segunda-feira, 7 de agosto de 2017

CONHECENDO A ARMADURA DE DEUS. ESTUDO 7 (2ª Parte)


TEXTO BASE: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” Efésios 6:11 e 13

INTRODUÇÃO: No estudo anterior aprendemos que antes de nos envolvermos em um acirrado combate espiritual, precisamos estar certos de que estamos revestidos de toda a armadura de Deus. Paulo nos dá três razões para usarmos a armadura de Deus: Em primeiro lugar, “para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo.”; em segundo lugar: “para que possais resistir no dia mau” e em terceiro: “depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis”. Creio eu que se ficamos abalados ou nos sentimos vencidos após lidarmos com um conflito espiritual, isso se dá pelo mau uso da armadura ou pela ausência de uma de suas peças, por isso a Palavra diz: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus; tomai toda a armadura de Deus.”
Depois de estudarmos sobre as três primeiras peças da armadura [1- O CINTO DA VERDADE; 2- A COURAÇA DA JUSTIÇA e 3- O CALÇADO DA PREPARAÇÃO DO EVANGELHO DA PAZ.], vamos prosseguir nas próximas três.

4- O ESCUDO DA FÉ
“embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno”. Efésios 6:16

4.1- Conhecendo a peça: O escudo que é retratado na armadura de Deus é um escudo romano. Esse escudo, chamado 'scutum', era aquele escudo longo que cobria dos pés à cabeça. Muitas vezes, imaginamos um escudo redondo e pequeno, mas aqui, Paulo especifica esse tipo de escudo que é muito peculiar ao exército romano e muito significativo na simbologia que ele empregou para as armas espirituais.

4.2- A Finalidade do escudo: O escudo romano, assim como o escudo da fé, tinha dois objetivos principais. O objetivo primário era a proteção do exército contra as lanças, flechas e espadas inimigas. Todavia, existe um segundo aspecto não tão conhecido. O escudo era usado para possibilitar o avanço de toda uma legião. Essa tática ficou conhecida historicamente como “formação tartaruga”, pois era forte e defensivamente rígida como o casco de uma tartaruga. Por mais lentos que fossem as legiões romanas, elas eram firmes e poderosas contra os inimigos.

4.3- O sentido espiritual: Quero destacar dois aspectos espirituais do escudo da fé.

a) Primeiramente, vemos o escudo como a principal arma de defesa. A fé deve ser usada como peça fundamental contra os dardos do diabo. E, de fato, sem fé não conseguiríamos prevalecer contra os intentos do inimigo. Seria impossível viver a vida de Deus sem esse escudo de defesa, mesmo porque, constantemente, somos atacados pelo inimigo e, uma vez sem esse escudo, seríamos alvos fáceis. Os dardos inflamados eram feitos com uma vara curta na qual era colocada uma ponta de ferro e que era atirada com uma das mãos. Eles eram “inflamados” porque eram lançados com chamas de fogo sobre os seus oponentes. São vários os dardos inflamados que o Maligno atira contra nós a fim de acabar com a nossa autoridade e ousadia espiritual. São eles: os dardos da dúvida, do medo, da acusação, da injustiça, da crítica, da fofoca, da calúnia e da violência. Todos nós que estamos em meio à luta receberemos dardos inflamados lançados contra nossas vidas. A questão é: será que vamos ser atingidos por esses dardos, ou há como evitá-los ou acabar com eles? A fé não impede o inimigo de nos atacar, mas atua no sentido de extinguir o que o inimigo lança sobre nós. Pessoalmente gosto muito de usar a minha fé declarando o que diz Isaías 54:17 "Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR e o seu direito que de mim procede, diz o SENHOR."

b) O segundo aspecto tem a função de mobilidade. A força defensiva do escudo permite à Igreja contra-atacar o inimigo. A palavra nos diz que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja de Jesus (Mateus 16:18). Aqui, Jesus está claramente demonstrando um aspecto ofensivo da Igreja, e assim podemos dizer que pela fé poderemos avançar contra as portas do inferno. Se temos pensado na fé enquanto uma certeza que se realiza, podemos também dizer que, quando evangelizamos e as pessoas se convertem, estamos atuando exatamente nesse sentido da fé e roubando o inferno. Certamente, suas portas não prevalecerão contra nós. Esse é só um exemplo da fé operante, mas existem outros. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. Hebreus 11:6.

5- O CAPACETE DA SALVAÇÃO
“Tomai também o capacete da salvação”. Efésios 6:17a

5.1- Conhecendo a peça: Feito de bronze, revestido pelo interior com feltro ou esponja.

5.2- A Finalidade do capacete: O capacete é uma arma de defesa que na guerra protegia a cabeça dos soldados contra todos os ataques que eles viessem a receber.

5.3- O sentido espiritual: Quero destacar aqui que alvo de Satanás é a nossa mente. Toda batalha é travada na mente humana. “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.” 2 Coríntios 11:3
Mas o texto nos fala de um ataque específico do Maligno em relação a nossa salvação. Creio que este ataque se refere a ter dúvidas a respeito de nossa salvação. Quando fazemos a pergunta: “Você tem certeza da sua salvação?”, muitas vezes, vem a resposta “Acho que sim, espero que sim”. “Só Deus sabe..” Tais respostas mostram que essas pessoas não conhecem a Bíblia.
Há uma estreita conexão entre a fé em Cristo e a certeza da salvação. Foi o próprio Jesus quem disse: “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna” (Jo 6.47).
É preciso gritar a plenos pulmões que a salvação é uma dádiva de Deus e não uma conquista humana (Efésios 2:8-10). É oferta da graça e não resultado das obras. É recebida pela fé e não pelas obras. Consequentemente, nenhum homem pode vangloriar-se de sua salvação. Se a salvação fosse por méritos, então, o homem teria de que se gloriar, mas como ela é oferta da graça, o homem só pode se curvar e agradecer a Deus por tão grande dádiva.
Satanás sabe que um cristão duvidoso de sua salvação será um alvo fácil para a sua ação. Se ele puder nos convencer que ao pecarmos perdemos a nossa salvação e não seremos mais amados por Deus só nos resta abandonar ou apostatar de nossa fé. Por isso o autor de Hebreus diz: “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram.” Hebreus 2:3.

6- A ESPADA DO ESPÍRITO.
“..e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;” Efésios 6:17b

6.1- Conhecendo a peça: Era uma espada com uma lâmina longa (50-55 cm), a arma por excelência do legionário romano, levado à direita da cintura.

6.2- A Finalidade da espada: O apóstolo Paulo apresenta a arma mais ofensiva, a espada, como a Palavra de Deus embora possa ser usada também defensivamente.

6.3- O sentido espiritual: Nos defendemos e atacamos o inimigo com a Palavra de Deus. Satanás é mentiroso, e a Palavra de Deus é a verdade que sempre prevalece sobre a mentira. A Palavra também é chamada de espada em Hebreus 4:12. Aqui, a Palavra é descrita como “viva e eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes”. A espada romana era comumente de dois gumes, tornando-a melhor para perfurar e cortar em ambos os sentidos.

a) Defensivamente ela foi usada por Jesus em Mateus 4, quando foi tentado pelo diabo no deserto. Todas as vezes que o diabo lhe fazia uma sugestão, ele golpeava, dizendo: “Está escrito…” Por essa razão, o crente deve conhecer a Bíblia, estudá-la, memorizá-la, meditar nela e principalmente colocá-la em prática na vida, e assim estará golpeando o inimigo.

b) Ofensivamente ela é usada quando é pregada ou ensinada com ousadia no poder do Espírito Santo.

C.H. Spurgeon disse algo tremendo em seu sermão pregado na manhã de Domingo, 19 de abril de 1891, intitulado, “A Espada do Espírito” que achei interessante para nós:
“A Palavra de Deus na mão do Espírito fere terrivelmente e faz o coração do homem sangrar. Aquele que usa a Palavra nas batalhas do Senhor deve usá-la contra esperanças carnais e então golpear contra os temores da incredulidade. Deve golpear fortemente com uma lâmina, o amor ao pecado, e com a outra, o orgulho da justiça própria”.
Falando sobre o resultado de nossa pregação ele disse: “Vamos pedir que o bendito Espírito afie nossa pregação, senão falaremos muito e teremos pouco resultado!”.
Sobre atacarmos o inimigo em seu próprio terreno ele também disse: “Não sejam vocês somente sóbrios, ataquem a bebedeira. Não se contentem em se verem livres de superstições, vocês mesmos, mas a exponha aonde quer que aconteça! Não seja devoto apenas quando você se sente obrigado a sê-lo, mas ore pelo crescimento do reino,  ore em todo o tempo! Não diga somente “Eu vou manter Satanás longe da minha família educando meus filhos corretamente“, mas vá à escola dominical e ensine outras crianças, e assim leve a guerra para a outra fronteira!”.

Creio também irmãos que todo aquele que usa espada do Espírito ofensivamente deve saber do imenso poder de penetração desta espada. A ideia das Escrituras penetrando (Hebreus 4:12) significa que a Palavra de Deus atinge o "coração" chegando à profundidade a ponto de "dividir" (ou cortar) alma e do espírito, portanto, capaz de modificar aquilo que temos de mais interior e invisível. Mas essa "espada" também atinge "juntas e medulas", que são as partes físicas que nos levam a nos mover. Ela é capaz de mudar nossas atitudes. Além disso, traz à tona nossos pensamentos e intenções do coração, deixando claro aos nossos olhos o que realmente somos.
Por essas razões devemos usar a Espada do Espírito na certeza de ela não voltará vazia, mas cumprirá o propósito para o qual ela foi designada. “Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei”. Isaías 55:11

CONCLUSÃO: O aposto Paulo encerra o assunto sobre a armadura do cristão dizendo que ao usarmos toda a armadura de Deus não nos esqueçamos, daquilo que creio eu ser a arma secreta do guerreiro que é a oração: “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos e também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazê-lo”. Efésios 6:18-20


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO
SÉRIE LUTA ESPIRITUAL



domingo, 6 de agosto de 2017

CONHECENDO A ARMADURA DE DEUS. ESTUDO 6 (1ª Parte)


TEXTO BASE: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” Efésios 6:11 e 13

INTRODUÇÃO: Antes de nos envolvermos em um acirrado combate espiritual, precisamos estar certos de que estamos revestidos de toda a armadura de Deus. Paulo quando esteve preso, observou bem os soldados da guarda pretoriana (guarda de elite) de Roma e inspirado pelo Espírito Santo passou a descrever cada uma das peças que compunham as vestimentas de um soldado, comparando-o a um guerreiro espiritual. São seis as peças básicas desta armadura.

I- O CINTO DA VERDADE.
“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade..” Efésios 6:14a
1.1- Conhecendo a peça: Esta peça de vestuário consiste numa tira de couro ou outros materiais, usada ao redor da cintura.

1.2- A Finalidade do Cinto: O cinto de um soldado, além de fixar a parte frontal da armadura (a couraça) assegurando que esta não se soltasse nem afrouxasse, protegia os órgãos reprodutores e o aparelho digestivo do soldado. Ela servia também como sustentação de outras peças da armadura.  

1.2- O sentido espiritual: A verdade não é apenas uma arma ofensiva quando a usamos como Espada do Espírito, mas é também uma arma de proteção e sustentação do guerreiro espiritual. Podemos compreender a verdade sob dois aspectos:

(a) A verdade da Palavra de Deus. O pai da mentira ficará enfraquecido diante da verdade pura da Palavra de Deus. Cingir-nos com a verdade é termos a nossa mente cheia da Palavra de Deus, uma mente forte, vigorosa, madura espiritualmente, que sabe manejar bem a Palavra da verdade. (2 Tm 2:15).

As Escrituras dizem em Oseias 4.6 que “o meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento”. Necessitamos mais que nunca firmar nossas convicções na Palavra de Deus, pois a Igreja passa por uma crise das mais terríveis de sua história, que é justamente o desconhecimento da Verdade. Por isso Jesus disse: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” Mateus 22:29. Quando não conhecemos a verdade de Deus somos escravos da mentira que escraviza ao contrário da verdade que liberta! Devemos saber que a mentira é a mais poderosa arma do inimigo. Com ela, o diabo introduziu a rebelião no Céu. Também estabeleceu na Terra um reino nela baseado: mentira a respeito de Deus, do significado da vida, de nós mesmos, da família, do sucesso, do dinheiro, do sexo. Respiramos mentiras por todas as partes. Apenas a verdade tem o poder de nos proteger contra a mentira. Apenas a verdade pode libertar (João 8:32) e desmascarar as mentiras do diabo.

(b) A verdade na vida do cristão. A Palavra de Deus nos adverte a sermos sinceros: "Sede irrepreensíveis e sinceros filhos de Deus, inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual deveis resplandecer como astros no mundo." (Filipenses 2.15) A origem da palavra SINCERO é a junção de duas outras: SEM CERA. Conta-se que na antiguidade, alguns maus comerciantes vendiam potes e vasos com pequenas rachaduras. Para que o cliente não percebesse, eles cobriam a rachadura com cera e quando esta secava, todo o vaso era pintado, para que ninguém visse. Muitos deles quebravam com pouco tempo de uso. Assim, os compradores mais espertos, ao comprarem os utensílios, colocavam o vaso contra o Sol. Se a luz "passasse" através da pintura, é porque ela estava danificada. Eles então reclamavam: queremos "sem cera". Daí veio a palavra SINCERO, que tem o sentido de VERDADEIRO, QUE NÃO ESCONDE NADA.
Jesus dis­se, com clareza, que a palavra do cristão é esta: "sim, sim; não, não e o que passar disso vem do maligno”. (Mt 5.37)
A falsidade e a mentira são muito prejudiciais à obra de Deus é uma brecha à ação do diabo, o pai da mentira. O Senhor nos ordena a rejeitar a mentira em todas as suas formas (Colos. 3:9): falso testemunho, engano, hipocrisia, fingimento, exagero, calúnia, desonestidade, não cumprir os tratos injustificadamente, fraude, falsificação em todas as áreas de nossa vida: lar, trabalho, comércio, igreja, autoridades, colégio, amizades, etc.


2- A COURAÇA DA JUSTIÇA.
“..e vestindo-vos da couraça da justiça” Efésios 6:14b
2.1- Conhecendo a peça: A couraça, nos tempos antigos, era uma malha que cobria o corpo pela frente e nas costas. Constava de duas partes unidas nos lados.

2.2- A Finalidade da couraça: A couraça tem por finalidade cobrir e proteger o tórax, onde encontramos o coração como um instrumento vital para nossas vidas que está localizado no lado esquerdo do peito. Biblicamente, a palavra coração descreve a parte interior da mente, o ser interior de um homem. O que está em nosso coração determina o que somos. Como Provérbios 3:23 nos diz: "Acima de tudo guarde o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida". Não admira, portanto, que é exatamente nessa parte onde Satanás procura lançar seus dardos. Se seus dardos conseguem penetrar o coração ou seja, o interior de nosso ser, então ele alcançou seu intento. Uma das armas que Satanás frequentemente usa para disparar seus dardos no coração dos cristãos sinceros e dedicados não é outro senão a condenação. Condenação é uma de suas melhores armas, uma vez que faz o coração, nosso interior, doente. É uma poderosa arma de Satanás para corromper a nossa comunhão com Deus. João descreve os efeitos desta doença que afeta muitos cristãos. “Amados , se nossos corações não nos condena, temos confiança diante de Deus” 1 João 3:21


2.3- O sentido espiritual: É muito importante sabermos que a justiça que protege o nosso coração não é a justiça própria, mas a justiça de Deus. Em Romanos 3:20 nos diz que “ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado.”
Não podemos confiar em nossos sentimentos e nem naquilo que vemos, porque a nossa justiça é carnal e naturalmente injusta e não vislumbra a obra de Deus em nossas vidas. “Porque todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia” (Isaías 64:6).
A única justiça que deve governar o nosso ser é a justiça de Deus, mas como alcançar tal justiça? Paulo nos responde essa questão: “e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé” (Filipenses 3:9).
A justiça que temos contra o diabo é mediante a fé em Cristo, na obra redentora que Ele mesmo realizou por nós e não por obras que nós podemos realizar. “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Romanos 8:33-34).
Se nos tornamos justos pela justiça de Cristo não devemos dar lugar ao diabo cometendo qualquer tipo de injustiça. “Entretanto o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que Lhe pertencem. E mais: Aparta-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor.” 2 Timóteo 2.19. Não podemos entrar numa batalha contra o acusador sem a certeza de ‘não haver acusação’ sobre nós (Rm.8:1). Seria derrota certa, morte certa. Por outro lado é claro que, se de livre e espontânea vontade permanecermos em pecado, nunca estaremos revestidos dessa couraça.

3- O CALÇADO DA PREPARAÇÃO DO EVANGELHO DA PAZ.
“Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;” (Efésios 6:15)

3.1- Conhecendo a peça: Os antigos soldados protegiam os pés com uma espécie de bota com tiras de couro que cobria a perna, do joelho ao pé. Os pés são a base sobre a qual se firma o restante do corpo. Existem algumas lutas corporais cuja estratégia está em derrubar o oponente tirando o seu pé de apoio; uma vez sem esta base firme que são os pés, o corpo logo cai e fica fácil cair sobre o adversário para imobilizá-lo e derrotá-lo. Uma pessoa caída ao chão fica frágil e sem muitas chances de defesa. Todo lutador que cai, sabe que precisa levantar-se para ter alguma chance de vitória. Você já se imaginou indo a um combate descalço? Começamos a entender agora a importância de se proteger os pés, e deles estarem firmes sobre o solo, para sustentar o corpo durante todo o combate.

3.2- A Finalidade dos calçados: A Palavra fala de calçar os pés com a preparação do evangelho da paz. Esta palavra é uma tradução do grego "etoimasia", que significa "estado de preparação", isto é, estar preparado para pregar o evangelho em qualquer situação. 1 Pedro 3:15 diz: "Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós."
Para estarmos preparados, necessitamos de todo um trabalho anterior de preparação. Um lutador para estar pronto para a luta necessita de treinamento, instrução sobre como lutar, exercícios de fortalecimento muscular, enfim tudo que possa prepará-lo para vencer a luta. Cada um de nós deve buscar esta preparação. Algumas traduções trazem este termo como "prontidão" para anunciar o evangelho da paz, atendendo rapidamente ao chamado. Já está preparado e não tem preguiça, nem desculpas para responder à convocação.
Quantos de nós já leram a bíblia toda pelo menos uma vez? Quantos a leem diariamente e meditam sobre ela? Quantos estudam a fundo os livros da bíblia? Quantos participam do "treinamento" que lhes é oferecido, estando presente em todas as reuniões de estudo, e mais ainda, releem os estudos que já tiveram, estudando-os em casa? Quantos procuram "viver" aquilo que aprendem? Quantos leem livros sobre assuntos espirituais? Quantos se oferecem para pregar a Palavra em seu grupo? Por aí, começamos a perceber o porquê da dificuldade em se pregar o evangelho.

3.3- O sentido espiritual: Quero ressaltar aqui dois sentidos espirituais para a preparação do evangelho da paz!

(a) Em primeiro lugar, devemos observar que o apóstolo Paulo usa a expressão “evangelho da paz”. Nas Escrituras, tal expressão vem representar a reconciliação entre homem e Deus. É o que temos em Rm 5.1: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”. Devemos estar prontos para dizer às pessoas que Jesus Cristo traz a verdadeira paz (reconciliação) com Deus. “Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida”. Romanos 5:10  

(b) Em segundo lugar, o evangelho da paz tem a ver com o nosso testemunho no mundo. Como filhos de Deus, devemos procurar a paz e mantê-la, mas, ao mesmo tempo precisamos nos tornar seus verdadeiros promotores. No dizer de Jesus devemos agir como pacificadores, pois desta maneira seremos qualificados como “filhos de Deus”, Mt 5.9, “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”. As divisões e contendas entre o povo de Deus podem colocar em risco nosso chamado nos tornando vítimas das artimanhas diabólicas.

CONCLUSÃO: No próximo estudo vamos conhecer mais três peças da armadura de Deus: O escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do Espírito.

Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO

SÉRIE LUTA ESPIRITUAL

sábado, 5 de agosto de 2017

CONHECENDO AS NOSSAS ARMAS ESPIRITUAIS - ESTUDO 5


TEXTO BASE: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.”  2 Coríntios 10:4,5

INTRODUÇÃO: Nos próximos estudos, vamos reconhecer quais as armas que o Senhor coloca em nossas mãos para a nossa luta contra satanás e seus demônios como também a usá-las de forma eficaz. Antes de estudarmos sobre cada uma destas armas devemos trazer em mente alguns aspectos importantes sobre elas:

I- NOSSAS ARMAS SÃO ESPIRITUAIS
Em primeiro lugar, as armas que Deus coloca em nossas mãos não são carnais (ou humanas). “Porque as armas da nossa milícia não são carnais..” Não é com a inteligência humana, esforço físico, ou com autoajuda que lutamos contra o inimigo, mas, com ajuda do Alto. Lutero compreendia esta questão importante quando escreveu o Hino Castelo Forte (1529):
“A força do homem nada faz, sozinho, está perdido; Mas nosso Deus socorro traz, em seu Filho escolhido. Sabeis quem é Jesus, O que venceu na cruz, Senhor dos altos Céus; E, sendo o próprio Deus, Triunfa na batalha”.

II- NOSSAS ARMAS SÃO PODEROSAS.
Em segundo lugar, as armas espirituais são poderosas em Deus. “...e sim poderosas em Deus”, A maioria dos cristãos não sabem do poder que têm em suas mãos. Talvez por isso, muitos por temerem as ações do diabo, não se engajam na batalha. Jesus nos deu autoridade espiritual: “Eis que vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; e nada vos fará dano algum”. Lucas 10:19. 
Devemos, todavia entender que nós somos apenas instrumentos nas mãos de Deus. Não agimos em nosso nome e nem devemos manipular o poder de Deus. No A.T o Senhor condenou esta atitude humana de idolatria que nada mais é do que promover o ser humano a um status de poderoso ou milagreiro. "Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura". (Isaías 42:8)

III- NOSSAS ARMAS SÃO PARA FINS ESPECÍFICOS.
Em terceiro lugar, as armas espirituais possuem três alvos específicos:

ALVO 1- Destruir Fortalezas: “E assim como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé”. 2 Tm 3:8.  
Fortalezas é um padrão forte e resistente de conceitos e valores inconscientes, gerando pensamentos, sentimentos e comportamentos contrários ao plano, propósito e prática de Deus para a vida do homem. Fortalezas são aquelas áreas onde o inimigo consolidou uma resistência ao avanço do evangelho, do Reino de Deus numa pessoa, igreja, cidade ou região maior. Elas também podem ser representadas por hábitos, pecados, vícios e crenças que estão arraigadas na mente da pessoa.

ALVO 2- Anular Sofismas: “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém”. Rom. 1:25.
Os sofismas são mais sutis, pois é uma mentira com aparência de verdade, mas continua sendo uma mentira. Os sofismas alteram a essência da verdade do evangelho e implantam no conhecimento humano uma mentira que de tanto ser repetida, é aceita como verdade.

ALVO 3- Anular toda a Altivez: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda” Prov. 16:18.
A altivez é uma barreira de orgulho e exaltação que lança sombra e escurece a razão impedindo a penetração do conhecimento de Deus. Esta também é uma arma poderosa do inimigo para manter as pessoas nas trevas, intocadas pela luz do evangelho, ao mesmo tempo em que se sentem sábias, autossuficientes e superiores.

CONCLUSÃO: Quando usamos corretamente as armas espirituais para atingir estes três alvos, TODO O PENSAMENTO É LEVADO CATIVO À OBEDIENCIA DE CRISTO. Isso significa que a verdadeira libertação ocorre na mente da pessoa e essa libertação se traduz em obediência a Cristo.

Oração:  "Pai celestial, eu te agradeço por teres me dado a mente de Cristo. Eu reafirmo a minha liberdade e declaro que não serei preso (a) por pensamentos enganosos. Eu lanço fora de minha mente todo raciocínio, todo pensamento, toda imagem que se levanta contra a verdade de Deus. Eu levo cativo todo pensamento à obediência de Cristo. Eu faço a escolha de encher minha mente com a verdade e ordeno aos meus pensamentos que se alinhem à palavra de Deus. Eu rejeito toda fortaleza de mentira em minha alma, principalmente os pensamentos que tentam impedir que eu experimente o amor de Deus de uma forma plena. Pai de amor, pelo poder do Espírito Santo, quebra todo jugo, toda passividade, toda mentira que se alojou atrás dos traumas, tudo o que provoca a tristeza que é segundo o mundo, todo o medo nocivo, Eu lanço fora de minha mente todo pensamento que tem o propósito de gerar enfermidades, todo pensamento que me faz resistir autoridades levando­ me à rebeldia, todo pensamento que me prende a vícios e todo pensamento que alimenta rejeição. Caiam por terra agora estas cadeias em nome de Jesus”.

Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO
SÉRIE LUTA ESPIRITUAL

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

CONHECENDO AS ESTRATÉGIAS DO DIABO. ESTUDO 4 - 2ª Parte


TEXTO BASE:  “..para que assim voltem à sobriedade e escapem da armadilha do diabo, que os aprisionou para fazerem a sua vontade”. 2 Tm 2:26

INTRODUÇÃO: No estudo anterior aprendemos que a opressão e possessão demoníaca são duas estratégias do diabo com o objetivo de ir assumindo o controle da vida das pessoas. A opressão demoníaca acontece na mente, pois este é o meio preferido dos demônios para exercerem influências sobre uma pessoa. Satanás gosta de fazer sugestões e soprar suas inverdades em nossos ouvidos para corromper os nossos pensamentos. Eles espreitam alguém e verificam a sua condição espiritual. Se encontram portas abertas (PECADOS OU FERIDAS NA ALMA ) entram e atuam imediatamente em sua mente, para escravizá-la e dominá-las. Devemos entender também que o diabo fará de tudo para sabotar a obra de Deus e por isso usará suas opressões sobre o crente que se se dispõe para Deus a fim de desanimá-lo e faze-lo desistir da obra. Hoje, vamos falar sobre a possessão demoníaca.

1- A POSSESSÃO DEMONÍACA
Se a opressão é a presença de demônios em torno da pessoa, a possessão é a presença de um ou mais demônios dentro dela (Mc 5: 9-13). A opressão opera de fora para dentro, já a possessão, de dentro para fora. É sinal de que o diabo alcançou grande domínio sobre a vida da pessoa.
Quando uma pessoa está possessa (ou endemoninhada), ela perde o controle de si mesma. O homem gadareno (Marcos 5) tinha o corpo dominado e usado por demônios, vv. 1-4; perdera a sensibilidade física (não sentia dor, frio, fome), v. 5, bem como o controle das faculdades: voz, ação, locomoção, vv. 6-7.
No entanto, depois de libertado por Jesus, foi encontrado assentado, vestido e em perfeito juízo.

A possessão demoníaca causa mudanças na pessoa como:

1,1- MUDANÇA DE PERSONALIDADE: Catatonia; Violência e acesso de fúria; Subir em árvores como animal; Choros; Bramidos; Cuspe; Gritos e berros; Tosse; Tremedeiras; Latidos; Rastejar como cobra; Zombaria e Orgulho.

1.2- MUDANÇA FÍSICA: Afeta a voz; Babas; Sintomas epilépticos; Olhos vidrados e parados e vômitos.

1.33- MUDANÇA MENTAL: Capacidade anormal – telepatia, levitação, premonição, línguas desconhecidas (glossolalia – muito parecido com a língua dos anjos).

1.4- MUDANÇA ESPIRITUAL: reage com violência à confissão da Palavra, Louvor, Oração.

As pessoas que se envolvem com o ocultismo em geral (espiritismo, adivinhação, umbanda, candomblé, bruxaria, magia, wicca, esoterismo, idolatria), normalmente terminam sofrendo por opressão ou infestação maligna.
As vítimas de malefícios, despachos, ou outros trabalhos e rituais ocultistas podem sofrer com esta mesma influência e ação.
No caso destas pessoas, a prudência e o bom senso recomendam que sejam atendidas por quem tem o ministério de libertação e discipulado, e não por qualquer pessoa.
Em alguns casos, a possessão demoníaca causa enfermidade física, como inaptidão para falar, sintomas de epilepsia, cegueira, etc. (Mateus 9:32-33; 12:22; 17:18; Marcos 5:1-20; 7:26-30; Lucas 4:33-36; Lucas 22:3). Em outros casos, faz com que a pessoa faça o mal, e disso Judas é o maior exemplo. Em Atos 16:16-18 o espírito aparentemente dá à menina escravizada a habilidade de conhecer coisas além de seu próprio entendimento.

2- O DISCERNIMENTO ESPIRITUAL
“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Nisto conheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;
e todo espírito que não confessa a Jesus não é de Deus; mas é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que havia de vir; e agora já está no mundo. Filhinhos, vós sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo”. 1 João 4:1-4.
A Bíblia menciona as palavras "espírito" ou "espíritos" 990 vezes. Existem três  Espíritos atuando na terra: o Espírito Santo ,o espírito maligno e o espírito humano.

O dom de discernimento de espíritos é a habilidade ou capacidade, dada por Deus, de se reconhecer a identidade (e, muitas vezes, a personalidade e a condição) dos espíritos que estão por detrás de diferentes manifestações ou atividades.

Se você não for munido de discernimento, correrá o risco de confundir uma dor de barriga com opressão ou uma doença psíquica com possessão demoníaca. Satanás é ardiloso, e fará tudo o que puder para enganar o ministro de libertação. Há casos em que orar, chorar e até mesmo falar em línguas, não passam de um disfarce utilizado pelos demônios com o fim de enganar os incautos. Os demônios podem imitar algumas manifestações do Espírito Santo. Por outro lado, a mente humana pode, devido às pressões do ambiente, tentar imitá-las. Em alguns círculos eclesiásticos, esta pressão é bem forte. Os apóstolos Pedro e Paulo usaram este discernimento (Atos 5:3 e 13:9-10).

3- O CAMINHO PARA A LIBERTAÇÃO
“Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra. Por isso, diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa”. Mateus 12 :43-45.
Quando se fala em libertação, temos a tendência a associarmos libertação com exorcismo. Expulsar demônios pode em alguns casos fazer parte do processo de libertação, mas a libertação em si, somente ocorre, quando a casa que é a nossa própria vida (corpo, alma e espírito) além de limpa se torna realmente habitação do Espírito Santo. Isso só irá acontecer quando a pessoa se entregar realmente a Jesus Cristo como o seu único e suficiente Salvador. Por isso não adianta fazer um “exorcismo” sem levar a pessoa a conhecer a verdade que liberta em JESUS. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. João 8:32; “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. João 8:36. Quando a casa (o ser humano) não é habitada e selada com o Sangue do Cordeiro, o estado da pessoa fica pior, e para cada demônio que sai, ele volta trazendo mais sete.

Quero destacar três atitudes que considero essenciais para a plena libertação.

3.1- CONFESSANDO A JESUS CRISTO.
Confessar a Cristo é o único meio para a salvação. Na bíblia, em Romanos 10.9,10 está escrito assim: “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” Veja mais o que Cristo falou sobre essa atitude: “Qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 10.32,33) O Batismo, por exemplo, é um ato público, uma aliança onde confessamos diante de todos que Jesus Cristo é o nosso Senhor.
Confessar a Cristo é também a única forma de sermos vitoriosos sobre o pecado. Porque em Cristo há graça para vencer o pecado. Paulo escreveu ao jovem Timóteo: “Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 2.2) O resultado de uma vida vitoriosa é ter o nome confessado no céu. Em Apocalipse 3.5 lemos assim: “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”.

3.2- CONFESSANDO OS PECADOS.
A pessoa só será realmente liberta se confessar os pecados através dos quais aqueles demônios tiveram acesso à sua vida. Se não houver confissão, arrependimento, eles continuam tendo direito sobre a pessoa e voltam para a ‘casa’ deles. A cura da alma lida com os estragos causados e deixados pelos demônios (traumas, feridas, mágoas, rejeições, lembranças dolorosas do passado etc) e esse último caso tem sido chamado de cura interior, como diz em Tiago 5.16a: “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados”; e Salmo 32.3-5: “Enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois dia e noite a tua mão pesava sobre mim; minhas forças foram-se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Eterno, e tu perdoaste a culpa do meu pecado.” 
O segredo da libertação é confessar os pecados. Confessar um a um. Pedir que o Espírito Santo que nos lembre de cada pecado não confessado e assim devemos renunciar aquele envolvimento com Satanás. Como diz em 1 João 1.9: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça”.

3.3- RENUNCIANDO O PASSADO.
Embora todo o nosso passado foi perdoado em Cristo, existem vínculos que precisamos romper, destruir, renunciar e abandonar para que o nosso caminhar com Deus seja sem impedimento algum.
Toda pessoa que aceitou a Cristo como o seu Salvador e Senhor deve entender que antes de ter a Cristo, ele estava sob o domínio de outro senhor (o diabo) A Palavra declara: “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.” Ef. 2:1-3.
“Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados.”  Cl 1:13-14.

JESUS CRISTO JÁ NOS LIBERTOU PARA UMA NOVA VIDA. MAS, TODO VÍNCULO COM OS DEMÔNIOS DEVEM SER DESTRUÍDOS (objetos de cultos espíritas, livros, amuletos, roupas, imagens, pedras, duendes, pirâmides...) PARA QUE NÃO HAJA BRECHAS PARA A AÇÃO DEMONÍACA EM NOSSAS VIDAS. (VEJA: ÊXODO 23:23-24; ATOS 19:18-19; EFÉSIOS 4:27).

CONCLUSÃO:


O escritor Alcione Emerich usa o exemplo de um lugar com lixo para ilustrar que libertação é muito mais que a expulsão de demônios. Exorcismo é espantar os mosquitos e deixar o lixo. Não há garantia que não vão voltar. Libertação é ajudar a pessoa a fechar todas as brechas que abriu no passado e também no presente. É lançar fora todo o lixo, tirar a ‘legalidade’. Os mosquitos não voltam, porque não há mais o lixo para atraí-los. Por isso a verdadeira libertação passa pela confissão de Jesus com Senhor, confissão de pecados e renúncia do passado. Através de um discipulado constante e eficiente a pessoa liberta deve permanecer em Cristo para não se submeter de novo a jugo de escravidão. Em 1 Cor. 6:12. O apóstolo Paulo falando aos crentes disse: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”. Gálatas 5:1

Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO
SÉRIE LUTA ESPIRITUAL

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

CONHECENDO AS ESTRATÉGIAS DO DIABO- ESTUDO 3 - 1ª Parte


TEXTO BÁSE: “O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir...” João 10:10

INTRODUÇÃO: No estudo de hoje aprenderemos que Satanás é um estrategista organizado e cruel cujo objetivo é roubar matar e destruir (João 10:10). Como ele anda em nosso derredor (1 Pedro 5:8) conhece nossos pontos fracos e sabe a hora certa de atacar; por isso, não podemos ser ignorantes quanto às suas estratégias. Creio que este ataque à igreja tem como principal objetivo leva-la ao comodismo e desviá-la de seu foco principal que é ganhar almas para Cristo. Em relação àqueles que ainda não conhecem a Cristo, o seu objetivo principal é mantê-las na ignorância espiritual (2 Cor. 4:4). Neste estudo vamos analisar duas de suas estratégias: A opressão e possessão demoníaca.                           

I – OPRESSÃO

A palavra opressão no dicionário português significa: sobrecarregar com peso, apertar, comprimir, pressão que esmaga, sufocar e sugestionar ao erro. Podemos ver e sentir os reflexos da opressão por toda parte, porque essa é a função dos demônios, oprimir a humanidade. A opressão é um nível de ação satânica a qual todos estamos sujeitos – cristãos e não cristãos, em graus de intensidade diferentes. Vários personagens bíblicos passaram por opressão demoníaca: 1. Adão e Eva (Gn. 3:17); 2. Saul (I Sam 16:14-15); 3. Judas (João 13:2); 4. Paulo ( II Co 12:7-10 ; I Tess. 2:18); 5. Pedro (Mateus 16: 21-23).
Não podemos ser afligidos pela opressão e desanimar. Temos que enfrentá-la e não descansar enquanto ela não cair por terra. A opressão não combatida abre portas para a depressão e em alguns casos para a possessão demoníaca.
É preciso combater o problema na sua causa. São várias situações em que a opressão ocorre: (1) Através de Brechas (2) Oposição à obra de Deus. Vamos nos deter na questão das brechas.

COMBATENDO A OPRESSÃO


1- FECHANDO AS BRECHAS.

Qualquer abertura que damos ao diabo para agir em nossa vida se constitui em uma brecha. “... não deis lugar (espaço, ocasião, oportunidade) ao diabo” Efésios 4:27 (lembre-se que Paulo está falando para crentes, “aos SANTOS que vivem em Éfeso” – 1:13, 15). Veja também (1 Coríntios 10:13)

1.1 - A BRECHA DO PECADO

Em primeiro lugar a brecha pode ser um pecado em nossas vidas que nos domina. Alguém disse que o diabo é como um rato, não precisa de uma porta inteira para passar, basta uma fresta bem pequena que ele entra. Ele também não vive em lugares limpos e iluminados, prefere sujeira e escuridão. ( Veja João 3:19,20)
É importante sabermos que somos responsáveis pelas nossas quedas e não o diabo. Todas as tentações são resistíveis, não há espaço para desculpas. Em Deus podemos vencer todas elas. Em Tiago 1:13-14 fica claro que a tentação não vem de Deus, mas tem sua origem em nossas fraquezas, em nossas cobiças, em nosso caráter vacilante e corrompido.
Para fechar a brecha do pecado precisamos confessar os nossos pecados. A palavra de Deus nos diz que “aquele que confessa o seu pecado e o deixa alcança misericórdia” (Pv 28.13). Veja também: 1 João 1:9; Tiago 5:16.


1.2 -    A BRECHA DAS FERIDAS NA ALMA

Em segundo lugar a brecha pode ser uma ou mais feridas na alma. Há pessoas que são extremamente doentes na sua alma e por isto tornam-se oprimidas por espíritos malignos. Problemas como autocomiseração, ódio, rejeição, traumas  e tantos outros residentes na alma podem ser a brecha para a opressão e em alguns casos também para a possessão. Quando isto acontece, não adiantará expulsá-los muitas vezes porque as brechas permanecerão abertas e eles voltarão. O que deve ser feito é um trabalho de cura interior com a pessoa, levando-a a conquistar o território de suas próprias emoções.

A questão do perdão, por exemplo, é muito séria, pois aquele que não perdoa, vive em uma prisão espiritual, até que libere o perdão de verdade. ( Mt 18:34).Temos que entender que o único que ganha com a falta de perdão é o diabo, como Paulo aborda em 2 Co 2.10,11 “E a quem perdoardes alguma coisa, também eu; porque, o que eu também perdoei, se é que tenho perdoado, por amor de vós o fiz na presença de Cristo; para que não sejamos vencidos por Satanás; Porque não ignoramos os seus ardis”.


2- RESISTINDO AO ATAQUE À OBRA DE DEUS.

Sabemos que nem toda opressão é uma brecha. Aqueles que estão envolvidos na obra de Deus são muitas vezes atacados com a finalidade de parar o que estão fazendo. Satanás tem acusado, assediado e perseguido os cristãos no esforço de impedi-los de viver para a glória de Deus. Ele tenta arrancar a mensagem do Evangelho do coração de uma pessoa até mesmo antes dela ser salva (Mateus 13:19). Ele bombardeia os crentes com falsas doutrinas, tentando confundi-los e distraí-los da verdade bíblica (Efésios 4:14).
Martinho Lutero relata que o conflito dele com Satanás se tornou tão intenso em determinado momento de sua vida, que parecia que ele podia ver o inimigo em pessoa. Num destes conflitos, ele chegou a atirar seu tinteiro contra a parede como se Satanás estivesse ali pessoalmente. Isso ilustra como o combate espiritual pode se tornar vívido e intenso.
Provavelmente você nunca experimentou o conflito espiritual de maneira tão intensa quanto Martinho Lutero, mas a guerra é tão real para você quanto foi para ele.

É dito em 1 Tess. 2.18 que Satanás impediu o apóstolo Paulo de rever os irmãos em Tessalônica. Os esforços missionários de Paulo foram às vezes frustrados pelo adversário. No contexto de sua prisão e julgamento Paulo declarou: “Na minha primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram. Que isto não lhes seja posto em conta! Mas o Senhor permaneceu ao meu lado e me deu forças, para que por mim a mensagem fosse plenamente proclamada e todos os gentios a ouvissem. E eu fui libertado da boca do leão”. 2 Timóteo 4:17

Deus permite que o adversário possa guerrear contra os crentes a fim de tentar impedi-los de realizarem aquilo que desejam fazer para Cristo.

Esta permissão de Deus tem dois propósitos.

Em primeiro lugar, mostrar ao adversário que mesmo que o crente fiel passe por lutas e oposições ferrenhas, jamais abandonará a sua fé em Cristo, sempre terá a esperança que certamente as lutas passarão e a vitória chegará.

Em segundo lugar, nos ensinar a guerrear. Gosto muito da expressão que Davi usa no Salmo 144:1,2 que diz: “Bendito seja o Senhor, a minha Rocha, que treina as minhas mãos para a guerra e os meus dedos para a batalha. Ele é o meu aliado fiel, a minha fortaleza, a minha torre de proteção e o meu libertador, é o meu escudo, aquele em quem me refugio. Ele subjuga a mim os povos”.

A grande verdade que devemos tomar posse é: Nenhuma oposição de Satanás pode derrubar para sempre o verdadeiro crente em Jesus Cristo.

“Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo”. 1 João 4:4

CONCLUSÃO: A oposição do adversário, não é algo permanente. Por isso, devemos sempre orar com confiança no Senhor para que Ele nos livre dos ardis de Satanás e resistir-lhe firmes na fé.



Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO
SÉRIE LUTA ESPIRITUAL

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

CONHECENDO O NOSSO ADVERSÁRIO- ESTUDO 2


TEXTO BASE: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo”.1 Pedro 5:8-9

INTRODUÇÃO: No estudo anterior aprendemos que todos nós como cristãos estamos envolvidos numa intensa batalha contra Satanás e seus demônios no mundo espiritual. Por isso, precisamos conhecer bem quem é nosso grande adversário e quais as estratégias por ele utilizadas. Hoje vamos estudar como se organiza e como age o exército inimigo de nossas almas, “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós”, 2 Co 2: 11.

1- QUEM É SATANÁS?  (Leia Isaías 14: 12-15)

a) A origem do nome. A palavra Satanás é de origem hebraica e significa adversário; o termo “diabo”, porém, é de origem grega e significa acusador. Ambas revelam o terrível caráter do nosso grande inimigo. Esse ser é o líder dos demônios.
Embora conhecido como dragão, antiga serpente, diabo e Satanás, Ap 20: 2, como sendo um ser do mal e das trevas, ele teve sua origem no reino da luz. O nome do atual anjo rebelde era Lúcifer, que significa ‘portador da luz’, uma tradução do verbo usado em Is 14: 12 que quer dizer brilhante. Essa passagem tem paralelos no Novo Testamento, Lc 10: 18; 2 Cor. 11:14; Ap 9: 1; 12: 9, levando muitos estudiosos à aplicação desse título a Satanás. Ele é mencionado na Bíblia como o originador do pecado, Gn 3: 1, 4; Jo 8: 44; 2 Co 11: 3.

b) A queda de um querubim. O profeta Ezequiel, em 28: 1-19, repreende severamente o orgulho do rei de Tiro, Itobaal II, mas, a certa altura da profecia, faz referências sobre-humanas, visando a outra pessoa que estaria por detrás do rei de Tiro: especificamente Satanás. E é nesse texto que Deus, através de Ezequiel, revela ao homem, nos versos 12-19, a perfeição, sabedoria e beleza originais do querubim que se tornou no diabo, bem como declara seu julgamento.O que induziu criatura tão bela e perfeita a tal apostasia? Conforme o profeta Isaías, cinco motivos levaram Lúcifer à queda:

   Violenta oposição a Deus, 14: 13: ‘subirei ao céu’ - desejo de dominar a morada divina;

   Auto-exaltação, 14: 13: ‘acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono’ - desejo de dominar todos os seres angelicais;

   Sede de poder, 14: 13: ‘no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte’. (O Norte, na literatura dos tempos de Isaías, significava a morada dos deuses, mas não o céu dos céus, e sim o universo. Lúcifer desejou o domínio do universo.); 

   Desejo de glória, 14: 14: ‘subirei acima das mais altas nuvens’. Lendo Êx 16: 10 e Is 19: 1, percebe-se que “nuvem” está intimamente ligada à glória de Deus. Lúcifer desejou a glória que só pertence ao Criador, Is 48: 11;

   Mania de grandeza e subversão total, Is 14: 14: ‘serei semelhante ao Altíssimo’

II - O EXÉRCITO DE SATANÁS, Ap 12: 3-4.

a) Os demônios existem e Satanás é o seu líder. Satanás não está sozinho em seu domínio. Ele é o líder de um exército de renegados. Embora sejam criaturas de Deus, não foram criados como anjos maus. O que aconteceu foi que eles não mantiveram a condição original que o Criador lhes concedeu, porém caíram do estado em que haviam sido criados, 2 Pe 2: 4; Judas 1:6.
O próprio Jesus testemunhou esta queda de Satanás (veja: Luc 10:17-18). Alguns demônios estão confinados, outros estão ativos no mundo espiritual, Mt 12: 43-45.

MUITO IMPORTANTE: Em Apo 12:7-9 diz: "E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele".

Este texto nos mostra o que irá acontecer com Satanás no futuro, quando ele for literalmente expulso do céu e descer à terra sabendo que seus dias estão contados. Isso acontecerá após o arrebatamento da Igreja, quando o Senhor vem até o meio do caminho (nos ares) para buscar os que morreram em Cristo e os vivos que creem nele (sua igreja), e antes de Cristo vir ao mundo em glória para reinar.

Embora Satanás continue no céu (Regiões Celestes) acusando o crente diante de Deus, e também passeie pela terra para cumprir seus objetivos, por enquanto ele não tem aqui neste mundo o poder e liberdade de ação que terá quando efetivamente mudar seu domicílio para a terra (durante a grande tribulação), que já não contará com o Espírito Santo habitando aqui na igreja para equilibrar ou "deter" sua ação direta ou por intermédio de seus demônios, a besta e o anticristo.

2Ts 2:6-7 "E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado;"

Portanto, a queda de Satanás ainda é futura e aqueles que dizem que a passagem de Apocalipse 12:7-9 já ocorreu e que Satanás e seus anjos não estão mais nos céus precisarão encontrar outros anjos malignos para substituí-los nas regiões celestiais no presente momento, já que somos exortados a combatê-los em oração em seu domicílio atual, que é o céu.( Efésios 2:2 e 6:12).

b) Os demônios e os ídolos. Paulo, em 1 Cor. 10:19-20, nos mostra que os deuses adorados por Israel, relatadas no Antigo Testamento na realidade, eram demônios. O apóstolo fala também acerca dos ídolos como representantes dos demônios. Veja também Ap 9: 20. Esses demônios causam danos físicos, Mt 9: 33, e podem vir a possuir o corpo de homens e animais, Mt 4: 24; Mc 5: 13. É o que se chama de possessão demoníaca ou endemoninhamento.

c) Os demônios se opõem a Deus. O Novo Testamento deixa claro que os demônios são seres espirituais que têm prazer em opor-se a Deus e combater Sua obra, tendo Belzebu como seu príncipe, Mc 3: 22. Eles buscam frustrar os propósitos de Deus, Ef 6: 11-12. O apóstolo Paulo ensina que eles desejam impor seu próprio sistema de doutrina, 1 Tm 4: 1-5.

CONCLUSÃO: Todo cristão vive entre o já e o ainda não. Que quer dizer isso? Por um lado, já somos salvos pelo Senhor Jesus Cristo e já vencemos Satanás, mas ainda não estamos totalmente livres de seus ataques. Esse é o período mais perigoso de toda a batalha espiritual. O cristão é o combatente que vive exatamente nesse período. A batalha decisiva foi travada e ganha no Calvário, Colossenses 2: 13-15, mas daí até o final de toda a guerra ocorre o intervalo em que o cristão tem de mostrar sua firmeza e confiança na Palavra, Jo 16: 33, 1 Co 3: 10-15. Mas, sempre temos de nos lembrar de que:

a) O inimigo está vencido. Ele opõe-se ao Evangelho, Mt 13: 19; cega e engana, Lc 22: 3, 2 Co 4: 4; aflige, Jó 1: 12 e tenta o povo de Deus, 1 Ts 3: 5. Mas Jesus já o venceu na cruz, 1 Jo 3: 8.

b) O inimigo é limitado. Ele não é onipotente, onipresente e nem onisciente, atributos unicamente divinos, Is 40: 12-15; Sl 139: 1-16; Jr 23: 23,24.

c) Há vitória no sangue de Jesus, Ap 12: 11. Você deve, portanto, assumir sua posição de guerreiro e expulsar toda influência de Satanás de sua vida, Tg 4: 7-8; Mt 12: 25-29. A armadura de Deus mantém o crente firme contra as ciladas do diabo e lhe dá condições de vencer essa batalha de fé, Ef 6: 10-20.

Pr. Gilberto Oliveira Rehder.
Igreja Metodista Catalão-GO
SÉRIE LUTA ESPIRITUAL


terça-feira, 1 de agosto de 2017

CONHECENDO OS LUGARES CELESTIAIS - ESTUDO 1


TEXTO BÁSE: “pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestes” Efésios 6:12.  

INTRODUÇÃO: Existe um mundo espiritual que, embora não possamos ver, tem influência poderosa sobre o mundo físico. Este mundo espiritual é chamado de REGIÕES CELESTIAIS. Cabe observar que em Efésios a expressão “Regiões (ou lugares) celestiais” aparece cinco vezes em toda a epístola.

Em primeiro lugar, em Efésios 1:3, quando diz que Deus “nos abençoou (tempo passado) com toda bênção espiritual nos lugares celestiais em Cristo”. As bênçãos que recebemos em Cristo acontecem primeiro lugar nos lugares celestiais. Por isso oramos, adoramos e intercedemos. O Senhor já nos abençoou, mas precisamos tomar posse destas bênçãos nos lugares celestiais. “Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus, pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne..” Hebreus 10:19,20

Em segundo lugar, em 1:20,Paulo declara que a força do poder de Deus “operou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e fazendo-o assentar-se à sua mão direita nos lugares celestiais”. Cristo está assentado à destra do próprio Pai nos lugares celestiais. Logo, nós também estamos assentados à destra dEle! A destra é o lugar da autoridade. Deus realiza a totalidade do Seu plano e programa por intermédio de Sua mão direita – por intermédio de Cristo e do Seu Corpo espiritual, que é a Igreja. É isso que veremos no próximo texto.

Em terceiro lugar, em Ef. 2:6, “E deste modo nos fez assentar nos lugares celestiais com Cristo Jesus”. Em 1:20 é Cristo o que foi assentado; agora, em 2:6 nós é que fomos assentados juntamente com ele. Aqui os lugares celestiais nos falam de uma nova posição que temos em Cristo. Quando aceitamos a Jesus como Senhor, nosso nome passa a ser escrito no livro da vida (Apocalipse 21.27) e nos tornamos ‘cidadãos dos céus’ (Efésios 2.19). Por isso podemos participar dos lugares celestiais. Cada experiência com Deus é um pouco do que viveremos na eternidade celestial (Salmos 27.13). Em momentos difíceis de nossa vida podemos subir mais alto na presença de Deus em oração. O homem carnal sente as coisas do mundo, mas o crente espiritual vive muito acima das coisas mundanas, pois “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Coríntios 2.14)

Em quarto lugar, é no versículo 3:10: “Para que a multiforme sabedoria de Deus seja agora dada a conhecer por meio da igreja aos principados e potestades nos lugares celestiais”. A mensagem da igreja não é só para os homens, é também para o mundo angelical. A mensagem é dada a conhecer aos homens na terra; mas, aos anjos, a sabedoria de Deus lhes é dada a conhecer nos lugares celestiais. O apóstolo Pedro revela que estas coisas celestiais que a igreja desfruta, são objetos do olhar dos anjos.(1 Pd. 1:12)

A quinta e última vez que aparece a expressão “lugares celestiais” em Efésios, é no 6:12: “Porque não temos que lutar contra sangue e carne, mas contra principados, contra potestades, contra os governadores das trevas deste século, contra hostes espirituais da maldade nas regiões celestes”.
O interessante deste texto é que Paulo afirma que a nossa vida nos lugares celestiais tem inimigos (principados, contra potestades, contra os governadores das trevas deste século, contra hostes espirituais da maldade) .
Nossa nova posição em Cristo nos confere bênçãos e autoridade, mas também nos coloca em uma luta constante contra os inimigos espirituais, que se opõe a nós a fim que de não desfrutemos de tudo aquilo que Jesus conquistou por nós na cruz.

MUITAS LUTAS QUE ENFRENTAMOS NÃO PODEM SER VENCIDAS NO PLANO TERRENO E HUMANO E SIM NO REINO ESPIRITUAL, “porque embora andando na carne, não militamos segundo a carne, porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando sofismas” (II Coríntios 10.3,4).
Quando lutamos espiritualmente não devemos pelejar contra pessoas e coisas, mas entrar nos lugares celestiais em oração e conquistar o que Deus tem para nós.

CONCLUSÃO:
Deus tem tudo o que precisamos por isso Jesus nos disse que “tudo quanto pedirdes em oração, crendo recebereis” (Marcos 14.22).
Podemos comparar as regiões celestiais com um grande estoque de bênçãos preparadas para ser derramadas sobre quem está orando. São muitas as bênçãos que “Deus tem preparado para aqueles que o amam” (I Coríntios 2.9). Para receber a benção, precisamos ir até os lugares celestiais em oração. Da mesma forma, são nos lugares celestiais que se travam as verdadeiras batalhas espirituais. Por isso devemos estar preparado! “Seja bendito o SENHOR, a minha rocha, que treina as minhas mãos para a guerra e os meus dedos para a batalha. ELE é o meu aliado fiel, a minha fortaleza, a minha torre de proteção e o meu libertador, é o meu escudo, aquele em quem me refugio.” Salmo 144:1,2


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO
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