segunda-feira, 21 de novembro de 2016

GRATIDÃO X INGRATIDÃO Qual a nossa atitude?


Lucas 17.11-19

11 De caminho para Jerusalém, passava Jesus pelo meio de Samaria e da Galiléia.
12 Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos,
13 que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós!
14 Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados.
15 Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz,
16 e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano.
17 Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?
18 Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?
19 E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.

Introdução: Eu gostaria de compartilhar contigo nesta noite uma palavra sobre GRATIDÃO por ser hoje o dia de Ação de Graças!

Antes de entrarmos no texto da Palavra de Deus eu quero compartilhar uma pequena história que eu li a respeito da INGRATIDÃO.

Certa vez um rapaz estava com o pé preso na linha do trem, quando este se aproximava rapidamente para atropelá-lo. 

Desesperado, começou a orar e prometer um monte de coisas para Deus, de pecados que abandonaria até às bondades que faria.

Ele prometeu ser um santo, ser fiel a Deus e frequentar a igreja assiduamente, até que, em meio ao pânico, seu pé se soltou  milagrosamente dos trilhos.

Quando ele se vê livre, sai correndo da linha do trem, olha pra cima e diz:

“Pode deixar, Deus, não se preocupe mais, pois eu já consegui me soltar sozinho!”

AS PESSOAS INGRATAS TÊM SEMPRE A MANIA DE PENSAR QUE CONSEGUEM TUDO SOZINHAS.
                                                                     
Todos nós sabemos irmãos que a ingratidão é uma característica própria do ser humano.

A natureza humana é ingrata desde o jardim do Éden quando os primeiros seres humanos não agradeceram pelas milhares de frutas que podiam comer e só quiseram aquele fruto proibido (Gênesis 3.1-8).

No entanto, como cristãos não podemos aceitá-la como normal, pois todos nós somos dependentes uns dos outros, sobretudo, dependentes de Deus.

Como é doloso ser tratado com ingratidão por pessoas que amamos!

Uma pessoa ingrata nunca se satisfaz, sempre quer mais. Jesus fez tudo por nós e também enfrentou a ingratidão.

No texto de nossa mensagem, Jesus está de viagem para Jerusalém. O caminho do vale do rio Jordão era o mais seguro e usual entre os judeus, para se fazer tal percurso.

Porém, ao invés de seguir para o sul, indo diretamente para Jerusalém, Jesus escolhe ir pela região leste passando por Samaria e Galileia.

Jesus e seus discípulos entram em uma região aberta em que havia pequenas aldeias, constituídas em sua maioria por pessoas excluídas da convivência social, por motivos de saúde física ou religiosa, no caso aqui, os leprosos.

Praticamente ninguém passava por aquele caminho, pois, se entrassem ali, os judeus seriam considerados contaminados e impuros também.

MAS JESUS MODIFICA O SEU TRAJETO E VAI PROPOSITALMENTE AO ENCONTRO DAQUELES QUE ESTAVAM ABANDONADOS E DEIXADOS À SUA PRÓPRIA SORTE. E ELE CONTINUA FAZENDO ISSO HOJE! ALELEUIA!

É interessante ver que os dez leprosos, conforme o versículo 13 pararam longe de Jesus, conforme a lei. A lei mandava que eles mantivessem uma distância mínima de quinze metros de uma pessoa sadia.

“e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós”

14 Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados.

TODOS ELES ALCANÇARAM A CURA QUE JESUS DECLAROU!

Contudo apenas um voltou “dando glória a Deus em voz alta” (v.15).

16 “e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano”.

Qual a diferença entre os 9 leprosos ingratos e o único leproso grato?

Qual a diferença de uma pessoa que tem gratidão para uma pessoa ingrata?
A diferença é que os nove leprosos ingratos foram seguir sua vida e não votaram para a agradecer, também não receberam nenhuma bênção mais, somente aquela cura.

Já o leproso grato, voltou e Jesus lhe disse: “levanta-te e vai, a tua fé te salvou”, ou seja, recebeu além da cura, recebeu a salvação.

Quando somos gratos, Deus sempre tem algo mais para nos dar.

Você tem sido Grato a Deus e às pessoas?

Vamos ver algumas características da gratidão e da ingratidão:


1- GRATIDÃO É APROXIMAÇÃO E INGRATIDÃO É DISTÂNCIA.
16 e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano.

A primeira característica da ingratidão é a distância, pois a pessoa ingrata não consegue se aproximar e deixar-se tocar por aquele que lhe dá o dom da vida.

O ingrato pode receber um grande benefício e mesmo assim, se mantêm distante daquele que o ajudou.

Perceba que agora o Samaritano que havia sido curado estava prostrado aos pés de Jesus! Ele queria estar mais perto de Jesus!!!

Isso me faz lembrar do Hino: Mais Perto Quero Estar!

Mais perto quero estar
Meu Deus, de ti
Ainda que seja a dor
Que me una a ti,
Sempre hei de suplicar
Mais perto quero estar
Mais perto quero estar
Meu Deus, de ti!

Ser Grato é aproximar-se para sempre daquele que é o autor da vida! Ser Grato é ter Jesus de perto e estar perto de Jesus!

Efésios 2:11-13

11 Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas,
12 naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.
                   
2- GRATIDÃO É LEMBRAR E INGRATIDÃO É ESQUECER.

Outra característica da ingratidão é o esquecimento. Os nove leprosos ingratos tenham se esqueceram de Jesus!

E creio que esqueceram até que eram leprosos.

Para o único leproso grato, o rosto de Jesus era inesquecível e procurou saber onde Jesus estava para agradecer.

A pessoa ingrata não se lembra do benefício lhe foi feito.

Sua mente é bloqueada para não lembrar o que recebe de bom, mas o que acontece de ruim se lembra todos os dias mesmo que tenham se passado anos.

A mente da pessoa ingrata não consegue se lembrar por que está sempre ocupada pesando em si mesmo e só quer mais.

Salmo 103:2 “Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios”.

(Precisamos lembrar o que o Senhor nos fez)

A bíblia diz em Deuteronômio 8:17-18 "Não digas, pois, no teu coração: a minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque ele que te dá força para adquirires riquezas"

(Precisamos nos lembrar do Senhor)


3- GRATIDÃO É EXPRESSÃO E INGRATIDÃO É OMISSÃO.

O ingrato se cala diante do que recebe de bom! Ele não é capaz de expressar nenhuma palavra de gratidão, ou um sorriso, ou um abraço!

Existem pessoas que acham que a vida lhe deve e muito. E por mais que Deus as abençoe ou mesmo os seus familiares e amigos lhe façam coisas boas, não são capazes de valorizar nem a Deus e muito menos as pessoas ao seu redor!

A pessoa grata não fica em silêncio, mas diz ‘muito obrigado’ por qualquer coisa que recebe.

Os nove leprosos ingratos chegaram gritando pedindo para ser curados (v.13), mas depois não falaram nada.

O único leproso grato que voltou “dando glória a Deus em voz alta”  foi o samaritano!

Não adianta apenas lembrar o que você recebeu de bom, é preciso também expressar-se para que a pessoa saiba.

Você tem falado palavras de gratidão ou tem se calado?

Expresse seu agradecimento em palavras e atitudes concretas!

Exercite a gratidão!

-CONCLUSÃO:

Precisamos lutar contra nossa natureza carnal e ingrata. Para isso podemos guardar as palavras deste sermão e exercitar estas três ações:

Gratidão é APROXIMAR
Gratidão é LEMBRAR
Gratidão é EXPRESSAR

Não seja distante, esquecido e mudo. Diga sempre “Obrigado Senhor”



Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista em Catalão-GO



sábado, 12 de novembro de 2016

O FRUTO DO DOMÍNIO PRÓPRIO


“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”. ( Gálatas 5:22-23)

Quebra Gelo: Qual é a sua comida preferida?

Introdução: Hoje estaremos encerrando o estudo sobre o Fruto do Espírito. O último gomo do fruto é o domínio próprio. Toda vez que penso sobre este assunto, logo me vem na memória a história de Daniel e seus amigos que ao serem levados para a Babilônia se recusaram a comer as finas iguarias do rei Nabucodonosor passando um por um período experimental de dez dias (Daniel 1:10), comendo apenas legumes e bebendo água. Ao fim deste prazo, eles estavam com melhor aparência e estavam mais robustos do que todos os outros jovens que comiam o cardápio real. Talvez você diga; isso é que é domínio próprio! Na realidade este foi apenas o teste inicial; a verdade é que eles ficaram sem comer destas iguarias por três anos (vs 5). Com certeza para se manterem fieis a Deus eles tiveram que ter muito domínio próprio.

1- O QUE É DOMÍNIO PRÓPRIO?
O termo grego é “egkrateia”, cuja raiz “kratos” significa “ter domínio sobre”, “exercer poder sobre”, “ter autoridade sobre”. O termo se relaciona à autoridade sobre os desejos carnais, como o sexo impuro, a glutonaria, a bebedeira e a conversa vã. Remete à pessoa que sabe conter-se, que sabe controlar a língua, olhos, mãos, ouvidos, pés e o corpo como um todo. Trata-se de alguém que não é vencido pelo pecado, pois “de quem alguém é vencido, do tal se torna escravo” (2 Pedro 2.19). Quem é vencido pelo pecado se torna escravo do pecado. Nós, porém, libertos do pecado por meio do sacrifício de Jesus, devemos viver em santidade, como pessoas que têm domínio sobre o corpo e sobre as vontades. Esse fruto exige de nós uma autodisciplina, um vigiar constante principalmente nos momentos em que somos tentados a agir no calor da emoção; vem da atuação direta do Espirito Santo na alma do cristão, e é impossível ao ser humano por si só, obtê-lo e exercê-lo permanentemente.

2- TRÊS TÁREAS ESPECÍFICAS PARA DOMINAR.
“porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo”. 1 João 2: 6
Amar as coisas do mundo (sistema) é um perigo constante que cerca os cristãos. Isso significa que o cristão não pode amar o sistema moralmente corrupto desse mundo, ou seja: gostar, querer, praticar, se igualar e fazer o que a sociedade, que está sob o domínio Satanás faz. Por isso, João declarou: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno” 1 João 5:19. Estas três áreas que vamos abordar fazem parte deste sistema maligno. Em um sentido amplo a palavra concupiscência significa qualquer desejo, ou cobiça, ou anseio por fazer ou ter coisas que são pecado e desagradam a Deus, se enquadram no significado dessa palavra.
2.1- A Concupiscência da Carne - Refere-se a qualquer desejo que incita alguém a alimentar a natureza sensual da carne (imoralidade, embriaguez, glutonaria, etc.). O fruto deu "água na boca" de Eva, mesmo sendo ele um fruto proibido. Ela nos incita a procurarmos satisfação no prazer do pecado, e não no Senhor.

2.4- A Concupiscência dos olhos- diz respeito àquelas tentações que apelam para os desejos ambiciosos dos homens de obter e possuir (roubo, avareza, etc.) O indivíduo corre desenfreadamente atrás daquilo que ele não trouxe para este mundo e nem vai levar. “Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele”. (1 Tm 6. 7).

2.5- A Soberba da Vida- A soberba é o desejo de posição. É querer estar acima de todos. O orgulho fica latente no coração humano de tal forma que o derruba fatalmente, pois a bíblia diz: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda." Prov. 16:18. Alguém disse certa vez que uma grande virtude em nossas vidas é "quando sentimos que somos o maior de todos os pecadores e o menor de todos os santos". A soberba da vida afeta as seguintes áreas de nossas vidas:
(a) As nossas emoções- Como Caim que matou o seu irmão por inveja e não dominou a sua raiva. Deus chegou a adverti-lo: “Então, lhe disse o SENHOR: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito! Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.” Gn 4:6,7
(b) As nossas palavras- Um aspecto específico do domínio próprio é o controle da língua. Tiago disse: “Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo” (Tiago 3:2). Como é difícil dominar a língua! Quantos casamentos são destruídos por palavras não refletidas? Quantas pessoas sofrem sequelas a vida toda por causa das palavras que os pais soltaram sem pensar? Quantas guerras começam por causa das línguas soltas de líderes de nações? Deus ensina a importância do controle das nossas línguas para evitar estes e outros estragos. “O que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína” (Prov. 13:3)
Que possamos orar como o Salmista: “Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão”. Sl 19:13

CONCLUSÃO: Devemos estender este domínio próprio a todos os aspectos das nossas vidas. Num mundo que incentiva a sensualidade, as coisas materiais e o orgulho, o discípulo de Cristo precisa exercer controle dos seus desejos e impulsos. Não devemos ceder às tentações da carne, nem devemos ser pessoas impetuosas ou inclinadas à raiva.


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O FRUTO DA MANSIDÃO


“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”. ( Gálatas 5:22-23)

Quebra Gelo: Diga uma coisa que o “tira do sério” ou faz “perder a cabeça”.

Introdução: Hoje falaremos sobre a mansidão como mais um dos gomos do fruto do Espírito que é fundamental ao nosso bom testemunho diante das pessoas que convivem conosco. Sem dúvida alguma, o maior exemplo de mansidão está no Senhor Jesus. Ele disse: “aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração...” Mt 11.29b. A mansidão é também a terceira bem-aventurança ensina por Jesus em seu sermão da montanha: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” Mt 5:5.

1- O QUE É MANSIDÃO?
O termo grego empregado em Gl 5.23 é “prautes” e significa no português: manso, modesto, tranquilo, gentil, simples, calmo, brando. Mansidão é aprender como reagir a críticas, rejeição ou a males que nos são feitos, não com violência ou autodefesa ou qualquer tipo de postura hostil; pelo contrário; ser manso é responder com brandura, sem ira, sem amargura, na verdade por estarmos realmente cientes de que somos tão imperfeitos, humanos e falhos quanto todo mundo.

2- O QUE NÃO É MANSIDÃO?
2.1- Mansidão não é auto-depreciação. Existem “irmãos” que vivem dizendo: Eu não sou nada, sou menos que um verme; não olhe para a minha vida, etc...Isto não é mansidão, e sim, falsa humildade! O apóstolo Paulo se colocou até mesmo como uma referência à igreja dizendo: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” 1Co 11:1.

2.2- Mansidão não é Omissão. Não é fugir deliberadamente de um conflito para não se incomodar. Tem pessoas que dizem: “Faço qualquer coisa para não entrar numa briga”. No entanto, deixam de dar sua contribuição para resolver o conflito ou corrigir uma situação. Paulo escrevendo ao jovem pastor Timóteo disse: ”Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.” 2 Tm 2:24-26.

2.3- Mansidão não é apatia ou relaxo. Há pessoas que sofrem agressões, não reagem, mas ficam depois lamentando com os outros, para que tenham pena dela ou tome partido a seu favor. Há outros que se vestem mal para parecerem humildes e espirituais ao outros. Isto é uma forma velada de orgulho e dissimulação e não de mansidão. Li um pensamento que reflete bem isso: “Pior do que a falta de humildade e a falsa humildade que leva a pessoa a se sentir orgulhosa de estar agindo de modo humilde”. O falso manso pode até passar para as pessoas uma “boa” imagem de humildade, mas diante dos olhos do Senhor, não tem como esconder sua real motivação. “O SENHOR é excelso, contudo, atenta para os humildes; os soberbos, ele os conhece de longe”. Salmo 138:6

3- AS CARACTERÍSTICAS DA MANSO.

3.1- O Manso é uma pessoa ensinável- O orgulho é o maior obstáculo para que as pessoas se tornem ensináveis; ele as mantém fechadas para a possibilidade de outras pessoas terem alguma coisa para lhes ensinar. Ser discípulo é ser constantemente ensinado. Ser ensinável é estar motivado para aprender. É estar quebrantado pelo Espírito Santo de tal maneira que ficamos sensíveis à sua direção e orientação. “Prontos a aprender com as provas, dificuldades e com as pessoas”. ( 1 Samuel 3:10)

3.2- O Manso é bom ouvinte e comedido nas Palavras- O Manso é sempre cuidadoso para ouvir e para falar:  “Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tiago 1:19-20). O ditado popular: “Falar é prata, escutar é ouro” reflete essa verdade preciosa. “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um." Colossenses 4:6

3.3- O Manso é uma pessoa cordial- “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”. Rom. 12:10 É inconcebível um cristão mal educado, que não sabe pedir, por favor; toca em assuntos em hora errada; deixa as pessoas em situação difícil; etc... Ser uma pessoa cordial faz parte de um aprendizado. Não nascemos cordiais, corteses, educados… Tornamo-nos! A cordialidade é uma afeição sincera, um jeito de ser que permeia as atitudes e o trato com as pessoas com a força do coração. A cordialidade se constrói numa busca sincera e adequada de agir com delicadeza e educação, sem perder o contato com a verdade.
Na palavra cordial temos o radical latino ‘cor, cordis’ (coração), o que designa um modo de ser e agir que passa pelo coração, ou seja, ações permeadas pelo amor, pela sensibilidade. O Espírito Santo nos transforma em pessoas assim!

Pensamento: “O manso é alguém cujo coração foi tratado a tal ponto que deixou de agir como escravo; tornou-se príncipe. Ele encontrou um tesouro verdadeiro em seu coração, em seu caráter. Essa é a verdadeira força. Então o manso descobre que é capaz de vencer e subjugar inimigos antes invencíveis como a ira e a murmuração. Ele é feliz porque encontrou descanso em Deus”.


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O FRUTO DA FIDELIDADE


“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”. ( Gálatas 5:22-23)

Quebra Gelo: Duas perguntas: (1) Você tem experimentado a fidelidade do Senhor em sua vida, em seu ministério, em sua família? (2) Você tem sido fiel com Deus e com as pessoas da mesma maneira que Ele tem sido fiel com você?

Introdução: A fidelidade é mais um gomo do fruto do Espírito que o Senhor deseja encontrar em Seu povo. “Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que estejam comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá”. (Salmo 101:6) A fidelidade é uma virtude que sempre é recompensada por Deus. “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei...” (Mateus 25:21).  

1- O QUE É FIDELIDADE?
Para entendermos bem o significado da fidelidade requerida de nós por Deus, podemos usar uma figura do mundo dos esportes. No atletismo, há dois tipos de corredores: uns são especialistas em corridas de curta distância, como os velocistas, e outros em corridas de longo percurso, como os maratonistas. O velocista é corredor de explosão. O maratonista é corredor de regularidade e resistência.
O início da vida cristã se compara à explosão de uma corrida de 100 metros. No entanto, o prosseguimento da vida cristã se assemelha a uma corrida de longa distância, com um percurso longo. A salvação por Jesus nos põe na pista; a fidelidade a Jesus nos mantém nela.
Mas o que significa ser fiel? Ser fiel é ser digno de confiança; leal e firme na devoção e no compromisso; constante na fé. Fiel é quem não duvida de Deus e que segue os seus mandamentos a risca (Salmo 119:4).

2- AS TRÊS DIMENSÕES DA FIDELIDADE.

2.1- A EXCLUSIVIDADE- A exclusividade é um requerimento básico de Deus no nosso relacionamento com Ele. Josué destaca a natureza desta exclusividade (Js 24.14-15). É este o tipo de fidelidade como exclusividade que Deus espera de nós. É esta a disposição que Deus espera de nós, a de servir somente a Ele. Ser fiel, portanto, é ter, no discurso e na prática, Deus e Seu reino como nossa primeira e única escolha. Queremos realmente seguir a Ele? Qual é a nossa resposta? Elias fez a mesma pergunta direta ao povo de Israel: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o”. O comentário do autor bíblico é muito revelador: “O povo nada respondeu” (1Rs 18.21) ao profeta.

2.1- A VERDADE- Penso que nada ilustra melhor a ideia de fidelidade enquanto verdade, do que uma balança. Quando você vai à feira, por exemplo, se pergunta se um quilo pesa mesmo um quilo. Para nos enganar, as balanças têm que parecer verdadeiras. Quanto mais parecem, mais nos enganam. Por isto, um dos sinônimos para verdade é a sinceridade.
O autor de Hebreus fala disto quando diz, “aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé” (Hebreus 10:22). Não só devemos buscar a Deus com fé, devemos fazê-lo em sinceridade. Sinceridade é ser honesto, transparente consigo mesmo e com o outro.  
Na vida do cristão não pode haver falsidade ou mentira. Só podemos fazer diferença neste mundo servindo a Deus em verdade. (veja Fp. 2:15).

2.3- A REGULARIDADE- Também na vida cristã há pessoas que oscilam entre a euforia e a apatia. Em 2 Tessalonicenses 3:5, Paulo diz: “Ora, o Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus e à constância de Cristo.” É impressionante vermos tantas demonstrações de inconstância na igreja.
O pior é que o inconstante não consegue alcançar as bênçãos de Deus. Por isso Tiago disse: “Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos.” (Tg 1.7,8). Há pessoas que parecem uns vendavais de tão animados. De repente, somem. Há alguns que começam a trabalhar na obra de Deus, mas por alguma razão desistiram pelo caminho.
Fidelidade é regularidade. Não adianta ler a Bíblia toda em um mês. O verdadeiro crescimento virá com a leitura constante, cuidadosa, meditativa, realizada anos após anos. É um investimento para a vida toda.
Não adianta passar dias e noites orando. Isto pode ser próprio para um momento, mas o crescimento virá com aquela oração “sem cessar” (1Ts 5.17) ao longo de toda a vida, num prosseguimento constante. A nossa natureza tende para a irregularidade, para a impaciência e para a desistência. Por isso precisamos muito de regularidade!

CONCLUSÃO: A fidelidade mostra que o cristão é uma pessoa fiel em sua palavra e promessas; alguém confiável ou em quem se pode confiar. Na verdade, um cristão fiel é uma pessoa em que Deus confia.
O cristão deve ser fiel como pessoa; fiel como um vizinho, amigo, pai, cônjuge e como filho. O cristão deve ser fiel em seus contratos; fiel em sua palavra e fiel às suas promessas. Ninguém que não seja assim fiel pode ser um bom cristão.

Pensamento: “Ser fiel a Deus é mais do que participar de reuniões que falam do nome dele, é antes de tudo um principio que deve nortear nosso caráter, é saber que a maior prova da fidelidade está em viver uma vida que agrade a Ele quando estamos sozinhos, quando estamos entre os amigos não cristãos, quando estamos em lugares em que só há um cristão ali: você!”. (autor desconhecido)


Pr. Gilberto Oliveira Rehder

Igreja Metodista Catalão-GO

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O FRUTO DA BENIGNIDADE E BONDADE



“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”. ( Gálatas 5:22-23)


Quebra Gelo: Conte para o grupo o que você sentiu por ter feito o bem a uma pessoa.

Introdução: Hoje vamos abordar não apenas um, mas dois gomos do Fruto do Espírito que são a benignidade e bondade. Embora seja termos bem parecidos veremos que há diferenças significativas.

1- O QUE É BENIGNIDADE E BONDADE?
Uma boa ajuda para que você entenda o que é benignidade, é ver o seu antônimo. O oposto de benignidade é malignidade, aquele que não é benigno é maligno. O contrário de bondade é maldade, ou seja, aquele que não é bom é mau! Tanto a malignidade como a maldade, procede do coração do homem como consequência do pecado original. (Rm 5:12)
É importante saber que a malignidade e maldade são interiores, estão ligadas ao coração do ser humano. Por isso Jesus disse: “Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios, a cobiça, as maldades, o dolo, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a insensatez; todas estas más coisas procedem de dentro e contaminam o homem”. Marcos 7:21-23.  Apesar de sermos maus, ainda sim podemos fazer o bem. Por isso Jesus disse: “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?” Mateus 7:11.
Mas há uma diferença essencial sobre a bondade praticada por aquele que recebeu a salvação pela graça, daquele que não a recebeu. O homem natural (que não é salvo) quando faz o bem, o faz por interesse próprio e se gloria de suas obras achando que por meio delas alcança a salvação (Veja Gálatas 2:8-10). O homem espiritual (salvo em Cristo) quando faz o bem, não o faz por interesse ou glória própria; ele o faz para a glória de Deus como gratidão por ter sido salvo por Cristo.
“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus”. 1 Cor. 10:31    
 
2- DIFERENÇAS ENTRE BENIGNIDADE E BONDADE.
Existe uma grande diferença entre benignidade e bondade, embora sejam termos bastante parecidos.
2.1 - Benignidade é a disposição em ser bondoso com o próximo. Significa excelência de caráter. Ser benigno implica em agir a favor de outro, independente de quem ele seja ou o que faça. É algo que vem de dentro, é um sentimento divino, puro e honesto. O “sujeito” pode ser bom até que lhe magoem, o benigno mesmo sendo magoado continua fazendo o bem.
Uma vez li de um autor desconhecido acerca da bondade e da benignidade ele se expressou desta forma: “Se eu tiver fome e você me der pão para eu comer isto é bondade, mas se você passar geleia nele isto é benignidade”.
2.2 - A Bondade faz o que é certo muitas vezes, é a ação de ser bom, gentil e reto para com o próximo.
Devo pensar benignamente e agir com bondade, mas a benignidade faz de coisas simples, especiais.  A benignidade vai além de interesses próprios, ou do que é certo, ultrapassa aquilo que é normal; pois enxerga com os olhos do coração. Jesus nos ensinou o que é benignidade em Mt.5:44: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem...” Antes de agir com "bondade", devemos pensar com benignidade. Só assim agiremos com menos egoísmo e hipocrisia. Ser bom é ser passageiro, mas ser benigno é "ser eterno".

3- MANIFESTANDO A BENIGNIDADE E BONDADE.
3.1 – Através de nossas palavras: “O Senhor Deus me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem”. Isaías 50:4 (Veja Efésios 2:29)

3.2- Através de nossas atitudes: “Aparta-te do mal, e faze o bem: busca a paz, e segue-a”. Salmo 34:14.  Não devemos pagar o mal com o mal, devemos vencer o mal com o bem (Rm 12:17-21, I Ts 5:15); não julgar o irmão ( Mateus 7:1) e não falar mal do irmão (Tiago 4:11). Provérbios 24:17-19 e 25:21,22 diz para não nos alegrarmos com a queda de inimigos, nem devemos nos indignar por causa dos malfeitores e que se nosso inimigo tiver fome ou sede, temos que dar de comer e de beber.

3.3- Através de nossas boas obras: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”. Mateus 5:16. As Escrituras têm muito a dizer sobre as boas obras. Somos "criados em Cristo para as boas obras" (Gl 3:10). Os crentes devem ter o cuidado de mantê-las (Tito 3.8); os ricos devem ser ricos em boas obras (1 Timóteo 6:18) e até mesmo os irmãos pobres podem ajudar os mais pobres sendo ricos em generosidade ( 2 Cor. 8:1-5).

CONCLUSÃO: Deus quer que manifestemos o fruto da benignidade e bondade. Para isso não espere as condições ideais, não se omita diante das necessidades das pessoas que podem ser espirituais, emocionais e físicas.
A Bíblia diz “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tg 4:17).

Pensamento: “Faça todo o bem que você puder, com todos os recursos que você puder, por todos os meios que você puder, em todos os lugares que você puder, em todos os tempos que você puder, para todas as pessoas que você puder, sempre e quando você puder.” (John Wesley)


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O FRUTO DA LONGANIMIDADE


TEXTO BÁSICO: Gálatas 5:22-23                                   
“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”.

Quebra Gelo: Você já ficou nervoso (a) ou irritado (a) com as seguintes situações?  Assinale quais.
[  ] a falta de gratidão por parte das pessoas a quem ajudamos.
[  ] a conexão na internet que nos irrita por lentidão ou por suas quedas.
[  ] a raiva de enfrentar uma fila no banco.
[  ] a perda de um ônibus ou avião por uma fração de segundos, quando já estamos atrasados.
[  ] a impontualidade de um dos cônjuges ou dos filhos (ou, quem sabe, dos nossos cultos...)
[  ] o transito parado porque alguém resolveu conversar com outro no meio da rua de dentro de seu veículo.
Se você assinalou todas estas questões, te falta longanimidade!

Introdução: Seguindo a sequência da série sobre o Fruto do Espírito, chegamos ao quarto "gomo" desse fruto, a longanimidade, palavra difícil de escrever e mais ainda, praticar. Cada um conhece as irritações que estas situações provocam. A recomendação bíblica é muito clara: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo” (Efésios 4.26, 27). A falta de longanimidade, expressa por meio da ira continuada, é uma brecha que abrimos para a atuação do diabo em nossas vidas. Quando o apóstolo recomenda a quem não permitamos que o sol se ponha sobre a nossa ira, está recomendando que nenhum de nós vá dormir ainda irado. Antes, cada um deve resolver o problema ou, simplesmente, esquecê-lo. Do contrário, o diabo, que nos ciranda, vai nos levar à autodestruição.

1- O QUE É LONGANIMIDADE?
De acordo com o dicionário, longanimidade significa "firmeza de ânimo". Biblicamente, o sentido é parecido e pode ser interpretado como "paciência" ou "longo ânimo". A longanimidade está sempre ligada a capacidade de ter um autocontrole quando se está sob pressão, de ser tolerante com as falhas alheias e perseverante diante dos obstáculos.
No entanto, não se pode confundir a longanimidade com passividade. O indivíduo passivo é aquele que age em função do medo que sente do outro, que se acovarda para não desagradar. O paciente é aquele que dá respostas de teor amoroso, mas firmes e seguras e que refletem a vontade do pai.

2- PORQUE DEVEMOS SER LONGÂNIMOS?
Por causa longanimidade de Deus. O Senhor tem dado tempo suficiente ao homem para se arrepender de seus pecados “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se”. ( II Pe 3.9) Devemos nos lembrar sempre, que Deus não deseja condenar ninguém, por isso, ele dá várias oportunidades de reconciliação para cada pecador. Paulo nos diz que a mesma atitude deveria governar nossas relações com nossos irmãos (Efésios 4:2) Vejam também: ( Ezequiel 33:8,11).

3- O QUE NÃO É LONGANIMIDADE?
Apesar de toda a paciência de Deus, não podemos confundi-la com impunidade e nem devemos abusar da sua longanimidade. “E tu, ó homem, que julgas os que praticam tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus? Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te conduz ao arrependimento?”  ( Romanos 2. 3,4 ).
Em relação aos outros, precisamos desenvolver a tolerância máxima, não a tolerância zero, como é o padrão de muitos. O apóstolo Paulo deixa bem claro que a longanimidade não é ausência de correção e nem tão pouco tolerância ao pecado: “prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino”. 2 Tm 4:2.
Ainda que sejamos longânimos com as pessoas ao nosso redor, haverá em alguns momentos de correção algumas feridas inevitáveis. “Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos”. Pv 27:5,6
A grandeza da misericórdia de Deus está em esperar que busquemos o seu perdão e em nos perdoar, seja qual for a dimensão de nossa culpa. Também nisso Ele é nosso modelo. Sua longanimidade, no entanto, não Lhe exclui a justiça. Ele não perdoa os que não querem ser perdoados; Ele não “alivia a barra” daqueles que preferem viver na iniquidade. Nós não temos essa prerrogativa de julgar e condenar ou absolver, pois esta pertence a Deus. Às vezes, queremos imitar a Deus no que não podemos (em seu juízo) e nos recusamos a imitá-lo no que devemos (em sua longanimidade). Ele “é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz [tremendamente] benigno” (Sl 103.8). 

CONCLUSÃO: Na mente de Jesus (Mt 5.43-45), ser longânimo é não retaliar, é não vingar a ofensa, é amar os inimigos (que são todos aqueles que nos fazem mal), é andar a segunda milha. Em Lucas 9.51-56 diante da falta de hospitalidade por parte dos samaritanos, os “santos e amáveis”  Tiago e João perguntaram a Jesus:
Senhor, quer que mandemos descer fogo do céu para os consumir?
A resposta do Discipulador (JESUS) foi rápida:
Vocês não sabem de que espírito são vocês, pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.

" Melhor é o longânimo do que o herói de guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade." (Provérbios 16:32)



Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O FRUTO DA PAZ


TEXTO BÁSICO: Gálatas 5:22-23                                   
“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”.

Quebra Gelo: Compartilhe com o grupo: O que lhe rouba a paz na maior parte do tempo?

Introdução: A paz como fruto do espírito deve jorrar de dentro de nós, em nós e através de nós. Isso significa que é paz para você e para quem está perto de você.  “Tu conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme em ti, porque ele confia em ti” (Isaías 26.3). Você pode ter sofrido algum tipo de tormento nesses últimos dias e até sofrido afronta; Deus, porém te quer cheio de paz! Deixa Deus julgar por ti, Ele é reto juiz. Mas, não perca a tua paz por nada; nem por pouco e nem por muito. Porque a sua paz é mais preciosa do que qualquer coisa.

1- DEFININDO O FRUTO DA PAZ
Em diversas passagens bíblicas é encontrada a palavra shalom com o significado de paz e desejo de bem estar entre as pessoas ou nações. A palavra shalom representa também um desejo de saúde, harmonia e paz para aquele ou aqueles a quem é dirigido o cumprimento. No Novo Testamento, o termo Eirene, vem do grego e significa paz, harmonia, reconciliação, bem-estar. Por meio de Cristo é que se realiza essa paz.
Estudando sobre a paz bíblica descobri que ela segue uma certa ordem.  A Paz na bíblia tem três dimensões: Primeiro, é preciso ter paz com Deus, (DIMENSÃO ESPIRITUAL) depois a paz com nós mesmos; (DIMENSÃO EMOCIONAL) só, então, a paz com os outros será possível (DIMENSÃO RELACIONAL). Quem não tem paz com Deus, não tem paz consigo mesmo e nem pode ter paz com os outros.

1.1- A Paz com Deus- A paz com Deus é alcançada, como a Bíblia diz, através da graça por meio da fé. Acontece quando recebemos a Jesus pela fé como o nosso Salvador e Senhor. Romanos 5:1 “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;”. Quando o homem reconhece essa verdade e se arrepende de todo o mal cometido contra o seu criador, vem sobre ele o perdão de Deus fazendo-o reconciliar-se com o seu Reino de glória. Tudo, por meio de Jesus Cristo. Ele é o único mediador. "Portanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos..." (1Timóteo 2:5,6a)

1.2- A Paz de Deus- Jesus veio nos trazer paz interior, que acontece quando estabelecemos paz com Deus. Essa paz age em nosso emocional. Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. João 14.27
Se tivermos a paz com Deus, teremos paz conosco mesmo. Ou seja, a paz de Deus invade o nosso coração e nos faz felizes. Nossa força não vem de fora, não vem das circunstâncias. Nossa força vem de dentro. Podemos afirmar que a Paz de Deus está acima de toda razão humana e tem a capacidade de proteger os nossos sentimentos. Fp. 4.7 “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”.

1.3- A Paz com os outros- A paz que Jesus veio trazer é paz espiritual, emocional, mas é também paz relacional. Ele veio trazer reconciliação entre os homens, entre famílias, entre pais e filhos ( Veja 2 Cor. 5:18-20).  
Contudo, a paz com os outros deve ser buscada por todo cristão e isso exigirá dele muito esforço e empenho pessoal. “Busque a paz e empenhe-se por alcançá-la” 1 Pedro 3.11 [Não apenas deseje ter um relacionamento pacífico com os homens, antes porém busque, persiga isto!]”.
Contudo ele deve saber que nem sempre a paz com todos será possível. “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”. Rm 12:18. Com certeza sempre estaremos envolvidos em algum conflito, mas cabe a nós optar pela paz. “O conflito é inevitável, mas o combate é opcional. Use sua energia criativa, dada por Deus, para resolver os conflitos antes que se desenvolvam e transformem-se em combates”. Max Lucado.

2- PAZ E JUSTIÇA.
Paz e justiça são dois anseios profundos de toda a humanidade. A relação entre paz e justiça está fortemente presente tanto no Antigo como no Novo Testamento.  O livro do profeta Zacarias exorta: “Fazei em vossas portas um julgamento de paz; não maquineis, uns contra os outros, o mal em vossos corações” (Zc 8,16-17).
Em Tiago 3:18 encontramos: “Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz”. Não é para os que amam a paz, mas para os que a promovem. Se quisermos justiça devemos semeá-la em paz. Não basta querer ou amar a paz. É necessário promover a paz.  
Algumas atitudes Jesus nos ensinou a fim de promovermos a PAZ, são elas: (1) dar a outra face – Mt. 5:39, (2) amar o próximo como a ti mesmo- Mt. 22:39, (3) perdoar 70 vezes 7- Mt. 18:22 (4) Vencer o mal com o bem- Rm 12:21 (5) Não se vingar- Rm 12:19. (6) Abençoar os que nos perseguem- Romanos 12:14. Como é difícil conseguir isso! Porem, nada será impossível se você é verdadeiramente um filho de Deus!  “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.” Mateus 5:9


Conclusão: Em Oséias 8.7 lemos que “aqueles que semeiam vento colhem tempestades”. Como podemos semear ventos? Semeamos ventos por meio de palavras e de atos agressivos. Por isso, precisamos ter muito cuidado e prestar bastante atenção a tudo o que fazemos ou falamos, porque vamos colher os frutos de todos os nossos atos e nossas palavras. O que você quer colher? Tempestade ou Paz?


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO