sábado, 12 de novembro de 2016

O FRUTO DO DOMÍNIO PRÓPRIO


“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”. ( Gálatas 5:22-23)

Quebra Gelo: Qual é a sua comida preferida?

Introdução: Hoje estaremos encerrando o estudo sobre o Fruto do Espírito. O último gomo do fruto é o domínio próprio. Toda vez que penso sobre este assunto, logo me vem na memória a história de Daniel e seus amigos que ao serem levados para a Babilônia se recusaram a comer as finas iguarias do rei Nabucodonosor passando um por um período experimental de dez dias (Daniel 1:10), comendo apenas legumes e bebendo água. Ao fim deste prazo, eles estavam com melhor aparência e estavam mais robustos do que todos os outros jovens que comiam o cardápio real. Talvez você diga; isso é que é domínio próprio! Na realidade este foi apenas o teste inicial; a verdade é que eles ficaram sem comer destas iguarias por três anos (vs 5). Com certeza para se manterem fieis a Deus eles tiveram que ter muito domínio próprio.

1- O QUE É DOMÍNIO PRÓPRIO?
O termo grego é “egkrateia”, cuja raiz “kratos” significa “ter domínio sobre”, “exercer poder sobre”, “ter autoridade sobre”. O termo se relaciona à autoridade sobre os desejos carnais, como o sexo impuro, a glutonaria, a bebedeira e a conversa vã. Remete à pessoa que sabe conter-se, que sabe controlar a língua, olhos, mãos, ouvidos, pés e o corpo como um todo. Trata-se de alguém que não é vencido pelo pecado, pois “de quem alguém é vencido, do tal se torna escravo” (2 Pedro 2.19). Quem é vencido pelo pecado se torna escravo do pecado. Nós, porém, libertos do pecado por meio do sacrifício de Jesus, devemos viver em santidade, como pessoas que têm domínio sobre o corpo e sobre as vontades. Esse fruto exige de nós uma autodisciplina, um vigiar constante principalmente nos momentos em que somos tentados a agir no calor da emoção; vem da atuação direta do Espirito Santo na alma do cristão, e é impossível ao ser humano por si só, obtê-lo e exercê-lo permanentemente.

2- TRÊS TÁREAS ESPECÍFICAS PARA DOMINAR.
“porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo”. 1 João 2: 6
Amar as coisas do mundo (sistema) é um perigo constante que cerca os cristãos. Isso significa que o cristão não pode amar o sistema moralmente corrupto desse mundo, ou seja: gostar, querer, praticar, se igualar e fazer o que a sociedade, que está sob o domínio Satanás faz. Por isso, João declarou: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno” 1 João 5:19. Estas três áreas que vamos abordar fazem parte deste sistema maligno. Em um sentido amplo a palavra concupiscência significa qualquer desejo, ou cobiça, ou anseio por fazer ou ter coisas que são pecado e desagradam a Deus, se enquadram no significado dessa palavra.
2.1- A Concupiscência da Carne - Refere-se a qualquer desejo que incita alguém a alimentar a natureza sensual da carne (imoralidade, embriaguez, glutonaria, etc.). O fruto deu "água na boca" de Eva, mesmo sendo ele um fruto proibido. Ela nos incita a procurarmos satisfação no prazer do pecado, e não no Senhor.

2.4- A Concupiscência dos olhos- diz respeito àquelas tentações que apelam para os desejos ambiciosos dos homens de obter e possuir (roubo, avareza, etc.) O indivíduo corre desenfreadamente atrás daquilo que ele não trouxe para este mundo e nem vai levar. “Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele”. (1 Tm 6. 7).

2.5- A Soberba da Vida- A soberba é o desejo de posição. É querer estar acima de todos. O orgulho fica latente no coração humano de tal forma que o derruba fatalmente, pois a bíblia diz: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda." Prov. 16:18. Alguém disse certa vez que uma grande virtude em nossas vidas é "quando sentimos que somos o maior de todos os pecadores e o menor de todos os santos". A soberba da vida afeta as seguintes áreas de nossas vidas:
(a) As nossas emoções- Como Caim que matou o seu irmão por inveja e não dominou a sua raiva. Deus chegou a adverti-lo: “Então, lhe disse o SENHOR: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito! Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.” Gn 4:6,7
(b) As nossas palavras- Um aspecto específico do domínio próprio é o controle da língua. Tiago disse: “Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo” (Tiago 3:2). Como é difícil dominar a língua! Quantos casamentos são destruídos por palavras não refletidas? Quantas pessoas sofrem sequelas a vida toda por causa das palavras que os pais soltaram sem pensar? Quantas guerras começam por causa das línguas soltas de líderes de nações? Deus ensina a importância do controle das nossas línguas para evitar estes e outros estragos. “O que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína” (Prov. 13:3)
Que possamos orar como o Salmista: “Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão”. Sl 19:13

CONCLUSÃO: Devemos estender este domínio próprio a todos os aspectos das nossas vidas. Num mundo que incentiva a sensualidade, as coisas materiais e o orgulho, o discípulo de Cristo precisa exercer controle dos seus desejos e impulsos. Não devemos ceder às tentações da carne, nem devemos ser pessoas impetuosas ou inclinadas à raiva.


Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista Catalão-GO

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