARA PENSAR:
“Saber ouvir e saber calar: nisto consiste o supremo valor do silêncio. Ouvir, silenciar, pensar, falar, silenciar e pensar outra vez evitaria muita coisa dita em vão. Por falar apenas e pouco pensar, pessoas cometem erros difíceis de reparar depois. E por ouvir tanto menos do que pensam, piores erros cometem ainda…”  (Augusto Branco)

PARA ORAR:
”Senhor, ensina-nos a falar somente o necessário, somente o que edifica, somente o que traz vida. Que a nossa boca não seja tão somente uma fonte de bênçãos”


PARA PRATICAR:
Treine os seus ouvidos para ouvir. Assim como é preciso treinar os ouvidos para aprender a discernir timbres, tons e efeitos em uma música, também precisamos treinar para começar a realmente ouvir as pessoas. Comece treinando em sua própria casa.


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO.




quinta-feira, 5 de julho de 2018

O VALOR DO SILÊNCIO (2ª Parte)



“Tornando [Pilatos] a entrar no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta”. [João 19.9]

Ao estudarmos a vida de Jesus concluímos que a comunicação era sempre intensa em seu ministério. Jesus pregava, ensinava, exortava, repreendia e até debatia. Contudo, houve algumas situações onde ele se calou. E nestes momentos, percebemos o valor do silêncio.

Diante dos acusadores da mulher ‘pega’ em flagrante adultério, Ele silenciosamente escrevia na areia. Com o silêncio, Jesus falou bem alto à consciência daqueles acusadores.

Quando Pedro o negou, o Senhor só olhou para ele. O olhar (silêncio) do Mestre bastou para desencadear em Pedro uma profunda consciência de pecado e arrependimento.

No momento mais difícil da sua vida Ele se calou. Como um cordeiro não abriu a sua boca (Isaías 53:7), não proferiu palavra alguma para se defender da morte violenta que o aguardava em poucas horas, mas simplesmente confiou na justiça do Pai.

Quais lições podemos aprender com o silêncio de Jesus?

Em primeiro lugar, APRENDEMOS QUE O SILÊNCIO É PEDAGÓGICO.

É como diz aquele cântico: “Foi no calvário que ele sem falar, mostrou ao mundo inteiro o que é amar”. Por amor devemos aprender a nos calar, nos sacrificar e nos doar. Não existe melhor linguagem do amor do que a atitude silenciosa. Palavras são importantes, mas a atitude é sublime.

Em segundo lugar, APRENDEMOS QUE O SILÊNCIO É TERAPÊUTICO.

Por isso mesmo Jesus preferiu abrir mão de seus direitos, para curar e salvar a humanidade. O silêncio ajuda a cicatrizar feridas inclusive da alma. Por isso, estar ao lado de alguém doente é mais importante do que mil sermões! Vale lembrar que pelas suas pisaduras fomos sarados. Is. 53:5

Em terceiro lugar, APRENDEMOS QUE O SILÊNCIO É RENOVADOR.

Jesus era sempre muito procurado e envolvido por multidões, “mas ele se retirava para os desertos, e ali orava.” Lucas 5:16.  Ele buscava o silêncio do deserto para ter comunhão com o Pai se renovando para a Sua missão.

Amados, fiquemos em silêncio e aguardemos a resposta dos Céus, ao invés de reclamar, gritar ou brigar, fiquemos de boca fechada, como diz a bíblia em relação ao nosso mestre: "...Como ovelha muda não abriu a sua boca...", Quer exemplo melhor que este?



PARA PENSAR:
“Silêncio é trabalhar na dependência de Deus, o Pai, como fez o Senhor Jesus”.


PARA ORAR:
Oremos para que o Senhor acalme o nosso coração diante dos gritos e pressões do nosso dia a dia.

PARA PRATICAR:
Proponho que hoje você entre em seu quarto e feche a porta para estar a sós com Jesus. Peça ao Senhor que renove tuas forças e fique pelo menos 15 minutos sem nada dizer. Não esqueça de desligar o seu celular!


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO


quarta-feira, 4 de julho de 2018

O VALOR DO SILÊNCIO (1ª Parte)



“Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR.” Lamentações 3:26

Não sei quanto a você, mas sou do tempo em que os pastores durante o culto levavam a igreja a um momento de oração silenciosa. Aquele era um momento de introspecção que nos levava ao reconhecimento e confissão de nossos pecados.

Estes momentos se tornaram raros em nossos cultos, pois fomos influenciados por uma nova geração tão barulhenta que não suporta o silêncio.

Não sou contra a alegria e exaltação na adoração a Deus, mas, como precisamos aprender a ficar em silêncio nas diversas circunstancias da nossa vida! Silenciar no devido tempo é uma atitude de sabedoria.

O profeta Jeremias percebeu o valor do silêncio em uma época de muita turbulência social e de angústia para o povo de Deus no cativeiro. Principalmente para os mais jovens aquele momento era quase insuportável. Possivelmente eles gritavam de desespero e revolta.  Por isso o profeta diz as seguintes palavras a eles:

“Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade. Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Deus pôs sobre ele; ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança”. Lam. 3:27-29

O silêncio aqui é uma forma de confiança no Senhor. Diante da dor, nós temos uma das reações: murmurar ou ficar em silêncio confiando totalmente no Pai Soberano.

Maria também, quando recebeu a visita do anjo Gabriel que lhe revelou a sua missão de ser a mãe do Salvador do mundo, guardou em seu coração a revelação. (Lucas 2:19) Ela não saiu por aí falando ao quatro cantos o que o anjo lhe disse.

O seu silêncio revelava prudência e sabedoria. Maria era uma pessoa discreta, reservada, modesta.

O silêncio é terapêutico, pois aguça a audição enquanto o barulho a compromete. Ele permite que eu aprenda mais e ouça a voz de Deus!

Psiu! Deus quer falar contigo!


                                                                                  
PARA PENSAR:

O silêncio prepara-nos para um novo encontro com Deus. No silêncio, a Palavra de Deus pode atingir os recantos escondidos dos nossos corações.

PARA ORAR:

“Senhor, ajuda-me a ficar em silêncio diante de Ti para que eu escute a Tua voz a me chamar, consolar e me orientar. Que neste tempo o Senhor renove em mim a esperança”.

PARA PRATICAR:

Procure um lugar silencioso para estar na presença de Deus. Quem sabe você consiga um lugar bem distante das pessoas e próximo à natureza. Essa é uma boa ideia!  


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO