quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O FRUTO DA BENIGNIDADE E BONDADE



“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”. ( Gálatas 5:22-23)


Quebra Gelo: Conte para o grupo o que você sentiu por ter feito o bem a uma pessoa.

Introdução: Hoje vamos abordar não apenas um, mas dois gomos do Fruto do Espírito que são a benignidade e bondade. Embora seja termos bem parecidos veremos que há diferenças significativas.

1- O QUE É BENIGNIDADE E BONDADE?
Uma boa ajuda para que você entenda o que é benignidade, é ver o seu antônimo. O oposto de benignidade é malignidade, aquele que não é benigno é maligno. O contrário de bondade é maldade, ou seja, aquele que não é bom é mau! Tanto a malignidade como a maldade, procede do coração do homem como consequência do pecado original. (Rm 5:12)
É importante saber que a malignidade e maldade são interiores, estão ligadas ao coração do ser humano. Por isso Jesus disse: “Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios, a cobiça, as maldades, o dolo, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a insensatez; todas estas más coisas procedem de dentro e contaminam o homem”. Marcos 7:21-23.  Apesar de sermos maus, ainda sim podemos fazer o bem. Por isso Jesus disse: “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?” Mateus 7:11.
Mas há uma diferença essencial sobre a bondade praticada por aquele que recebeu a salvação pela graça, daquele que não a recebeu. O homem natural (que não é salvo) quando faz o bem, o faz por interesse próprio e se gloria de suas obras achando que por meio delas alcança a salvação (Veja Gálatas 2:8-10). O homem espiritual (salvo em Cristo) quando faz o bem, não o faz por interesse ou glória própria; ele o faz para a glória de Deus como gratidão por ter sido salvo por Cristo.
“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus”. 1 Cor. 10:31    
 
2- DIFERENÇAS ENTRE BENIGNIDADE E BONDADE.
Existe uma grande diferença entre benignidade e bondade, embora sejam termos bastante parecidos.
2.1 - Benignidade é a disposição em ser bondoso com o próximo. Significa excelência de caráter. Ser benigno implica em agir a favor de outro, independente de quem ele seja ou o que faça. É algo que vem de dentro, é um sentimento divino, puro e honesto. O “sujeito” pode ser bom até que lhe magoem, o benigno mesmo sendo magoado continua fazendo o bem.
Uma vez li de um autor desconhecido acerca da bondade e da benignidade ele se expressou desta forma: “Se eu tiver fome e você me der pão para eu comer isto é bondade, mas se você passar geleia nele isto é benignidade”.
2.2 - A Bondade faz o que é certo muitas vezes, é a ação de ser bom, gentil e reto para com o próximo.
Devo pensar benignamente e agir com bondade, mas a benignidade faz de coisas simples, especiais.  A benignidade vai além de interesses próprios, ou do que é certo, ultrapassa aquilo que é normal; pois enxerga com os olhos do coração. Jesus nos ensinou o que é benignidade em Mt.5:44: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem...” Antes de agir com "bondade", devemos pensar com benignidade. Só assim agiremos com menos egoísmo e hipocrisia. Ser bom é ser passageiro, mas ser benigno é "ser eterno".

3- MANIFESTANDO A BENIGNIDADE E BONDADE.
3.1 – Através de nossas palavras: “O Senhor Deus me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem”. Isaías 50:4 (Veja Efésios 2:29)

3.2- Através de nossas atitudes: “Aparta-te do mal, e faze o bem: busca a paz, e segue-a”. Salmo 34:14.  Não devemos pagar o mal com o mal, devemos vencer o mal com o bem (Rm 12:17-21, I Ts 5:15); não julgar o irmão ( Mateus 7:1) e não falar mal do irmão (Tiago 4:11). Provérbios 24:17-19 e 25:21,22 diz para não nos alegrarmos com a queda de inimigos, nem devemos nos indignar por causa dos malfeitores e que se nosso inimigo tiver fome ou sede, temos que dar de comer e de beber.

3.3- Através de nossas boas obras: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”. Mateus 5:16. As Escrituras têm muito a dizer sobre as boas obras. Somos "criados em Cristo para as boas obras" (Gl 3:10). Os crentes devem ter o cuidado de mantê-las (Tito 3.8); os ricos devem ser ricos em boas obras (1 Timóteo 6:18) e até mesmo os irmãos pobres podem ajudar os mais pobres sendo ricos em generosidade ( 2 Cor. 8:1-5).

CONCLUSÃO: Deus quer que manifestemos o fruto da benignidade e bondade. Para isso não espere as condições ideais, não se omita diante das necessidades das pessoas que podem ser espirituais, emocionais e físicas.
A Bíblia diz “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tg 4:17).

Pensamento: “Faça todo o bem que você puder, com todos os recursos que você puder, por todos os meios que você puder, em todos os lugares que você puder, em todos os tempos que você puder, para todas as pessoas que você puder, sempre e quando você puder.” (John Wesley)


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO

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