quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Retrospectiva, Perspectiva e Introspectiva!


Quando chegamos ao final de mais um ano, somos bombardeados por todos os lados pelas retrospectivas nos especiais da televisão e na mídia em geral. Mas afinal de contas o que é uma Retrospectiva? Retrospectiva (do latim: retrospectare) é uma celebração de eventos ocorridos, normalmente organizada ao final do ano referente aos acontecimentos ocorridos ao decorrer daquele ano. Na retrospectiva falamos sobre as grandes conquistas que experimentamos, os milagres que aconteceram, as batalhas que travamos e as perdas que tivemos. Para a maioria de nós que buscamos vivenciar a fé em Cristo, as retrospectivas produzem um sentimento de gratidão por sermos tão protegidos, privilegiados e abençoados por Deus. Até mesmo aquelas coisas ruins que nos aconteceram, sabemos que contribuirão para o nosso bem.
Neste período do ano aparecem também as perspectivas. A maioria das pessoas procuram antecipar o que vem pela frente. A perspectiva tem haver com a visão que temos do futuro. Alguns chegam até a arriscar algumas predições. O “pai de santo” diz quem vai morrer ou que time de futebol vai ganhar o campeonato. Os economistas projetam através dos índices econômicos se teremos um ano de crescimento ou não. É claro que ninguém confere durante o ano se alguma coisa que foi predita aconteceu de fato.
Apesar de não saber o que nos acontecerá amanhã , todo aquele que tem comunhão com Deus ,pode crer em um futuro melhor. “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” Jeremias 29:11
Independente de nós olharmos para trás (retrospectiva) ou para frente (perspectiva), precisamos valorizar mais a Introspectiva. A vantagem da introspecção é proporcionar a você a oportunidade de avaliar sua conduta e valores, de quebrar a rotina da repetição do erro em sua vida. Precisamos olhar para dentro de nós mesmos para avaliar e examinar as nossas motivações, os nossos valores de vida, a nossa conduta, a fim de sermos confrontados para uma mudança para termos dias melhores. Neste processo de introspecção, peça a Deus para ajudá-lo. Você só precisa orar: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno”. Salmo 139:23,24
A todos os irmãos e irmãs, Um Ano Novo muito abençoado!

Pr. Gilberto Oliveira Rehder

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

PARA UMA VIDA MELHOR EM 2011.


“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração. Pois do teu coração procede as fontes da vida.” Prov. 4:23
Estamos chegando ao final de mais um ano. Antes de iniciarmos o novo ano, reservamos um tempo para avaliar e refletir para construirmos uma vida melhor, mais feliz, mais saudável e completa.  Todavia, a questão é...
- Quais são os cuidados que eu preciso ter pra construir uma vida melhor?
- O que eu desejo construir?
- Onde eu vou construir?
- Com que material farei a minha construção?
Diante destas perguntas me surgiu outra questão que considero fundamental:
- Se eu continuar vivendo como estou minha vida será melhor no futuro?
É tempo então de olhar para dentro de nós, parar e avaliar, mas também é tempo de olhar para frente para planejar e avançar.
Cheguei então a uma conclusão: “Se eu quero uma vida melhor, devo cuidar das minhas emoções!” É justamente isso que diz Prov. 4:23.
Tentar construir uma vida melhor, com um coração ruim, é a mesma coisa que construir uma casa sobre um terreno arenoso. Vai acabar ruindo mais cedo mais tarde. Nestes dias as pessoas fazem planos para uma vida melhor. Mais dinheiro, mais saúde, mais realizações... Mas, se esquecem do fundamental: de cuidar das emoções (coração) para uma vida melhor.
Quero deixar então algumas dicas para cuidar melhor de nossas emoções a fim de construirmos uma vida melhor.
·         Para uma vida melhor, mantenha o seu coração alegre. Em Prov. 17:22 a Palavra diz: “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos.” Em meu ministério tenho percebido que muitas pessoas adoecem de tristeza. Quando perdemos a alegria, a satisfação pela vida, o contentamento, acabamos perdendo também a nossa força. É por isso que Neemias 8:10 diz “...a alegria do Senhor é a nossa força." Se queremos dias melhores precisamos da alegria do Senhor em nossas vidas. Tome então uma posição como filho(a) de Deus e diga não à tristeza!
·         Para uma vida melhor busque um coração puro. No Salmo 51:10, Davi pediu ao Senhor: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.” Sabemos que o pecado nos afasta de Deus e rouba a nossa paz.  Davi experimentou este peso na sua alma, mas se arrependeu e buscou com todas as suas forças um coração puro.
Mas existe outro aspecto de um coração puro que não posso deixar de citar. Um coração puro é um coração livre de mágoas. Você nunca vai construir uma vida melhor com mágoas no coração. Decida virar a página de sua vida neste início de ano. Até quando você vai viver assim?
·         Para uma vida melhor aprenda a perdoar como Deus perdoa. “...assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. Colos 3:13. Eu aprendi que Deus está mais disposto a nos perdoar, do que nós em pedir-lhe perdão. Sei que perdoar como Deus nos perdoa é difícil, mas não impossível para quem é filho(a) de Deus, pois temos o Espírito Santo que habita em nós e nos capacita. Precisamos saber como este perdão de Deus se manifesta e a partir desta compreensão partirmos para o perdão.  Entendo pela Palavra de Deus que Deus nos perdoa de quatro formas. (1) Deus perdoa instantaneamente (2) Deus perdoa completamente (3) Deus perdoa repetidamente (4) Deus perdoa gratuitamente. Comece o ano novo manifestando a Graça de Deus e seja um vencedor.
·         Para uma vida melhor ame as pessoas como Jesus as ama. Em João 13:34 disse Jesus: “Novo mandamento vos dou; que vos amei uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos amei uns aos outros.”  Amar uma pessoa como Jesus é vê-la como Jesus a vê. É saber aceitar as pessoas, sem aceitar o seu pecado. É ter a compaixão e a misericórdia de Jesus. É saber tratar as pessoas como  Jesus faria. Este é um grande desafio para termos uma vida melhor. Este é o desafio do verdadeiro discipulado. “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. João 13:35.

Para construir uma vida melhor e mais saudável, você não precisa de mais nada, você já tem tudo em Jesus. Apenas cuide de suas emoções. Um coração como o de Jesus o levará às grandes conquistas da vida.

Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Ministração: 26/12/2010
I.M.Catalão

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Aos que desejam acabar com o Natal


Estamos chegando perto de mais um Natal. O mundo evangélico se divide em opiniões contrárias e favoráveis à sua comemoração. Desde a minha conversão na década de 80 a igreja que me acolheu (a Igreja Metodista em Santo Amaro-SP), comemorou o Natal. Nesta época não se falava da "paganização do Natal" e aproveitávamos este período para cantarmos com o nosso coral nas praças e evangelizarmos falando sempre da manifestação do amor de Deus ao mundo através da vinda da Jesus. Recomendo este artigo do Rev. Daniel Rocha, para que você reflita no assunto.

Essa época do ano é muito rica em estudos e mensagens acerca do Natal. Mas, incrivelmente, nos arraiais evangélicos da Internet tornou-se bastante comum a inserção de matérias contra o Natal, procurando demonstrar sua origem pagã, seus símbolos controversos, seu desvirtuamento, a escolha do 25 de dezembro, etc.
Pretendo ser uma voz destoante nesse rio caudaloso. Em primeiro lugar, devo dizer que nasci em lar evangélico, numa igreja protestante tradicional, cantando e ouvindo belíssimos hinos natalinos dos séculos XVIII e XIX, e posso garantir que trago maravilhosas lembranças dessa época. De alguma forma, pretendo perpetuar aos meus descendentes aqueles sentimentos e evocações, que fazem parte de minha formação cristã, e que contribuiram para me tornar um ser humano melhor.
Um dos argumentos usados contra a comemoração do Natal é sobre sua "origem pagã", ou seja, tratava-se originalmente de uma festa dos povos pagãos, quando se iniciava o solstício de inverno, até que o imperador Constantino converteu-se ao cristianismo, passando então, a comemorar-se o nascimento de Cristo.
Aos meus olhos, entretanto, o Natal tem uma origem bem anterior, mais precisamente três séculos antes de Constantino, quando numa noite escura um anjo do Senhor desceu aonde pastores guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite, e disse a eles:
-"Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria,
que será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade
de Davi, o Salvador, que é Cristo o Senhor" (Lc2.10-11)
Deus estava ali enviando um mensageiro dos céus para dizer que estava ocorrendo o maior acontecimento na história da humanidade: nascia aquele que haveria de redimir as nações, aquele que veio trazer luz às trevas, aquele que haveria de mudar completamente nossas vidas, aquele que seria chamado de Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
E para mostrar a grandiosidade do acontecimento, um grande coral da milícia celestial apareceu no céu, iluminando a noite escura, louvando a Deus e dizendo: "Glória a Deus nas alturas..."
É pouca coisa isso? Não é um evento digno de ser comemorado por todos aqueles que crêem? Ora, a Igreja é a comunidade de fé que celebra a Cristo e Seu Reino! A igreja é, por excelência, um centro de celebrações: enfeitamos nossas igrejas para os casamentos e convidamos os familiares e os irmãos para os aniversários. É na igreja que comemoramos o Dia de Pentecostes, o Dia da Ressurreição de Cristo, o Dia de Ação de Graças, o Dia do Pastor, o Aniversário da Sociedade de Mulheres, o Aniversário da Igreja, as Bodas de Prata e de Ouro de nossos membros, o Aniversário do netinho, os 15 anos da filhinha....
Creio que por uma questão de coerência, os que defendem a não comemoração do Natal, também devem deixar de celebrar essas datas.
Nós vivemos dos acontecimentos cotidianos, mas também de acontecimentos especiais e marcantes em nossas vidas, vivemos de memórias e celebrações. Sem a lembrança das coisas passadas, dos eventos alegres e significativos, tornamo-nos duros, secos, e esquecemo-nos dos feitos do Senhor. O salmista nos ensina: "Recordarei os feitos do Senhor, sim, me lembrarei das tuas maravilhas" (Sl 77.11).
O nascimento do Salvador foi profetizado e ansiosamente aguardado por todo o Antigo Testamento. Esse dia, para os antigos, foi tão sonhado, que todos os profetas o celebraram por antecipação. E porque nós não haveríamos de comemorar o cumprimento dessa grandiosa promessa?
Fiquei imaginando se fosse eu um dos pastores que estivesse ali no campo junto ao rebanho e tivesse a oportunidade de contemplar Aquele que veio para me resgatar. Com certeza eu voltaria para casa naquela noite de uma forma diferente, e minha vida nunca mais seria a mesma, pois meus olhos teriam contemplado o Rei dos reis. A história "daquele dia" seria repetida durante toda a minha vida e, todos os anos, naquela data, reuniria meus familiares, enfeitaria minha casa, pegaria meu filho ao colo, entoaria o cântico de exaltação que os anjos me ensinaram e, quando meu pequeno perguntasse o porquê de tudo aquilo, eu diria: -"Filho, estou rememorando o nascimento mais sublime que o mundo já viu".
Obviamente não concordo com a comemoração que o mundo faz do Natal. O mundo, por não reconhecer a Cristo como Senhor e Salvador não tem o direito de celebrar seu nascimento. Agora, se o mundo comemora o Natal de forma errada, cabe a nós, Igreja, mostrar o verdadeiro sentido da comemoração, e não suprimi-la. É como jogar fora a água suja com a criança dentro.
Outro argumento muito usado contra a celebração do Natal é relativo à data de 25 de dezembro. Essa era a data do Sol Invictus, irão dizer, e além disso, "não sabemos se Jesus nasceu realmente nesse dia".
Não vejo impedimento que uma data dedicada a uma celebração pagã seja transformada numa celebração cristã. Particularmente, ficaria muito feliz se uma conversão em massa do nosso país transformasse a semana do Carnaval em uma grande festa de crentes que agora celebrariam, não mais a carne, mas ação do Espírito Santo em suas vidas. Alguém se oporia?
Paulo, quando esteve em Atenas, não teve pudores ao dizer que "O DEUS DESCONHECIDO" que os atenienses adoravam era precisamente o Cristo que ele estava anunciando!
Agora, já não é mais o Sol Invictus dos pagãos, mas Jesus, o Sol da nossa justiça. É a vitória do cristianismo sobre o paganismo, da luz sobre as trevas.
Com relação ao fato de 25 de dezembro não ser a data real do nascimento de Jesus, não impede que comemoremos seu natalício. Em minha igreja há algumas pessoas que nasceram em um dia mas comemoram seu aniversário em outra data. E nem por isso a comemoração é menos verdadeira ou sem sentido.
Eu e minha família proclamamos a Cristo o ano inteiro, e a partir do domingo do Advento iluminamos nossa casa com luzes coloridas, no dia 24 participamos da Cantata de Natal, ceamos e no dia 25 reunimo-nos todos numa abençoada tradição familiar. Por que? Porque Cristo nasceu um dia em nossas vidas, nos sustenta e nos abençoa. Os símbolo e enfeites que, no passado, apontavam para falsos deuses, hoje, entretanto, a estrela, a guirlanda e o castiçal com as velas do Advento apontam para um só: Cristo!
Um feliz natal a todos que crêem no Senhor Jesus!

Daniel Rocha
Pastor da Igreja Metodista em Itaberaba, e psicólogo
dadaro@uol.com.br

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

CATALÃO TEM MAIS UM TEMPLO METODISTA


A Igreja Metodista em Catalão vive nestes dias um momento novo em sua história. Deus nos deu a seguinte palavra a um tempo atrás que ardeu em nossos corações: “Amplia o lugar da tua tenda, e as cortinas das tuas habitações se estendam; não o impeças; alonga as tuas cordas, e firma bem as tuas estacas. Porque trasbordarás à mão direita e à esquerda; e a tua posteridade possuirá as nações e fará que sejam habitadas as cidades assoladas”  Isaías 54:2,3.
Entendemos que chegou o tempo de “ampliar a tenda”; de sonhar os sonhos de Deus; de romper em nome do Senhor da igreja; em todas as áreas e em todos os ministérios, de crescer, de ganhar muitas almas para o Senhor Jesus. Este sonho de Deus temos transmitido para todos os metodistas em Catalão, principalmente para os nossos Pontos Missionários. Por isso o nosso maior investimento tem sido em vidas. Como prioridade temos evangelizado e discipulado usando os nossos dons e talentos a serviço do Reino! Nesta direção, o Senhor tem nos dado o crescimento. 
Nosso Ponto Missionário crescia a cada dia mais e as pessoas estavam de fora em um pequeno salão alugado pela igreja. Decidimos então, ampliar a “nossa tenda”. Um lote de 300metros quadrados foi comprado em abril deste ano (com um empréstimo de nossa Região) e no mês de agosto após o Culto da Pedra Fundamental, iniciou-se a construção. Através do apoio de toda a igreja, com ofertas voluntárias e muita oração pudemos ver o milagre de Deus acontecendo. Um templo construído em poucos meses (sem o acabamento). 

No dia 08 de dezembro, em uma quarta-feira realizou-se a Pré-Inauguração de mais um Templo Metodista em Catalão, no bairro do Pontal Norte. O Bispo Adonias esteve presente entre nós trazendo uma Palavra inspiradora e consagrando o prédio. Nesta noite, o Ponto Missionário foi elevado à categoria de Congregação. O filho está crescendo, aleluia! Mas, ainda queremos mais... Porque não termos mais igrejas metodistas em Catalão? Ainda estamos em construção, mas o nosso povo está acolhido e com o desafio de continuar crescendo. 
Nossa gratidão a todos aqueles que acreditaram e investiram neste sonho, mas principalmente ao Senhor que tem nos capacitado e abençoado!
Pr. Gilberto Oliveira Rehder 










quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

NOVOS DISCÍPULOS SE UNEM À FAMÍLIA METODISTA EM CATALÃO


Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho.” 1 Cor. 3:7,8


Existe um lema em nossa cidade exposto próximo ao Parque do Povo que diz: “VIVER EM CATALÃO É BOM DEMAIS”.  Nestes três anos que aqui estou, tenho percebido que o catalano tem orgulho de sua cidade, principalmente com o seu crescimento urbano. Não vejo problema com este tipo de orgulho, pois devemos amar, orar e defender a cidade a que pertencemos. 

Como Igreja, povo de Deus, não podemos ser diferente. Devemos ter orgulho em pertencer à Família de Deus; e porque não dizer também, da Família Metodista! Devemos amar, orar e abençoar a igreja que nos acolheu e que nos apresentou o evangelho puro e simples de Jesus Cristo. Como discípulos de Jesus devemos também levar a Palavra de Salvação a outras pessoas e fazermos de tudo para que se tornem também discípulos comprometidos e multiplicadores. Por isso estamos investindo forte no discipulado em pequenos grupos e como conseqüência, temos colhido bons frutos.   
Neste ano tivemos três turmas de batismo e outras pessoas que assumiram os votos de membro da Igreja Metodista. Mas, o que mais me alegra, é que a maioria destes novos discípulos se uniu à nossa Família da Fé através da experiência de conversão. Algumas destas pessoas eram motivos de oração por parte de seus familiares. Outros foram evangelizados por alguns dos irmãos de nossa igreja e se entregaram ao Senhor em nossos cultos. Tivemos também pessoas que foram alcançadas em nossos Pontos Missionários. Neste último batismo, algo maravilhoso ocorreu. Uma família completa se rendeu a Jesus e foram batizados. Se cumpriu mais uma promessa: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa.." Atos 16:31. 
É bom demais ver o que Deus está fazendo em nosso meio. Somente a Ele, seja a glória, a honra e o louvor!

Pr. Gilberto Oliveira Rehder




segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A IGREJINHA METODISTA EM CALDAS NOVAS?


Durante o mês de novembro a Igreja Metodista em Caldas Novas completou mais um ano de vida e missão. Era o seu 46º aniversário. Tive o privilégio de ser um dos convidados para ministrar nesta maravilhosa festa no dia 22 de novembro. 
O pastor Bruno Herculano e sua esposa Denilde receberam a mim e minha esposa Margarete com muito amor e alegria em sua casa.Compartilho aqui as minhas impressões sobre a Igreja em Caldas Novas e também as minhas expectativas à respeito desta igreja.Ao chegarmos à cidade, perguntamos em um estabelecimento comercial, onde fica a Igreja Metodista.  O comerciante, também evangélico nos respondeu: “Uma igrejinha pequena...?” a igreja metodista...? Depois de recebermos as informações em um tom de desdém, chegamos ali no domingo na parte da manhã, na Escola Dominical para ministrarmos uma Palavra para toda a igreja em classe única. Fomos recebidos pelos irmãos com simpatia e amor. O Templo não estava cheio, mas havia um bom grupo de irmãos e algumas crianças com muita disposição e alegria. Vi logo de cara uma igreja que está vivendo em um momento novo. Inclusive com um projeto de crescimento e expansão. Um baner estava exposto na entrada do templo: “Um Templo Novo, para um Novo Tempo”.  
O pastor abriu a Escola Dominical e logo começou um empolgante louvor. Cantaram-se alguns cânticos e um hino de nosso hinário. O pastor trouxe alguns avisos à igreja e um deles me chamou a atenção. Tratava-se de um trabalho para atrair os jovens e adolescentes da cidade para a igreja: “A Parada Obrigatória”.  A mocidade da igreja e alguns irmãos mais velhos saíram pelas ruas do centro da cidade, em um caminhão tipo trio elétrico, distribuindo panfletos, evangelizando e com um grupo de teatro com jovens de caras pintadas, chamando muito atenção de todos. Fiquei sabendo depois que esta não era a primeira vez que eles fizeram esta “parada”. Inclusive na igreja já havia alguns frutos desta parada integrados aos irmãos. 
Percebi que o pastor e sua esposa puxavam a igreja e estavam envolvidos nesta missão. Quantas vezes ouvimos falar: “a igreja não tem jovens, a igreja não cresce...”. Então, vamos buscá-los, vamos pregar a Palavra a tempo e a fora de tempo. Vamos buscar a Deus e também buscar as pessoas. Isso me lembrou da parábola das bodas que Jesus contou: “...Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. Depois, lhe disse o servo: Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar. Respondeu-lhe o senhor: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa.” Lucas14:21-23. Depois do louvor e dos avisos, ministrei a Palavra em Isaías cap. 6, sobre visões de Deus para um tempo de crise. A Igreja foi chamada a ver a Deus como realmente Ele é, a nós como somos e principalmente a ter a visão missionária. Percebi também, que o Senhor tem restaurado nestes irmãos um avivamento espiritual que gera o amor pelas vidas perdidas. No domingo depois de um almoço maravilhoso e uma comunhão gostosa com o pastor, sua esposa e o irmão Fábio, visitamos o Acampamento Metodista e novamente ficamos impressionados com a estrutura e com o projeto de construção de estrutura de lazer incluindo as piscinas, vestuários, e etc.. 
À noite tivemos um culto maravilho. O Templo estava lotado. Mais uma vez, o louvor foi ministrado com muita unção. Podemos perceber o mover do Espírito Santo nos corações. A Palavra foi ministrada e muitas pessoas vieram à frente para orar. Não dá para relatar neste texto tudo o que vimos ali. Mas de uma coisa minha esposa e eu temos certeza: Não estávamos em uma igrejinha. Estávamos no meio de um povo ávido por Deus e pelas almas perdidas. Estávamos no meio de um povo que sonha em ser uma igreja relevante naquela cidade para a glória de Deus.
Pr. Gilberto Oliveira Rehder

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Chamado


“Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.” 1 Cor.1:26-29
Ao falar sobre vocação, quero compartilhar um pouco de minha vida pessoal. Quando criança, fui criado livremente na rua como qualquer criança de minha época. Morava em uma casa localizada em uma praça onde havia um parquinho muito legal. Gostava de brincar com carrinho de rolemã, jogar bola, empinar pipa e de todas as brincadeiras de rua que aparecia. Neste período, meu lar vivia em crise pela separação de meus pais. Embora revoltado com a situação, não posso reclamar de que não tive infância.                                                
Em um certo dia apareceu na praça uma cachorra viralata sem dono. Logo, meus amigos e eu a adotamos e passamos a cuidar dela, dando banho, comida e carinho. O nome que demos a ela era Kely. Gostávamos muito de brincar com ela e até mesmo os pais da criançada nos ajudavam a cuidar dela. Até que um dia para a nossa tristeza, Kely foi atropelada e morreu. Lembro-me muito bem daquele momento: várias crianças chorando e revoltadas com o motorista. Diante disto resolvi fazer um enterro digno para a Kely. Preparamos um caixote de madeira para colocar o seu corpo e preparamos uma cruz. Em uma pequena prossição de crianças fomos enterrá-la em um terreno baldio. Naquele dia fiz o meu primeiro  oficio fúnebre. Todas as crianças deram as mãos e rezamos o Pai Nosso e uma Ave Maria. Foi tudo muito reverente e emocionante. Depois a enterramos e colocamos a cruz no local. Embora o funeral tivesse sido tipicamente católico, e alguns até pensassem que eu seria um padre,  creio que Deus já estava me preparando para que anos depois eu entregasse a minha vida a Jesus Cristo e atendesse ao seu chamado para o ministério pastoral. No texto acima o apóstolo Paulo nos motiva a reparar  na nossa vocação. Devemos nos lembrar de onde viemos e como Deus nos chamou. Quando estou abatido ou em crise por causa do ministério, nunca me esqueço de onde vim e de como o Senhor me resgatou e me chamou para o ministério.                                                                                    
 O chamado é para mim a motivação para prosseguir. O chamado é para mim a oportunidade de servir. Meu irmão e irmã em Cristo, nunca se esqueça de sua vocação (ou chamado)ela o manterá vivo e ativo na obra do Senhor!
Pr. Gilberto Oliveira Rehder
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

SE JESUS É O SENHOR...

“Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus.” 2 Cor.4:5

Imagine o que aconteceria se um torcedor do São Paulo em um jogo da decisão do Campeonato Paulista, gritasse o nome do seu time bem alto? Até ai tudo bem; mas, e se ele fizesse isso no meio da torcida do Corinthians em pleno estádio do Pacaembú, o que aconteceria?


Assim era a situação dos cristãos primitivos em uma época bem conturbada. Naqueles dias, o império Romano tinha o domínio sobre várias nações e César era reverenciado como uma divindade, ou Senhor. Os cristão,no entanto resolveram gritar: “Jesus Cristo é o Senhor!” Por conta disso, muitos foram presos, perseguidos e até mesmo mortos.
Hoje em dia, gritar que Jesus Cristo é o Senhor não dói nada. Carregar o nome de Jesus no peito também não. Difícil é ter peito para seguir a Jesus, para ser um discípulo comprometido e verdadeiro, carregar a cruz e negar a si mesmo.
Usar a camisa de um time de futebol ou com o nome de Jesus para muita gente tem o mesmo significado. Há pessoas que colocam adesivos no carro dizendo que Jesus é o Senhor, mas dirige de uma forma que o Senhor não aprovaria. Há aqueles que professam o nome do Senhor, mas o negam com a sua maneira de viver. Vivemos então a síndrome do cristianismo nominal.  Por isso há uma pergunta que julgo importante para os cristãos da atualidade: Quem é Jesus para nós? 
Muitos pensam que Jesus é um “gênio da lâmpada”, ao qual se leva até Ele pedidos para a pura satisfação pessoal. Outros crucificam Jesus até hoje, e o exibem pendurado no madeiro, com seu corpo totalmente dilacerado e prostrado. Jesus é simplesmente visto como uma vitima dos homens. No entanto, sendo Jesus o Senhor da vida e da morte ele deixou claro: “Ninguém a tira de mim (sua vida); pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai”.(João 10:18) Outros sabem que Jesus é o Filho do Deus Vivo, que morreu em uma cruz para nos purificar e redimir de nossos pecados. Jesus é entendido apenas como um Salvador e não como Senhor.
Jesus é o Senhor e não podemos abrir mão disso. Sendo Ele o Senhor, nós somos seus servos. E quais os direitos de servos, se não obedecê-lo?
Quando formos tomar uma decisão devemos sempre perguntar: O Senhor aprovaria isto? Ele agiria desta forma?
Se Jesus é o Senhor de nossas vidas vivamos intensamente em submissão em um relacionamento profundo e comprometido com Ele.
Se Jesus é o Senhor de nossas vidas assumamos os riscos de viver o discipulado diante de todos, ainda que tenhamos que sofrer por isso.
Pr. Gilberto Oliveira Rehder


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Orgulho Espiritual Oculto

Quero compartilhar um texto de Jonathan Edwards que considero bem apropriado para todos aqueles que militam na obra do Senhor. Seja você um pastor ou um líder na igreja esta palavra é de alerta. Vale a pena ler.Trata-se das armadilhas do orgulho espiritual. 

De: Jonathan Edwards 
“Quanto ao soberbo e presumido, zombador é o seu nome; ele procede com insolente orgulho.” 

A primeira e a pior causa de erro que prevalece nos nossos dias é o orgulho espiritual. Essa é a principal porta que o diabo usa para entrar nos corações daqueles que têm zelo pelo avanço da causa de Cristo. É a principal via de entrada de fumaça venenosa que vem do abismo para escurecer a mente e desviar o juízo. É o meio que Satanás usa para controlar cristãos e obstruir uma obra de Deus. Até que essa doença seja curada, em vão se aplicarão remédios para resolver quaisquer outras enfermidades.
O orgulho é muito mais difícil de ser discernido do que qualquer outra fonte de corrupção porque, por sua própria natureza, leva a pessoa a ter um conceito alto demais de si própria. É alguma surpresa, então, verificar que a pessoa que pensa de si acima do que deve está totalmente inconsciente desse fato? Ela pensa, pelo contrário, que a opinião que tem de si está bem fundamentada e que, portanto, não é um conceito elevado demais. Como resultado, não existe outro assunto no qual o coração esteja mais enganado e mais difícil de ser sondado. A própria natureza do orgulho é criar autoconfiança e expulsar qualquer suspeita de mal em relação a si próprio.
O orgulho toma muitas formas e manifestações e envolve o coração como as camadas de uma cebola – ao se arrancar uma camada, existe outra por baixo dela. Por isto, precisamos ter a maior vigilância imaginável sobre nossos corações com respeito a essa questão e clamar àquele que sonda as profundezas do coração para que nos auxilie. Quem confia em seu próprio coração é insensato.
Como o orgulho espiritual é mascarado por natureza, geralmente não pode ser detectado por intuição imediata como aquilo que é mesmo. É mais fácil ser identificado por seus frutos e efeitos, alguns dos quais quero mencionar junto com os frutos opostos da humildade cristã.
A pessoa espiritualmente orgulhosa sente que já está cheia de luz, não necessitando assim de instrução. Assim, terá a tendência de prontamente rejeitar a oferta de ajuda nesse sentido. Por outro lado, a pessoa humilde é como uma pequena criança que facilmente recebe instrução. É cautelosa no seu conceito de si mesma, sensível à sua grande facilidade em se desviar. Se alguém lhe sugere que está, de fato, saindo do caminho reto, mostra pronta disposição em examinar a questão e ouvir as advertências.
As pessoas orgulhosas tendem a falar dos pecados dos outros: o terrível engano dos hipócritas, a falta de vida daqueles irmãos que têm amargura, a resistência de alguns crentes à santidade. A pura humildade cristã, porém, se cala sobre os pecados dos outros ou, no máximo, fala a respeito deles com tristeza e compaixão.
A pessoa espiritualmente orgulhosa critica os outros cristãos por sua falta de crescimento na graça, enquanto o crente humilde vê tanta maldade em seu próprio coração, e se preocupa tanto com isso, que não tem muita atenção para dar aos corações dos outros. Queixa-se mais de si próprio e da sua própria frieza espiritual; sua esperança genuína é que todos os outros tenham mais amor e gratidão a Deus do que ele.
As pessoas espiritualmente orgulhosas falam freqüentemente de quase tudo que percebem nos outros em termos extremamente severos e ásperos. É comum dizerem que a opinião, conduta ou atitude de outra pessoa é do diabo ou do inferno. Muitas vezes, sua crítica é direcionada não só a pessoas ímpias, mas a verdadeiros filhos de Deus e a pessoas que são seus superiores.
Os humildes, entretanto, mesmo quando recebem extraordinárias descobertas da glória de Deus, sentem-se esmagados pela sua própria indignidade e impureza. Suas exortações a outros cristãos são transmitidas de forma amorosa e humilde e, ao lidar com seus irmãos e companheiros, eles procuram tratá-los com a mesma humildade e mansidão com que Cristo, que está infinitamente superior a eles, os trata.
O orgulho espiritual comumente leva as pessoas a se comportarem de modo diferente na sua aparência exterior, a assumirem um jeito diferente de falar, de se expressar ou de agir. Por outro lado, o cristão humilde – mesmo sendo firme no seu dever, permanecendo sozinho no caminho do céu ainda que o mundo inteiro o abandone – não sente prazer em ser diferente só para ser diferente. Não procura se colocar numa posição onde possa ser visto e observado como uma pessoa distinta ou especial; muito pelo contrário, dispõe-se a ser todas as coisas a todas as pessoas, a ceder aos outros, a se adaptar aos outros e a agradá-los em tudo menos no pecado.
Pessoas orgulhosas dão muita atenção à oposição e a injúrias; tendem a falar dessas coisas freqüentemente com um ar de amargura ou desprezo. A humildade cristã, em contraste, leva a pessoa a ser mais semelhante ao seu bendito Senhor, o qual, quando foi maltratado não abriu sua boca, mas se entregou em silêncio àquele que julga retamente. Para o cristão humilde, quanto mais clamoroso e furioso o mundo se manifestar contra ele, mais silencioso e quieto ficará, com exceção de quando estiver no seu quarto de oração: lá ele não ficará calado.
Outro padrão de pessoas espiritualmente orgulhosas é comportar-se de forma a torná-las o foco de atenção. É natural que a pessoa sob a influência do orgulho tome todo o respeito que lhe é oferecido. Se outros demonstram disposição de se submeterem a ela e a cederem em deferência a ela, esta pessoa receberá tais atitudes sem constrangimento. Na verdade, ela se habituou a esperar tal tratamento e a formar uma má opinião de quem não lhe oferece aquilo que pensa merecer.
Uma pessoa sob a influência de orgulho espiritual tende mais a instruir aos outros do que a fazer perguntas. Tal pessoa naturalmente assume ar de mestre. O cristão eminentemente humilde pensa que precisa de ajuda e todo o mundo, enquanto a pessoa espiritualmente orgulhosa acha que todos precisam do que ela tem para oferecer. A humildade cristã, sentindo o peso da miséria dos outros, suplica e implora; o orgulho espiritual, em contraste, ordena e adverte com autoridade.
Assim como o orgulho espiritual leva as pessoas a assumirem muitas coisas para si mesmas, de forma semelhante as induz a tratar os outros com negligência. Por outro lado, a pura humildade cristã traz a disposição de honrar a todas as pessoas.
Entrar em contendas a respeito do cristianismo por vezes é desaconselhável; no entanto, devemos tomar muito cuidado para não nos recusarmos a discutir com pessoas carnais por as acharmos indignas de nossa consideração. Pelo contrário, devemos condescender a pessoas carnais da mesma forma como Cristo condescendeu a nós – a fim de estar presente conosco na nossa indocilidade e estupidez.
 
Jonathan Edwards era pastor congregacional nas colônias inglesas da América do Norte no século XVIII. Acompanhou e participou do Grande Despertamento, um grande avivamento que atingiu as colônias norte-americanas, a Inglaterra e outros países, no qual George Whitefield e John Wesley também foram instrumentos. Foi autor e um dos maiores teólogos da sua geração. Este artigo foi traduzido e adaptado da sua obra: Some Thoughts concerning the Present Revival of Religion in New England ("Alguns Pensamentos a Respeito do Atual Avivamento Religioso na Nova Inglaterra").