quinta-feira, 10 de março de 2011

A IMPORTÂNCIA DE NOSSAS RAÍZES! 3ª Parte


 “Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera! Não é o caso dos ímpios! São como palha que o vento leva. Por isso os ímpios não resistirão no julgamento, nem os pecadores na comunidade dos justos. Pois o Senhor aprova o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios leva à destruição”. Salmo 1

Encerro esta série sobre a Importância de nossas raízes, na esperança de que muitos irmãos procurem se firmar em Cristo e não se iludam na busca das novidades  neste grande "mercado" da fé. Para encerrar esta última parte, quero propor uma reflexão no Salmo 1. Este Salmo nos mostra aqui as várias diferenças entre o Justo e ímpio. E uma destas diferenças está na estabilidade.
Vemos então, a importância de nossas raízes porque elas nos ensinam sobre a estabilidade.
O justo está plantado JUNTO ÀS ÁGUAS e dá frutos...O ímpio é como a palha que o vento dispersa. O ímpio não se firma na comunidade dos justos.
Existem pessoas que apresentam uma forma preocupante de instabilidade. São pessoas que não se firmam em nada. Não se firmam no emprego, na profissão, na igreja, no casamento, na escola. Dicionário: ( Instabilidade: vai e vem, inconstância..) E este estilo de vida é favorável aos propósitos do maligno.
A instabilidade pode ocorrer por dois motivos. Primeiro: A instabilidade por falta de paciência: Alguns querem que o fruto apareça instantaneamente. Um exemplo disso são aquelas pessoas que conseguem um bom emprego e já querem uma promoção imediata. Se isso não acontece se desanima e vão embora. O mesmo acontece com aqueles que se convertem ao Senhor e querem que Deus faça tudo em suas vidas em pouco tempo. FIQUE FIRME E ESPERE A ESTAÇÃO DOS FRUTOS!!
 “Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera. Sejam também pacientes e fortaleçam o coração, pois a vinda do Senhor está próxima. Irmãos, não se queixem uns dos outros, para que não sejam julgados. O Juiz já está às portas! Irmãos, tenham os profetas que falaram em nome do Senhor como exemplo de paciência diante do sofrimento. Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança. Vocês ouviram falar sobre a paciência de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia”. TIAGO 5:7-11
Segundo: A instabilidade por causa da má compreensão a respeito das tribulações.
Infelizmente ainda existem aqueles que acreditam que uma vida com Cristo é isenta de sofrimentos; O Senhor Jesus nos dá um exemplo claro na parábola do semeador de que a angústia e até mesmo a perseguição fazem parte do pacote do discipulado. Ele fala da semente que foi semeada em solo rochoso: (Mateus 13:20-21) “O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria;;mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.”
Em último lugar, entendo a importância de nossas raízes por causa de seus vínculos.
É importante entendermos que raízes são vínculos (ligaduras, conexão, amarração). Vínculos é tudo o que nos prende a alguém e também a um lugar.
Existem vínculos negativos e positivos. Os vínculos negativos: são aqueles que nos foram transmitidos pelo ambiente em que fomos criados (religiosidade) (estupidez no tratamento) (ambiente de vícios) “Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver que lhes foi transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito”, 1 Pd 1:18,19
Os vínculos Positivos: São laços necessários e importantes em nossas vidas porque nos ajudam no crescimento e desenvolvimento de nossas raízes.
Todos nós precisamos de pessoas com as quais podemos contar e de  relacionamentos que devemos nutrir.
Muitas pessoas parecem ter aversão a vínculos por causa de experiências negativas do passado. Tornam-se fugitivas, evitam compromissos, responsabilidades e relacionamentos sérios.
Precisamos fincar e desenvolver nossas raízes para que se aprofundem e se fortaleçam. Precisamos ter vínculos fortes com a Palavra de Deus e com a Igreja (os irmãos)  “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração”.Colossenses 3:16 “Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo”. 1 Coríntios 12:27 

CONCLUSÃO: Em um tempo onde se valoriza o imediato e o superficial, somos chamados por Deus a valorizarmos e investirmos mais em nossas raízes. Espero no Senhor que esta Palavra venha despertar muitos irmãos para esta realidade espiritual. 

Pr. Gilberto O.Rehder

sexta-feira, 4 de março de 2011

A IMPORTÂNCIA DE NOSSAS RAÍZES! 2ª Parte


No texto anterior aprendemos que uma raiz forte e profunda, é a garantia de sobrevivência, crescimento, firmeza e produtividade de uma árvore. Vimos também o cedro do Líbano um exemplo real do valor das raízes. Fiquei realmente impressionado com o cedro por ser o seu crescimento interior (raízes) bem maior que o exterior (galhos, folhas...). No entanto, podemos tirar outras lições preciosas sobre a importância de nossas raízes. 


 
As nossas raízes são importantes porque nos ensinam o valor da profundidade.
Quando a semente germina, ocorre dois tipos de crescimento: um crescimento para cima (tronco, galhos, folhas, flores e frutos) e outro para baixo (raiz). Nossa vida não pode ser apenas algo exterior, mas interior. A raiz garante firmeza, nutrição e sobrevivência para a planta.
Muitas vezes, enfatizamos o que a árvore produz, o fruto, mas nos esquecemos das raízes. Nos mais variados aspectos da nossa vida, valorizamos mais o que é aparente e menosprezamos o que está oculto, na profundidade. O fruto é muito importante, mas a sua falta pode indicar um problema na raiz. Estamos muito preocupados com as aparências, com aquilo que pode ser visto e admirado pelos homens. Contudo, nossas raízes são valores e práticas vistas apenas por Deus. Estão abaixo da superfície e precisam ser cultivadas com atenção e cuidado. Se não for assim, corremos o risco de cair, pois o peso exterior não terá sustentação interior. Muitos querem apenas bênçãos visíveis, materiais, mas não buscam virtudes espirituais que lhes tragam firmeza. Precisamos buscar com mais profundidade conhecer a Deus e a sua vontade.
As nossas raízes são importantes porque nos ensinam o valor da permanência.
Não é comum e nem saudável para a raiz de uma árvore a mudança de local onde ela está plantada. O transplante contínuo impede o desenvolvimento da raiz. É justamente isto que encontramos em nossos dias. Um vai e vem, um entra e sai de igreja. Chamo a isto de “rotatividade igrejeira”. Pessoas com as mais variadas motivações não se firmam em lugar nenhum. Estão sempre correndo atrás das “novas unções”, das “revelações extra-bíblicas” e não fincam suas raízes.
Se quisermos ter raízes fortes e profundas devemos estar plantados em um bom terreno e permanecer nele. É por isso que a bíblia diz que o justo  “ é como árvore plantada junto a corrente de águas ..” (Salmo 1:3) e “Os que estão plantados na casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus..” Salmo 92. Dentro desta permanência quero destacar as palavras do Senhor Jesus “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim”. João 15:4
Louvo a Deus por aqueles irmãos e irmãs que permanecem firmes na igreja em que foram plantados por Deus durante anos. Aqueles que com os seus cabelos já branquinhos, servem ao Senhor com alegria e perseverança! Estes sim são exemplos vivos para nós, mais jovens. A permanência em Cristo e Sua Palavra é um grande desafio não apenas para hoje, mas para a futura geração de crentes.
No próximo texto vou apresentar mais duas lições sobre a importância de nossas raízes.
Em Cristo!
Pr. Gilberto Oliveira Rehder

quarta-feira, 2 de março de 2011

A IMPORTÂNCIA DE NOSSAS RAÍZES!


“O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano. Os que estão plantados na casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos, Para anunciar que o SENHOR é reto. Ele é a minha rocha e nele não há injustiça”. Salmo 92:12-15

A Bíblia utiliza muitas figuras de linguagem, para expressar princípios espirituais. Um exemplo é a comparação entre o justo e a árvore. Contudo o grande destaque que a Palavra de Deus nos dá está nas raízes. Por quê? Porque uma raiz forte e profunda é a garantia de sobrevivência, crescimento, firmeza e produtividade de uma árvore.
Se nós queremos sobreviver às tempestades da vida, se desejamos crescer em Cristo, ter firmeza espiritual e frutos que permanecem, temos que olhar com mais cuidado para as nossas raízes.
Um exemplo real do valor das raízes está no Cedro do Líbano: O cedro é uma das árvores mais imponentes. É símbolo de força e eternidade. Nos 3 primeiros anos de vida, alcança apenas 5 centímetros de altura, mas já possui 1 metro e meio de raízes. Quem poderá arrancar tal “plantinha”? Mesmo jovem, já se mostra firme. Seu crescimento interior é bem maior que o exterior. Depois, cresce 20 centímetros por ano, chegando a 40 metros de altura. Seu desenvolvimento é lento, sem pressa, sem precipitação, mas não se pode detê-lo. Só a partir dos 40 anos é que o cedro produz sementes, mas pode viver centenas de anos [www.libano.org.br/pagina29.htm]. O cedro não depende da chuva, pois suas raízes profundas buscam água diretamente dos lençóis freáticos.
O salmista disse que o justo é como o cedro do Líbano. Com isso, podemos ter uma idéia do que Deus espera de nós. Pela graça do Senhor podemos ser fortes, firmes, inabaláveis, apresentando a beleza da vida de Cristo em nós. Podemos ser resistentes diante das dificuldades. Nossa relação com Deus não dependerá de fatores exteriores ou circunstanciais, pois a profundidade será característica da nossa espiritualidade. Em tempos onde a rotatividade nas igrejas é muito grande e a busca desenfreada por “novidades” é a marca de espiritualidade, proponho uma reflexão bíblica e profunda sobre este assunto. No próximo texto vamos aprender o algumas lições sobre a importância de nossas raízes.  
Pr. Gilberto Oliveira Rehder

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MEU ANIVERSÁRIO


“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios”. Salmo 90:12

No dia 19 de fevereiro completei mais um ano de vida. Louvado seja Deus, porque mais uma vez as suas misericórdias se renovaram. Muitas pessoas não gostam de seu aniversário, talvez porque se lembram que estão envelhecendo. Mas para mim isso não é problema! Tenho alegria em viver e de saber que o meu futuro está nas mãos do Senhor.
O que eu não quero é deixar de contar os meus dias, de tal maneira que eu alcance um sábio coração. Por isso, peço ao Senhor: “Ensina-me a contar..”
Acredito que dias não contados, são dias desperdiçados e de oportunidades perdidas. Não devo simplesmente existir; tenho que viver intensamente o projeto que o Senhor planejou para mim. No projeto de aprender tive e ainda tenho alguns mentores. Pessoas que fizeram diferença em minha vida e que através delas aprendi lições maravilhosas.
Não posso deixar de falar de meu tio Jorge. Alegre, bem humorado, cheio da Palavra de Deus e principalmente um Pai para mim. Aquele que no meu tempo de adolescente foi meu apoio. Hoje ele está cantando diretamente ao Pai celeste, na sala do trono. Sinto muito mesmo a sua falta. Mas aprouve ao Senhor chamá-lo.
Agradeço também pela vida de meus discipuladores. Guilherme Blois e Leila. Trabalhamos juntos e com outros amigos e juvenis aprendemos os princípios eternos da Palavra de Deus.  O Senhor nos chamou para a sua obra. Cada um foi para um lado. Uns para missões , outros para o pastorado e alguns servindo ao Senhor com os seus dons na igreja.
Louvo ao Senhor por minha família. Pela Margarete; mulher sábia e companheira. Neste ano, completaremos 25 anos de casamento. Pelos meus filhos; Filipe e Jéssica. Louvo ao Senhor pelas alegrias que eles têm me dado.
Agradeço também aos irmãos e ovelhas de Catalão. Povo alegre e amoroso. Povo que tem demonstrado a mim e a minha família este amor de Cristo.
Termino este texto agradecendo também a todos os amigos e irmãos que reencontramos nas redes sociais da internet. Muito obrigado ó Deus!! Continue me ensinando a contar os meus dias!!
Pr. Gilberto Oliveira Rehder


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Irreverência! (2ª Parte)


“Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras”.Ecl.5:1,2

No texto passado falei sobre a urgente necessidade de resgatarmos o respeito e reverência para com Deus e Sua palavra durante os momentos de culto ao Senhor. Vamos banir a irreverência de nosso meio. 

Diante deste fato quero sugerir alguns princípios de reverência no culto:

1- Chegue sempre cinco minutos antes do horário do culto, trazendo sua Bíblia e um forte desejo de se encontrar com Deus.

2- Cumprimente quem estiver à porta, mas entre logo e prepare-se com oração. Ore intimamente pelo pregador, pelo grupo de louvor e pelos ouvintes, para que a vontade de Deus seja exaltada.

3- Não converse durante o culto, sobre pretexto algum. Além de você se distrair, com certeza vai atrapalhar e distrair outras pessoas próximas a você. Quando há distração no culto e a igreja perde a concentração no Senhor e coloca em outra direção, esquece-se que estamos diante da presença todo-poderosa do Deus Santo e Tremendo

4- Evite ao máximo sair do Templo durante o culto, principalmente durante a pregação. Quando nos distraímos, o nome de Deus está sendo falado, orado, cantado, lido e pregado em vão.

5- Ensine seu filho antes de vir para a igreja preparando-o psicologicamente sobre como se comportar. Não permita que ele passeie pelo templo ou corredores. Mostre o seu exemplo.

6- Concentre-se e participe nas músicas e orações. Louve a Deus com energia, adorando-o “em espírito e verdade” (Jo 4:24).

7-Traga um pequeno caderno e anote o texto, o tema e o conteúdo da Palavra ministrada pelo pastor. 

8- Não fale ao celular sob hipótese alguma durante o culto. Os aparelhos devem ser desligados no início do culto. Médicos, enfermeiras, ou qualquer situação que exija uma espera de chamada, o aparelho deve ficar no vibracall.

9- Se do seu lado houver um visitante sem Bíblia, compartilhe com ele de sua leitura. Faça-o participar.

10- Se houver apelo, ore incessantemente para que as pessoas respondam afirmativamente e se entreguem ao Senhor.

Se o Deus Tremendo requer essa reverência para si quando cultuamos a Ele, qual deve ser a nossa resposta? Habacuque já nos ensinou: O Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.
Pr. Gilberto Oliveira Rehder


                                   

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Irreverência! (1ª Parte)




“O Senhor, porém, está no Seu santo templo; cala-se diante Dele toda a terra”. Hc. 2. 20.

Vivemos um tempo em que a irreverência virou moda. Nada é sagrado nestes dias. Religião, sexo, fé, família. Tudo pode ser zombado, satirizado e distorcido. Na realidade, a irreverência para muitos é uma virtude. 
Lembro-me bem de uma humorista brasileira que era honrada por sua irreverência, principalmente pelos palavrões que falava. O pior de tudo é que a irreverência tem sido incorporada nos momentos de culto quando a Igreja se reúne.             
Conta-se que certa vez o príncipe Conde, em Paris, entrou numa igreja e se ajoelhou ao lado de um jovem seminarista, cuja atitude reverente e discreta lhe chamou a atenção. “Este seminarista” pensou, “deve ser muito sábio, pois em geral se juntam na mesma pessoa o saber e a piedade”. Dirigiu-lhe, pois, ali mesmo a palavra, perguntando: Que é que o senhor aprende no seminário? O interpelado nada respondeu. Julgando não ter sido compreendido, tornou a perguntar: Que aprende o senhor no seminário? Novamente silêncio! Mais uma vez perguntou, e nada de resposta. Só então o jovem erguendo a cabeça, respondeu: Aprendemos a ficar calados na igreja! “O Senhor, porém, está no Seu santo templo; cala-se diante Dele toda a terra”. Hc. 2. 20
Há uma urgente necessidade de resgatarmos o respeito e reverência para com Deus e Sua palavra. Sei que é difícil falar deste assunto para uma igreja que busca a alegria e a espontaneidade nos momentos de culto. Mas não podemos confundir alegria com distração, e espontaneidade com a falta de ordem. Aliás, a Palavra nos ensina: “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (1 Coríntios 14:40). Somos exortados a “servir a Deus com reverência e santo temor” (Hebreus 12.28).                                            
Temos que entender que o culto cristão é a reunião do povo de Deus para adorá-Lo. A razão de estarmos ali é o próprio Deus. Pode até ser um ambiente agradável e alegre onde nos encontramos com os irmãos também; mas não podemos esquecer que estamos diante da presença todo-poderosa do Deus Santo e Tremendo. Aliás, Culto a Deus não se assiste - se presta.                                                                                         
Não podemos nunca nos acostumar com a irreverência. Nadabe e Abiu morreram por falta de reverência. Deus feriu a Uzá por causa de irreverência (1Samuel 6.6-7). A irreverência pode matar um culto e, como conseqüência, impedir a ação do Espírito Santo. No próximo texto vamos aprender alguns princípios de reverência no culto. A Deus seja a Glória!
Pr. Gilberto Oliveira Rehder

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

De Quem é a Culpa?


Como bom corinthiano que sou, nestes dias torci para o timão na Libertadores na esperança que neste ano tudo ia dar certo. Para a minha decepção e também de toda a torcida, mais uma vez fomos um fiasco. Perdemos para um time desconhecido e reputado pelos comentaristas como fraco; o Tolima da Colômbia. Depois disso, agüenta a gozação! Até mesmo de minhas ovelhas tive que ouvir um monte. Mas o que me chamou a atenção neste episódio foi a tentativa de explicar o inexplicável, de justificar o injustificável. De quem é a culpa? Dos jogadores? , Do técnico? Do presidente? Do campo? Do árbitro?                             
Em nossa vida como cristãos, quando perdemos, na maioria das vezes a culpa é nossa, ainda que não queiramos reconhecer. Não sabemos admitir nossa culpa. Quando algo vai mal, a culpa é sempre do outro. Desde pequenos, as crianças põem a culpa nos seus irmãos ou no gato, seja em quem for antes de reconhecer seu erro. No entanto, não avançaremos na vida se não reconhecermos nossas próprias culpas. A Bíblia diz que quem encobre seu pecado não prosperará, mas aquele que confessa e se afasta do erro, alcançará o perdão de Deus (Prov.28:13). Creio que a maior conquista que está diante de mim, não é de um título ou de posses materiais, mas a conquista de mim mesmo; para vencer o pecado que tenazmente me rodeia. Poucas vezes percebemos que para vencer o pecado o primeiro passo é reconhecê-lo em nós. Chegará o dia em que não poderemos culpar qualquer outra pessoa. Teremos que prestar contas dos nossos próprios atos a Deus: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.” Ezequiel 18:20. (veja também: Rm 14:12)                        
Sempre que a Bíblia nos aponta algo que fazemos mal, ou que não fazemos bem, achamos que está se referindo à outra pessoa. Devemos receber a Palavra de Deus com uma enxada (para nós) e não com uma pá (para os outros). Vamos assumir as nossas responsabilidades diante de Dele e dar a Ele o nosso melhor; pois Ele é rico em perdoar e suas misericórdias não têm fim.
Pr. Gilberto Oliveira Rehder